sexta-feira, 31 de julho de 2009

Eu tenho VPO


Uma amiga minha, também jornalista, costumava dizer, quando alguém fazia uma coisa muito errada ou feia, que ela tinha VPO - VERGONHA PELO OUTRO.

Eu tenho VPO de muitas coisas que vejo no dia a dia. Mas, principalmente, tenho VPO a essas mulheres que não enxergam o papel ridículo que fazem ao se exporem de maneira pra lá de vulgar em fotos. O ORKUT tá cheia delas.

O pior é que quase sempre são umas barangas de dar medo; mulheres maduras (pra não dizer velhas) que deveriam estar cuidado da própria vida, dos filhos e do marido, trabalhando, se instruindo. Mas que com certeza não têm nada disso pra fazer, então vão pra internet "caçar trouxas".

Gente, mais uma vez, não confundam SENSUALIDADE com VULGARIDADE. Homem que se preza - o único tipo que vale a pena, diga-se de passagem - detesta mulher vulgar. No máximo, ele quer pra uma transa e olha lá... porque homem que se respeita não vai atrás disso.

Tenham DECÊNCIA, se VALORIZEM!!! Ou não reclamem quando forem taxadas de vagabundas pra baixo.



A elegância do desespero


Eu entrevistei o ator e diretor teatral Cacá Rosset para uma matéria sobre a comédia no teatro, publicada hoje (31/07) no caderno Melhor do Mês, da Folha de S. Paulo. O cara é fera mesmo nessa área, e, segundo ele, o RISO TAMBÉM PODE SER CONSIDERADO "A ELEGÂNCIA DO DESESPERO". Segue abaixo:


EM CARTAZ, A ARTE DE FAZER RIR

Textos pra lá de irreverentes e novos estilos de fazer comédia garantem o bom humor dos paulistanos nos palcos da capital


Por Márcia Vilas Boas

Mais do que interpretar, fazer rir é um dom que dificilmente se adquiri em escolas ou cursos de teatro. O talento para arrancar gargalhadas do público, muitas vezes com poucas palavras, está embutido na pessoa. É o que os críticos chamam de “veia cômica”. Talvez por isso mesmo seja muito mais fácil encontrar bons atores na área da dramaturgia do que na comédia. A visão é do ator e diretor Cacá Rosset, um dos fundadores do grupo teatral Ornitorrinco – sucesso há 32 anos nos palcos do Brasil e do Mundo.

“A dificuldade em fazer comédia está no fato de o riso passar, necessariamente, por um crivo intelectual. Você pode comover um espectador utilizando um registro apenas emocional. Mas o humor precisa de uma certa elaboração. Tanto, que qualquer cebola faz uma pessoa chorar, mas até hoje não descobriram um legume que a faça rir", destaca Rosset.

Presença nos palcos desde 1977, quando estreou o espetáculo Os Mais Fortes, de August Strindberg, encenada no porão do Teatro Oficina, o grupo Ornitorrinco inaugurou uma nova estética teatral, cujos ingredientes principais sempre foram a irreverência, a presença das artes circenses e a nudez pudica, estilo que conquistou de imediato a empatia do público.

Sobre o estrondoso sucesso alcançado de lá pra cá, – história que o público poderá conferir na biografia “Teatro Ornitorrinco, 30 anos”, com texto do jornalista Guy Corrêa, design do artista gráfico Victor Nosek e coordenação editorial de Christiane Tricerri, a ser lançada em breve –, Rosset diz dever-se ao fato de o grupo escolher espetáculos de qualidade, como Shakespeare, Molière, Strindberg, Brecht, entre outros. “Além disso, sempre nos preocupamos em fazer um teatro vivo, em sintonia com o espectador contemporâneo e, acima de tudo, um teatro divertido, uma celebração ao riso”, complementa o ator.

Rosset também enfatiza o ótimo momento vivido pelo teatro brasileiro, com muitas peças de qualidade em cartaz e um cardápio variado para agradar a qualquer tipo de público. Com destaque para o crescimento do gênero stand- up – espetáculo de humor originário dos Estados Unidos, executado por apenas um comediante que interpreta textos originais, normalmente construídos a partir de observações do cotidiano e sem o uso de acessórios, cenários, caracterização, personagem ou do recurso teatral da quarta parede.

Questionado sobre que conselho daria a quem pretende seguir no gênero, Rosset é enfático: “não se ensina alguém a ser engraçado. Para fazer rir é preciso, antes de tudo, ter talento e ver o mundo por um viés cômico. O que se aprende na escola são técnicas para melhorar a qualidade do humor. Mas o fundamental da comédia, o time, que é quase uma respiração interior, ou a pessoa tem ou não tem”.


