quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cabeça Ruim


Você, que sai para trabalhar todos os dias às oito e quinze em ponto e nem nota as florzinhas que caíram da velha árvore sobre seu carro durante a madrugada. Que desaprendeu a ouvir o vento e não reconhece mais o cheiro de chuva chegando. Que não tem nenhuma fotografia de nenhum amigo de infância.

Você, que cantou parabéns para seu avô calculando o quanto a festa tinha lhe custado. Que gostava de enrolar os dedos nos cabelos da sua mãe para dormir e hoje só dorme direito se estiver sozinho. Que já quis ter um dragão e não deixa seus filhos terem um cachorro.

Você, que puxou o tapete do seu colega de trabalho e depois foi chorar no banheiro, mais por raiva do que por remorso. Que não confessa para ninguém o que lhe dá medo de verdade, com medo da coisa acontecer. Que nem ficou sabendo que o bebê da vizinha já nasceu. Que não deixou sua filha ouvir o moço que tocava violino na rua, para não se atrasar na consulta com o médico. Que não se deu conta do quanto é parecido com seu pai.

Você, que nunca saiu de pijama na rua e não sabe o que é nadar pelado. Que entrava na casa da sua avó e sentia o aroma do pão assando e ia correndo beijá-la, louco de saudade e fome.

Você, que sabe o quanto seu funcionário caprichou no relatório, mas preferiu lembrá-lo dos itens que faltaram. Que veste um sorriso diferente conforme a roupa do freguês. Que não gosta que seus filhos brinquem descalços.

Você, que nunca levou um gatinho para casa e implorou aos seus pais para ficar com ele. Que nunca apertou a campainha e saiu correndo. Que não tira o relógio e nunca tem tempo. Que não percebeu que derrubaram o ipê amarelo da sua rua. Que sonhava em ver um show dos Beatles e hoje nem liga para a coleção deles bem ali, na sua estante.

Você, que nunca andou na contramão. Que não espera seu filho tentar amarrar o sapato sozinho e já vai amarrando por ele. Que não perdia um dia de Vila Sésamo e que hoje se irrita com tudo na TV que não seja noticiário.

Você, que vê o olhar do cão faminto e engole o último pedaço do salgadinho. Que vai de carro a dois quarteirões da sua casa e acha isso normal. Que cruzou com a empregada hoje cedo na cozinha, disse bom dia mas não até amanhã. Que se irrita sempre com o motorista da frente. E com o do lado. E com o de trás também.

Você, que tem barco, mas não tem amigo de verdade. Que quando criança queria viajar numa nave espacial, e hoje diz para seu sobrinho de quatro anos que essas coisas não existem.

Você, que não tem ninguém lhe esperando em casa.

É com você mesmo que eu estou falando. Eu tenho três notícias. A primeira é que seu pé não é doente. A segunda é que sua cabeça é que é ruim. A terceira é que tudo nesta vida tem conserto.

Autora: Silmara Franco


Pensamento do dia...

Espetacular o texto abaixo, que recebi da minha amiga Marina Bueno. Digamos que eu estou a meio passo de fazer o mesmo.


Faz de conta: você acordou, ligou para o salão e marcou um horário. Na hora do almoço, foi lá e pediu: Corta bem curto. O cabeleireiro não acreditou no que ouvia. Afinal, seus quase cinquenta centímetros de cabelo sempre foram, na sua cabeça (literalmente), uma espécie de atestado da sua feminilidade. Mas agora eles teriam de ser curtos. Para que suas ideias ficassem longas. Ele colocou a mão um pouco abaixo do seu ombro: Mais ou menos aqui? Você segurou a mão dele, levou-a na altura da sua orelha, e disse: Tosa.

Depois você passou naquela loja onde tem uns vestidos moderninhos e coloridos. Você entrou e pediu aquele cor de laranja com borboletas, muito mais curto do que os que você costuma usar. Aproveitou e pediu a sapatilha da vitrine. Arrancou o seu terninho bege, sua camisa branca e seu escarpim marrom. Deixou tudo por lá mesmo, no provador. E quando a vendedora perguntou o que fazer com aquilo, você disse: Queima.

Quando você retornou ao trabalho, uma hora depois do horário de costume, com aquele vestidinho e com os cabelos daquele jeito, a roda em torno de você foi se formando. Uns, animadíssimos. Outros, nem tanto. Alguns reprovaram. Como as coisas já não andavam muito bem por ali, sua chefe lhe chamou no final do dia para conversar, e avisou que as coisas não poderiam continuar daquele jeito, ou ela teria que substituir você. E você disse: Substitui.

Saindo de lá deu vontade de jantar naquele bistrô aonde você acha que só deveria ir no dia do seu aniversário ou outra data importante. Você mal encostou seu carro e já veio o dono da rua, dizendo que eram dez pratas para parar ali. E, como você não deu bola, o homem começou aquela conversinha surrada dizendo, na entrelinha da entrelinha, que um eventual não-pagamento antecipado incorreria em riscos indesejáveis na pintura do seu bólido. Você pegou o celular, digitou três números, mostrou o visor para o homem e, já com o dedo na tecla “ligar”, disse: Risca.

Faz de conta que você chegou em casa e sua filha de dezessete anos estava na sala com o namorado. Você teve que contar de novo a história daquele vestido e daquele cabelo e, como chovia, sua filha sondou se o rapaz poderia dormir ali. E, enquanto jogava no lixo aquela agendinha que você só usava no trabalho, você disse: Pode.

Quando se deitou para dormir, aquele anjo que costuma vir conversar com você antes do sono se empoleirou na cabeceira da sua cama. Elogiou o cabelo, o vestido, a decisão no trabalho, o presente de não-aniversário, o chega-pra-lá no dono da rua, a atitude com a filha. Só por curiosidade, perguntou que bicho havia mordido você. E você, se ajeitando no travesseiro e já desligando o abajur, disse: Nenhum.

No dia seguinte, vendo que eram dez da manhã e você ainda não havia se levantado, sua filha entrou no quarto, vocês conversaram e no final ela perguntou como é que vocês viveriam dali para frente. Com certa ironia, ela arriscou dizer que com as bolsas e os badulaques que você produzia e vendia nos finais de semana é que não seria. E você disse: Sim.

À tarde, você procurou o dono daquele galpão que você havia visto para alugar, perfeito para uma oficina, e fez uma oferta. O homem coçou a cabeça, pediu um pouquinho mais, e você disse: Fechado.

À noitinha, você foi até a casa dos seus avós, assim, de surpresa. E, de surpresa, você os beijou. E quando eles perguntaram o que era aquilo, você disse: Amor.

Faz de conta que foi assim. Faz de conta que foi desse jeito que você virou a mesa. Que resolveu não perder mais tempo, fazer o que gosta e ser do jeito que você, só você, acha que fica mais bonita.

Faz de conta que você morreu. E que alguém lhe deu a oportunidade de voltar para um terceiro tempo.

Então. Agora vai lá e faz tudo de verdade.


Autora: Silmara Franco


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Genérico Brasileiro para a Gripe Suína

Eu tenho FOBIA...


DE GENTE GROSSA;
DE GENTE MAU HUMORADA;
DE GENTE CHATA;
DE GENTE INÚTIL;
DE BURRICE;
DE HIPOCRISIA;
DE "ACHISMOS";
DE MACHISMO;
DE FEMINISMO;
DE CAFAJESTES;
DE FALTA DE CARÁTER;
DE BARATA;
DE LUGARES ABARROTADOS;
DE IR A SHOPPINGS E SUPERMERCADOS AOS FDS;
DE ANDAR DE ÔNIBUS;
DE ANDAR A PÉ À NOITE SOZINHA;
DO MEU ANTIGO PROFESSOR DE INGLÊS;
ENTRE OUTROS.

Fobia


Fobia é o medo persistente, excessivo e irreal de um objeto, pessoa, animal, atividade ou situação. É um tipo de distúrbio de ansiedade. Uma pessoa com fobia ou tenta evitar a coisa que ativa o medo, ou suporta isto com grande ansiedade e angústia.

Algumas fobias são muito específicas e limitadas. Por exemplo, uma pessoa pode ter medo só de aranhas (aracnofobia) ou de gatos (galeofobia). Neste caso, a pessoa vive relativamente livre de ansiedade evitando a coisa que ela teme. Algumas fobias causam dificuldade em uma variedade mais ampla de lugares ou situações. Por exemplo, os sintomas de acrofobia (medo de alturas) podem ser ativados bastando a pessoa olhar para fora da janela de um edifício comercial ou dirigir sobre uma ponte alta. O medo de espaços limitados (claustrofobia) pode ser ativado ao usar o elevador ou um sanitário público pequeno. Pessoas com estas fobias podem precisar alterar suas vidas drasticamente. Em casos extremos, a fobia pode ditar a profissão da pessoa, seu local de trabalho, seu roteiro ao dirigir, suas atividades recreativas e sociais, ou o ambiente de sua casa.

Há três tipos principais de fobia:

· Fobia Específica (fobia simples) – É a forma mais comum de fobia. Neste tipo, as pessoas podem temer certos animais (como cachorros, gatos, aranhas ou cobras), pessoas (palhaços, dentistas, os médicos), ambientes (lugares escuros, tempestades, lugares altos) ou situações (viajar de avião ou de trem, por estarem em um espaço limitado). Embora a causa das fobias específicas permaneça um mistério, estas condições são pelo menos em parte genéticas (herdadas), e parecem ocorrer em outros membros de uma família.