DIVIRTA-SE

Gloriosa (últimas apresentações) – Acostumada a buscar notas perfeitas, Marília Pêra precisou desaprender a cantar para poder desafinar em cena. Na comédia musical Gloriosa, escrita por Peter Quilter, ela vive a americana Florence Foster Jenkins, que sem nenhum talento lírico decidiu seguir carreira no mundo da ópera. Até 02/08. Sexta, às 21h30, sábado, às 21h00, e domingo, às 18h00. Teatro Procópio Ferreira – Rua Augusta, 2823 – Jardim Paulista. Tel.: (11) 3083-4475. R$ 80 (sex. e dom.) e R$ 90 (sáb.).

Humor de salto alto – Espetáculo no formato clássico do stand-up, onde o elenco fixo de quatro mulheres recebe um convidado masculino por apresentação e que fica concebido em ser o mestre de cerimônias da noite. Temas do cotidiano e experiências próprias serão contados de forma irreverente pelas personagens. Até 05/09. Sábados, às 23h30. Espaço Cultural Juca Chaves - Teatro Extra Itaim – Rua João Cachoeira, 899 - Itaim Bibi. Tel: (11) 3073-0044. Estacionamento gratuito no supermercado mediante apresentação do carimbo do teatro. R$30.

Muito fogo e um copo d’água – A trama conta de forma hilariante como um casal completamente diferente – Katherina, com um gênio explosivo, e Petruchio, altamente dominador – podem combinar tão bem. Entre piadas sutis e toques de ironia, o quarteto de atores do Grupo Gladiatores arranca gargalhadas do público do início ao fim. Até 16/8. Domingos, às 18h00. Teatro do Ator: Praça Roosevelt, 172 – Consolação. Tel.: 3257-2264. De R$ 10 até R$ 20.

Velório à Brasileira – A peça apresenta a história bem-humorada de personagens inusitados que disputam o prêmio da loteria de um defunto. Até 27/09. Sábados, às 19h00, e domingos, às 18h00. Teatro Santo Agostinho: Rua Apeninos, 118 - Liberdade. Telefone: (11) 3209-4858 / 6457-2976. R$ 30.

Amante do meu marido – Mais de 70 mil espectadores já se divertiram com as trapalhadas de Dorothy – a empregada confusa, e os casos de seu patrão, que sonha em ser ator, mas acaba por provocar um mal-entendido fazendo com que sua mulher pense que ele é homossexual. Até o final de novembro. Sextas, às 21h30, sábados, às 21h00, e domingos, às 19h30. Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente: Rua dos Ingleses, 209 - Bela Vista. Tel.: (11) 3289-2358. www.ruthescobar.apetesp.org.br. De R$20 até R$ 40.


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cultura, entretenimento e boa comida são alguns atrativos de 'Sampa'

É impossível não se surpreender com uma cidade que abriga mais de 10 milhões de habitantes. A 'Terra da Garoa', como foi carinhosamente apelidada, é uma cidade de incontáveis opções. Tantas são elas que parece haver uma para cada pessoa que descobre essa gigante e que, aos poucos, por São Paulo vai se apaixonando.

Muito além de ser somente um centro financeiro, a capital paulista recebe visitantes não apenas a negócios. Com particularidades que a equiparam às mais importantes metrópoles do mundo, São Paulo é um verdadeiro banquete para todo amante de eventos culturais, boa música, arte, gastronomia e, até mesmo, para aquele que só quer aproveitar o fim de tarde e contemplar o pôr do sol sob a sombra de uma árvore.

Conhecer a São Paulo do Brás, do Bixiga; a São Paulo do passeio a pé na Paulista; dos barzinhos da Vila Madalena; a São Paulo das feiras de rua; do centro, Anhangabaú, Sé e suas histórias; a São Paulo do 'Ibira'; do café da manhã na 'padoca'. Conhecer essa São Paulo dos paulistanos da Mooca ou da Liberdade, entre outros tantos bairros que abrigam colônias de diversas nacionalidades, deveria ser obrigação de todo viajante brasileiro ou estrangeiro para que, no período de uma visita à capital, tenha uma aula de como é possível juntar tanta gente diferente, única e interessante e que tem orgulho de dizer que mora aqui. São Paulo é uma verdadeira aula de Brasil.


Gastronomia, arte e vida noturna

Está à procura de um restaurante tailandês, indiano ou marroquino? Aqui tem. São Paulo possui cerca 12,5 mil restaurantes, de 52 tipos e etnias. Dos tradicionais bairros Bixiga, com sua comida italiana; Liberdade, reduto da colônia japonesa na cidade; às preferências gastronômicas 'alternativas', é possível encontrar os melhores locais para os amantes da boa mesa.

Aqui também estão as obras de arte mais importantes do Brasil. Masp, Pinacoteca do Estado, Museu de Arte Moderna, Museu de Arte Sacra, Museu do Ipiranga e Museu Brasileiro de Escultura são alguns dos 88 museus existentes na cidade. Além das inúmeras galerias de arte e espaços alternativos de cultura. Se a idéia é se divertir em um espetáculo, São Paulo oferece opções que vão do erudito ao popular, dos antiquados aos descolados. São 120 teatros, 39 centros culturais e sete casas de espetáculos.