· Fobia Social (desordem de ansiedade social) – Neste tipo as pessoas têm medo de situações sociais onde elas possam ser humilhadas, envergonhadas ou julgadas pelos outros. Elas ficam particularmente ansiosas quando pessoas pouco conhecidas estiverem envolvidas nesta situação. O medo pode ser limitado ao desempenho, como dar uma conferência, concerto ou apresentação empresarial. Ou pode ser mais generalizado, de forma que a pessoa fóbica evita muitas situações sociais, como comer em público ou usar um sanitário público. A Fobia Social aparece em outros membros de uma mesma família. Pessoas que foram tímidas ou solitárias na infância, ou que têm uma história de experiências sociais infelizes ou negativas na infância, parecem ter propensão de desenvolver esta desordem.

· Agorafobia – A agorafobia é um medo de estar em lugares públicos onde seria difícil ou embaraçoso sair subitamente. Uma pessoa com agorafobia pode evitar ir a um filme ou a um concerto, ou viajar em um ônibus ou trem. Em muitos casos, ela também tem repetidos e inesperados ataques de pânico (medo intenso e uma variedade de sintomas físicos incômodos como tremer, ter palpitações, ter sudorese intensa e rubor facial).

As fobias da infância geralmente acontecem entre as idades de 5 e 9 anos, e tende a ser de curto prazo. A maioria das fobias começa depois de adulto, especialmente em pessoas acima dos vinte anos de idade. As fobias no adulto tendem a durar muitos anos, e são menos prováveis de curarem sozinhas. Sem tratamento específico, a fobia pode aumentar o risco de outros tipos de doença psiquiátrica na vida adulta, especialmente outras desordens de ansiedade, depressão e uso de drogas.

Quadro Clínico

Os sintomas de fobia incluem:

· Sentimentos excessivos, irracionais e persistentes de medo ou ansiedade que são ativados por um objeto, uma atividade ou uma situação em particular - Os sentimentos ou são irracionais ou fora de proporção para qualquer ameaça atual. Por exemplo, qualquer um pode ter medo de ser ameaçado por um cachorro não contido, mas não é razoável correr de um animal calmo, quieto em uma coleira.

· Sintomas físicos relacionados à ansiedade – Estes sintomas podem incluir tremores, palpitações, sudorese, falta de ar, vertigem, náuseas ou outros sintomas que refletem uma resposta ao perigo do tipo “corra ou lute”.

· Evitação do objeto, atividade ou situação que ativam a fobia - Como as pessoas que têm fobia reconhecem que seus medos são irracionais, elas freqüentemente se sentem envergonhadas ou embaraçadas sobre seus sintomas. Para prevenir os sintomas de ansiedade ou de embaraço, elas evitam os fatores desencadeantes da fobia.

Diagnóstico

Além das perguntas rotineiras, o médico ou psicólogo irá perguntar acerca dos sintomas atuais, e da história familiar, particularmente se outros membros da família já tiveram algum tipo de fobia. Ele também perguntará sobre qualquer experiência ou trauma que possam ter provocado a fobia - por exemplo, um ataque por cachorro que levou ao medo de cachorros. Não necessariamente a fobia tem como alvo o objeto ou situação que levou ao trauma no passado

A pessoa pode achar útil discutir como ela reage - seus pensamentos, sentimentos e sintomas físicos - quando ela é confrontada com a coisa que ela tem medo. Além disso, ela deve descrever o que ela faz para evitar situações de medo, e como a fobia afeta sua vida diária, incluindo seu trabalho e suas relações pessoais.

O médico / psicólogo irá perguntar sobre depressão e o uso de substâncias (drogas ou medicamentos), porque muitas pessoas com fobias têm estes problemas também.

Prevenção

Não há nenhum modo de se impedir o aparecimento de uma fobia. Porém, se a pessoa já tiver uma fobia ou qualquer outra desordem de ansiedade, ela pode reduzir seu nível de ansiedade evitando estimulantes como a cafeína (presente no café, chá e refrigerantes), chocolate e nicotina (presente no cigarro).

Tratamento

O tratamento normalmente inclui a combinação de psicoterapia e medicamentos:

· Fobia Específica – A terapia cognitiva comportamental pode ajudar, especialmente a chamada terapia de dessensibilização ou terapia de exposição. Esta técnica envolve aumentar a exposição gradual da pessoa às coisas que provocam medo, sob circunstâncias controladas. Como a pessoa é exposta ao objeto, ela é ensinada a dominar seu medo por relaxamento, controle da respiração ou outras estratégias para reduzir a ansiedade. Para o tratamento a curto prazo das fobias, o médico pode prescrever um medicamento ansiolítico, como o Lorazepan (Lorazefast®). Se a fobia só é confrontada ocasionalmente, como o medo de voar, o tratamento pode ser limitado ao uso de medicamentos.

· Fobia Social - Se a fobia social concentra-se em um desempenho em particular (por exemplo, dar uma conferência ou tocar em um concerto), o médico pode prescrever um medicamento chamado beta bloqueador como o propranolol (Inderal®). Este medicamento só pode ser tomado antes do evento estressante. Ele ameniza os efeitos físicos da ansiedade (batimento do coração ou tremor dos dedos), mas normalmente não afeta a eficácia mental necessária para falar ou a destreza física necessária para tocar um instrumento. Para formas de fobia social mais generalizadas ou a longo prazo, o médico pode prescrever um antidepressivo, normalmente um ISRS (Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina) como a Sertralina (Zoloft®),Paroxetina (Cebrilin ®) ou Fluoxetina (Prozac®). Se um ISRS não for efetivo, o médico pode prescrever um antidepressivo alternativo ou um medicamento ansiolítico. A terapia cognitiva comportamental também funciona bem para muitas pessoas com fobia social.

· Agorafobia - O tratamento para esta desordem é semelhante ao tratamento para a desordem do pânico. O tratamento medicamentoso inclui medicamentos ansiolíticos, como o Clonazepam (Rivotril®), Diazepan (Valium®) e Lorazepan (Lorazefast®); antidepressivos ISRS ou antidepressivos mais antigos, como a Clomipramina(Anafranil®) e a Imipramina (Tofranil®). A psicoterapia também é um tratamento útil, particularmente a cognitiva comportamental.

Qual médico procurar?

Marque uma consulta com um psicólogo ou psiquiatra o mais cedo possível se você está preocupado com seus medos ou ansiedades que estão perturbando sua paz interior, interferindo com suas relações pessoais, ou lhe impedindo de viver normalmente em casa, na escola ou no trabalho.

Prognóstico

A perspectiva é muito boa para pessoas com fobia específica ou fobia social. Aproximadamente 75% das pessoas com fobias específicas superam seus medos com terapia cognitiva comportamental, enquanto 80% têm alívio da fobia social com medicamentos, terapia cognitiva comportamental ou uma combinação de ambos.

Quando a agorafobia ocorre com a desordem de pânico, o prognóstico também é bom. Com o tratamento apropriado, 30 a 40% dos pacientes ficam livres de seus sintomas por um período prolongado, enquanto outros 50% continuam a experimentar só sintomas leves que não afetam a vida diária significativamente. Só 10 a 20% dos pacientes não melhoram.


Fonte Policlin

Pensamento do dia...


A PEDRA:


O distraído nela tropeçou...

O bruto a usou como projétil.


O empreendedor, usando-a, construiu.

O camponês, cansado da lida, dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Já Davi matou Golias, e Michelangelo extraiu dela a mais bela escultura...

E, em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no
homem!

Não existe
"pedra" no seu caminho que você não possa aproveitar para o seu próprio crescimento.

Cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais torna a cair; aproveite cada gota para evoluir...

Das oportunidades, saiba tirar o melhor proveito, talvez não teremos outra chance.

Tenha um bom dia...


Enviado pela Martinha

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Parabéns aos advogados do Brasil!!!


Hoje é o Dia do Advogado. Parabéns à classe. Abaixo, matéria de minha autoria publicada hoje na Folha de S. Paulo.


Sociedade justa inspirou carreira

Defesa dos cidadãos contra o desrespeito aos seus direitos remete à Grécia Antiga


Por Márcia Vilas Boas

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 1948, assegura que toda pessoa tem o direito de ser considerada inocente até que se prove o contrário. Mas, do ponto de vista jurídico, a busca por uma sociedade mais justa e fraterna remonta à Grécia Antiga, onde oradores como Demóstenes, Péricles e Isócrates, entre outros, já assumiam o papel de defensores dos indivíduos contra as agressões a seus direitos.

No Brasil, as primeiras manifestações para a instalação de cursos jurídicos surgiram logo após a Proclamação da Independência, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823. No entanto, apesar do pioneirismo do então deputado José Feliciano Fernandes Pinheiro – advogado formado em Portugal –, que apresentou indicação para instalação de uma universidade no Império do Brasil, foi somente anos mais tarde que o projeto ganhou força e se transformou na Lei de 11 de agosto de 1827, que regulamentou a criação dos primeiros cursos jurídicos no Brasil.

No ano seguinte nasciam o Curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Academia de São Paulo e o de Ciências Jurídicas e Sociais de Olinda, em Pernambuco, ambos com o propósito de formar a elite administrativa brasileira. Para ingressar em um deles, o candidato deveria ter 15 anos completos e ser aprovado nos exames de retórica, gramática latina, língua francesa, filosofia racional e moral e geometria.

Com os dois cursos em andamento e o crescimento do número de advogados provenientes das universidades europeias (especialmente a Universidade de Coimbra, em Portugal), os advogados brasileiros viram a necessidade de criar um órgão de classe que os acolhesse. Assim, em agosto de 1843 foi eleita a primeira diretoria do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Já a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi criada em 18 de novembro de 1930 por decreto assinado pelo então chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas, e referendado pelo ministro da Justiça Osvaldo Aranha.

Ativismo

Instalada no Largo São Francisco, a Faculdade de Direito de São Paulo teve participação relevante nos principais movimentos políticos da história do Brasil, como o Abolicionismo e, mais recentemente, a campanha das Diretas Já. Além disso, foi a primeira instituição a integrar a Universidade de São Paulo (USP), em 1934. Ao longo dessa trajetória, emergiram dela nove presidentes da República, vários governadores, prefeitos e outras tantas figuras de destaque nos cenários nacional e internacional.

Já o Curso de Ciências Jurídicas e Sociais de Olinda, que inicialmente funcionava no Mosteiro de São Bento, foi transferido em 1854 para Recife, e inaugurou a Faculdade de Direito do Recife, posteriormente denominada Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco. Desde os primeiros anos, a instituição foi palco de discussões e polêmicas que mobilizavam a sociedade da época, e viveu tempos gloriosos sob a influência de Tobias Barreto, Joaquim Nabuco e Castro Alves.

Pendura ainda persiste

Se o dia 11 de agosto é motivo de comemoração para os advogados, hoje ele não é tão celebrado assim por donos de bares e restaurantes. É que a data também ficou conhecida nacionalmente como o Dia da Pendura.

Em razão da grande notoriedade dos advogados na época da formação das primeiras turmas, os comerciantes ofereciam a eles, no dia, refeição e bebida como cortesia. Como forma de agradecimento, os profissionais proferiam belos discursos aos frequentadores do estabelecimento.

O hábito foi se perpetuando, e o que era cortesia passou a ser praticamente uma imposição. Passados quase 200 anos do surgimento do Direito no Brasil, os estudantes ainda adotam a prática da pendura. O detalhe é que hoje existem mais de 1.500 cursos de Direito em todo o País, e, portanto, um verdadeiro contingente de caloteiros.



Cadê o sol?



Credo... esse frio não tinha ido embora???

Alguém pode me dizer onde foi parar o Sol!!!


Surpresas boas


É verdade que poucas pessoas ainda conseguem me surpreender. E quando isso acontece, quase sempre é de forma negativa. Mas hoje eu quero falar de um amigo em especial, que me surpreende positivamente a cada dia: o Gunther.

Trata-se de um garoto que conheci por acaso na internet (digo garoto porque ele tem pouco mais do que a idade do meu filho), há cerca de um ano, e com o qual conversava de vez em quando. Temos algumas comunidades em comum no Orkut e acabamos descobrindo que morávamos no mesmo condomínio.

Um dia contei a ele do caso da minha sobrinha. Achei que ele nem tivesse entendido, pois os jovens não costumam dar muito ouvido a esses assuntos. Mas, para minha surpresa, ele tem me chamado todos os dias no MSN para ter notícias dela e do bebê. E sempre tem uma palavra de carinho

Legal isso, né. A solidariedade, às vezes, vem de onde a gente menos espera.

Gunther, continue sempre assim, um cara meigo e atencioso. E pode ter certeza que a vida saberá te recompensar.

Beijos no teu coração.

Que saudade...



de comer algodão doce e maça-do-amor.



Pensamento do dia...


"Muita gente me imagina. EU SEI QUEM SOU. E não tenho o direito de me transformar na imaginação do outro, porque pode ser que esse outro esteja me imaginando totalmente diferente do que Deus me fez. E entre o que Deus me fez e o que o outro me imagina, eu ainda prefiro ficar com o que Deus fez."
Pe. Fabio de Melo


Pensamento enviado pela minha sobrinha do coração, Martinha.Bjs linda. Te amo. Obrigada pelo carinho de sempre.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Aprendendo com os erros


Uma das lições que eu aprendi, e que considero fundamental para ser feliz, é nunca me arrepender daquilo que faço. Por pior que tenha sido a experiência, se você aprende a tirar dela algum ensinamento, está a um passo de não cometer o mesmo erro duas vezes.

É na decepção e na dor, que aprendemos a valorizar as coisas realmente boas. Ao contrário do que pode parecer, essas coisas não me metem medo: elas me favorecem. Eu cresço nas adversidades.

Pretensão


A PIOR BURRICE DE UM SER HUMANO É A PRETENSÃO.

Não dê trela à mediocridade


Se tem uma coisa que eu aprendi com a vida foi a não valorizar mediocridades. Infelizmente, às vezes, não dá pra escapar, já que o mundo tá repleto de gente que faz da mentira seu principal alimento. Isso pode até despertar a raiva e em certos momentos nos levar a dizer coisas que não fazem parte da nossa índole. Porém, uma coisa é certa, a raiva passa e você continuará a ser quem é: uma pessoa sensata e vitoriosa. Por outro lado, o infeliz continuará a ser um mediocre a mais no mundo.

Sorria... a vida é boa!!!




Tá aí uma coisa que o dinheiro não compra.

Eu por Eu mesma


Poucas pessoas me conhecem de fato, pois, apesar de ter muitos e bons AMIGOS, sou bem reservada. Fato é que pouco uso este espaço pra falar da minha vida pessoal, tampouco da sentimental. Talvez porque não sinta essa necessidade. Mas hoje senti vontade de falar.

Sou uma pessoa FELIZ e me orgulho de estar sempre de ALTO ASTRAL, mesmo quando a vida parece conspirar contra. Talvez por isso me considere hoje uma mulher realizada em todos os sentidos.Tenho 40 anos, sou filha, mãe, esposa e jornalista diplomada com muita HONRA. Estudo inglês três vezes por semana e vou começar agora um MBA na FGV. Sou maníaca por livros (leio em média 20 por ano), cinema e teatro - aliás, sou formada pela Companhia Macunaíma de Teatro. Leio a Folha de S. Paulo todos os dias e algumas crônicas em outros sites e blogs - gosto especialmente dos de cultura, saúde e economia; mas também leio uns besteiróis - ajuda a "desanuviar" e a tornar a vida menos séria. Se sou inteligente por isso??? Não. Sou VIVIDA. além disso, adoro viajar e amo estar em contato com a natureza, por isso há alguns anos comprei uma chalézinho em Itu, onde passo a maioria dos meus finais de semana.

Comecei a TRABALHAR muito cedo, ainda menina. Minha irmã tinha uma pequena oficina de costura e ali, sentada aos pés dela, comecei minha vida profissional. De lá pra cá já se vão quase uns 30 anos. É, eu devia ter uns 10 anos quando cortava linhas e dobrava as costuras pra ela. Eu nunca mais parei. Não sei viver sem trabalhar. Pra falar a verdade, sou um tanto workaholic.

Minha carreira profissional é vasta, já fiz um pouco de tudo. Não gosto e não acho produtivo passar muitos anos numa mesma empresa. Tenho um lado AVENTUREIRA que não me permite fincar raízes. Além de estilista e costureira (sim, fiz curso de estilista e aprendi a costurar com a minha irmã), fui modelo (da confecção da família, claro), auxiliar de escritório, secretária, aeroviária, demonstradora de produtos odontológicos - depois montei um pequeno negócio dental e virei empresária -, propagandista, vendedora, estagiária de jornalismo, assessora de imprensa e atualmente sou editora. Em todas essas atividades, uma coisa em comum: o amor pelo trabalho.

Quanto a dinheiro, não ligo muito. Desde sempre adotei a seguinte filosofia: "o dinheiro trabalha pra mim e não eu pra ele". Não sou nem nunca fui escrava do vil metal. Mas confesso que tenho uma vida boa e que gosto de usufruir de tudo que conquistei com muito suor. Tenho dois apartamentos em São Paulo, ando de Honda automático sim, viajo sempre que posso, frequento uma boa academia, posso me dar ao luxo de me vestir e comer muito bem, estou formando um filho engenheiro - que graças ao talento dele já trabalha no ramo da construção civil há algum tempo; entre outras coisas menores que o dinheiro pode pagar.

Porém nada disso é o mais importante na minha vida. O que realmente importa não pode ser comprado, precisa ser conquistado: é o AMOR. E neste quesito eu sou privilegiada, pois tenho um homem maravilhoso - inteligente, bonito, carinhoso, companheiro e que me respeita acima de tudo - e uma família linda. Esses, sim, são os maiores tesouros do mundo: o AMOR e a FAMÍLIA.

Tirando isso, minha vida é normal. Nem mais nem menos do que a de ninguém. Tenho altos e baixos como todo mundo tem, sofro com as injustiças, sinto frio, fome, medo, saudade, luto com a balança há anos, sou chata e exigente com algumas coisas, sou "irritadinha" às vezes. Enfim, sou humana.

Resumindo, sou FELIZ mesmo estando às voltas com um dos piores momentos da minha vida depois da morte do meu pai. Como muitos aqui sabem e têm acompanhado, estou com uma sobrinha internada há um mês no hospital São Luiz, vítima de aneurisma cerebral. Ela está grávida de cinco meses e ambos, mãe e bebê, lutam bravamente pela vida. Ainda não sabemos a fundo quais as sêquelas desse pesadelo, mas sabemos que o que vem pela frente não será fácil. Ontem, finalmente, ela saiu da UTI e foi para a semi. Mas ainda está entubada e quase não se movimenta. Mas como acredito que nada acontece por acaso, sei que DEUS está olhando por ela, pelo bebê, e por nós. Assim, a cada dia garimpamos uma pequena conquista, uma pequena melhora; que ao final somará uma grande VITÓRIA.

Aos AMIGOS que tanto têm nos dado força, com orações, palavras e gestos de carinho, meu muito obrigada. Que DEUS lhes dê em dobro. Pois nada nesta vida passa incólume aos olhos DELE. O bem que aqui se planta, um dia retornará em forma de LUZ e de AMOR.

Beijo no coração de todos!




Feliz da vida


Enquanto eu fazia as unhas e arrumava as madeixas no salão, neste fim de semana, li uma reportagem bem interessante sobre "ser feliz". Pesquisa realizada em 178 países aponta, novamente, que as pessoas mais felizes estão na Dinamarca.


A questão é a seguinte: como um país onde anoitece todos os dias por volta das 17hoo, durante metade do ano, com temperaturas baixas quase o ano todo, e onde a carga trbutária paga ao governo varia entre 60% a 80%, pode ter o povo mais feliz???

O segredo pode estar nas linhas abaixo.

Segredos da felicidade

Novos estudos comprovam: a satisfação com a vida depende muito mais do bom relacionamento com a família e os amigos, trabalho prazeroso e saúde em dia do que das alegrias geradas pelos bens materiais

A Dinamarca é um país com 43 mil quilômetros quadrados – área similar à do Estado do Rio de Janeiro – onde 5,4 milhões de pessoas compartilham um Produto Interno Bruto de US$ 187 bilhões. No Brasil, uma população 35 vezes superior colhe as migalhas de um PIB três vezes maior. Dona de um sistema educacional irrepreensível e de um eficiente modelo de saúde, a Dinamarca lidera o ranking mundial da felicidade criado pelo psicólogo Adrian White, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha. O Brasil é o 81º. Para estabelecer essa lista, ele avaliou 100 estudos de 178 nações. “A saúde foi apontada como o fator mais importante para a felicidade, seguida por prosperidade e acesso à educação”, diz.

Atrelar a felicidade ao desenvolvimento do país ou à renda per capita, porém, é uma prática que não dá conta da complexidade do tema. É a conclusão de muitos especialistas, como o economista alemão Johannes Hirata. Ele comparou a renda e o índice de bem-estar de diversas populações para a tese Felicidade como um objetivo político, apresentada recentemente na Universidade de St. Gallen (Suíça), e afirma que a economia pouco interfere na felicidade. No Japão, apesar de a renda média ter passado de US$ 880 para US$ 25 mil anuais em 50 anos, o grau de satisfação com a vida permaneceu estável.

Mas o que, afinal, gera a felicidade? Essa pergunta tem chamado a atenção de especialistas de um movimento da psicologia que tem se fortalecido na última década. É a psicologia positiva. Análises sobre o conceito de bem-estar subjetivo – ou pessoal – se tornaram o objeto principal de estudos desse grupo. Entre seus representantes está Martin Seligman, que defende que os psicólogos não devem apenas se preocupar com as doenças, e sim tornar ainda melhor a vida de gente saudável. Desde o lançamento de Felicidade autêntica, suas idéias se espalham pelo mundo.

No Brasil, a psicologia positiva conquista adeptos. Um dos primeiros trabalhos acadêmicos do gênero é a tese de doutorado de Lilian Graziano, da Universidade de São Paulo. Em A felicidade revisitada, ela constata a relação entre o estado de satisfação e a capacidade de se sentir no controle da vida. Segundo Lilian, há dois tipos de pessoas: aquelas para as quais as coisas só mudam por influências externas e as que se sentem responsáveis pelas mudanças. Na escola, o primeiro grupo seria formado por alunos que agradecem à professora pela nota e o segundo pelos que se sentem responsáveis por ela. “O primeiro perfil é menos feliz do que o segundo. Costuma adiar a felicidade para quando o trânsito ou o chefe melhorarem”, diz.

Receitas para a felicidade há muitas. Mesmo porque até hoje não há consenso quanto ao que traz mais alegria. Pesquisas feitas em diversos países oferecem elementos que podem nortear essa busca. Confira a seguir alguns caminhos.


Invista nas relações

Professor da Universidade da Virgínia (EUA), Jonathan Haidt escreveu em seu livro The happiness hypothesis que a família e os amigos são mais relevantes do que o dinheiro e a beleza. “Uma condição que nos torna felizes é a capacidade de nos relacionarmos e estabelecermos laços com os demais”, afirma. Todo ser humano necessita do outro para compartilhar sensações, experiências e objetivos. Sentir-se responsável por uma pessoa pode ser a chave da realização. Isso vale para o casamento e para as amizades. Um estudo do Centro de Pesquisa em Opinião Pública da Universidade de Chicago mostrou que pessoas com pelo menos cinco amigos próximos se dizem 50% mais felizes do que as que têm um círculo social menor.


Tenha um projeto

Postergar a felicidade é um erro grave, segundo o psicólogo Ari Rehfeld, da PUC de São Paulo. Quem faz isso nunca será feliz porque o mundo jamais será o país das maravilhas. Rehfeld considera fundamental conciliar projeto de vida e satisfação com o presente. “Projeto é algo que exige tempo. Não deve ser confundido com desejo, que é efêmero”, compara. Para a filósofa Dulce Critelli, confundir felicidade com desejo é um escorregão herdado do estoicismo e do epicurismo, as primeiras escolas filosóficas a pensar a moral de forma individual. Desde então, muitas pessoas acreditam que a felicidade está na satisfação do prazer. “Por isso, a roupa de grife, a cirurgia plástica e o carro do ano são tão valorizados. Antes, admirávamos pessoas honradas e generosas.”


Cuide de saúde

Estar de bem com o corpo e a mente é outro elemento comum às pessoas felizes. É difícil estabelecer uma relação de causa e efeito. Não se sabe se a boa saúde ajuda as pessoas a se sentirem plenas ou se é a felicidade que traz saúde às pessoas. “Os mais felizes tendem a se cuidar mais, a comer melhor e a se exercitar”, diz o estatístico Jorge Orishi, que criou na Universidade Federal de São Carlos o primeiro mapa da felicidade em São Paulo. Com seis mil entrevistas, ele descobriu que os paulistas não se queixam da vida como parece: 59% se dizem felizes e 25% muito felizes.


Trabalhe com prazer

De acordo com o psicólogo Wanderley Codo, da Universidade de Brasília, o trabalho toma a maior parte do dia e influencia nos relacionamentos. “Não existe limite entre vida profissional e vida pessoal. Ninguém briga com o chefe e chega sorrindo em casa nem discute com a esposa e vai feliz ao escritório”, afirma. Para ele, ter uma atividade profissional que dê sentido à vida ajuda na busca pela realização. Se a atividade principal não cumprir essa lacuna, melhor tentar um trabalho voluntário ou manter alguma produção paralela.


Não perca a fé

Dar um sentido para a vida é importante, mesmo que seja em um plano superior. Pessoas que têm alguma religião não apenas vivem por mais tempo como se sentem mais felizes do que os agnósticos e ateus. O motivo pode estar no fato de pertencer a um grupo, na serenidade experimentada nos momentos de oração e também na crença de que os obstáculos vividos são etapas no caminho para a realização. “A religião dá a esperança de que tudo vai melhorar, mesmo que seja após a morte. Ela conforta”, explica o cientista da religião Frank Usarski, da PUC de São Paulo.


Não exija tanto

Autor do best-seller Sucesso é ser feliz, o psiquiatra Roberto Shinyashiki sabe o quanto a eterna busca representa para as pessoas, mas se preocupa com o que ele chama de ditadura da felicidade. “O mundo exige que as pessoas estejam permanentemente alegres e, por isso, ele se tornou o paraíso das drogas e do Prozac”, observa. Para Shinyashiki, está mais satisfeito quem entende os altos e baixos da vida. “Ninguém é plenamente feliz com o trabalho nem tem orgasmos múltiplos todos os dias. O importante é ouvir a própria consciência em vez de buscar os aplausos dos outros”, ensina. Ele, por exemplo, se sente feliz quando chega em casa e os filhos pulam em seu pescoço e quando toca guitarra com os amigos. Valorizar as pequenas coisas pode ser um bom começo, assim como ser coerente com o projeto de futuro. Vale a pena tentar.

Fonte: Revistas Elle e IstoÉ


Pato ou Urubu???


Como tem pato nesse mundo...
Pena que nem todos são bonitinhos como o da foto acima.
Há os que estão mais pra Urubu do que pra pato, literalmente falando.



Pensamento do dia...


Gaste seu tempo com coisas que realmente valham a pena, como cuidar da saúde, amar, ler um bom livro, dar risada com os amigos, conhecer pessoas e lugares novos, etc...

As maledicências, deixe-as aos insignificantes, que fazem de suas vidas uma privada pública.