Para aqueles que procuram boas baladas, São Paulo é o lugar. Além da conhecida Vila Madalena, reduto de bares e botecos que agradam qualquer gosto ou estilo, São Paulo tem algumas das melhores casas noturnas do mundo. Conhecidos internacionalmente pela boa música, assumem as pickups das casas da Rua Augusta, Vila Olímpia, do bairro da Barra Funda, DJ's renomados do circuito e que não deixam a bola cair enquanto o sol ainda não está bem alto lá fora.


Museu a céu aberto

Nos moldes do famoso cemitério parisiense Père-Lachaise, São Paulo possui uma importante referência em arte tumular. O Cemitério da Consolação, mais antiga necrópole em funcionamento na cidade, é um verdadeiro museu a céu aberto.

Há 150 anos era o único da cidade e abrigava a população em geral. Com o passar do tempo, se tornou o lugar de descanso da elite paulistana e, além da preciosidade das obras que adornam os jazigos, começou a receber túmulos de inúmeras personalidades. Dentre elas estão nomes como os da Marquesa de Santos, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Monteiro Lobato, Campos Sales e Mário de Andrade.

Com a prosperidade da cafeicultura e o surgimento da elite dos barões de café, o cemitério passou a abrigar obras de arte produzidas por escultores de renome. Rodolfo Bernadelli, Victor Brecheret e Bruno Giorgi são alguns dos artistas responsáveis por toda beleza que se vê adornando os túmulos e mausoléus do local.


Eventos

Quer encontrar a sua tribo? Marque um encontro em São Paulo. Isso foi o que fizeram cerca de 3,5 milhões de pessoas que se reuniram na última Parada Gay realizada na cidade. O número de participantes foi maior que o evento de Nova York, que reuniu pouco mais de um milhão de pessoas, e o de Toronto, que contou com 900 mil participantes.

Além da Parada do Orgulho GLBT, outro evento em acelerado crescimento é a Virada Cultural. Inspirada nas Nuits Blanches (Noites Brancas) parisienses o evento realizado pelo poder municipal reúne shows, teatro, espetáculos de dança, circo, literatura e exposições, em 24 horas ininterruptas de atividades. A maior parte dos palcos se concentra no centro histórico e, além das atrações, a Virada Cultural é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais da capital paulista à noite.

São Paulo sedia ainda festivais de música eletrônica como o Skol Beats, o festival de rock, jazz e MPB Tim Festival, a Corrida Internacional de São Silvestre, o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos e muitas outras feiras e festas ao longo do ano.


Passeios e atividades ecológicas

Se a viagem de negócios possibilita dar aquela esticadinha, não deixe de visitar alguns locais em São Paulo. Passear pelo centro é uma boa opção para os que desejam conhecer os marcos arquitetônicos da cidade: lá estão o Edifício Copan e o Edifício Itália, duas das construções mais importantes e conhecidas da cidade.

Também vale visitar a avenida Paulista, as feirinhas espalhadas pelos vários bairros da cidade, a Estação da Luz e o Mercado Municipal, com seus famosos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela.

Para aqueles que buscam o contato com a natureza ou querem manter a forma com uma boa caminhada, o parque Ibirapuera, que fica bem perto do centro da cidade, é uma ótima opção para descanso e lazer. Além dele, existem outros 53 parques e áreas verdes na cidade, como o parque Trianon, na avenida Paulista, o Horto Florestal e o Parque Estadual do Jaraguá, que exige boa forma daqueles que se aventuram por seus 45 mil metros quadrados de extensão.

Se a viagem inclui crianças e adolescentes - ou até adultos mais animados -, é interessante se preparar para uma visita a alguns dos parques temáticos da cidade. Para os pequenos, São Paulo oferece o Parque da Mônica e o Betinho Carrero. Também são opções o zoológico, o zoo safári, o Playcenter e o Hopi Hari.


Compras e negócios

São Paulo é considerada a capital sul-americana do consumo por sua diversidade de estabelecimentos e produtos comercializados. Se em sua carteira há apenas alguns reais ou, se o limite do cartão de crédito vai às alturas, a cidade tem algo a oferecer sob medida para você. Da Oscar Freire à José Paulino, são cerca de 240 mil lojas, mais de 60 shoppings e 59 ruas especializadas em 51 segmentos.

A capital paulista também é destino de negócios. Os principais encontros e 75% das grandes feiras nacionais são realizados aqui: são cerca de 90 mil eventos por ano - um a cada seis minutos. Somando o número da movimentação comercial autóctone com as que a cidade sedia, São Paulo é responsável por 15% do PIB brasileiro.

Fonte: UOL Viagem



Vida


É incrível como em certos momentos - em especial quando o que se está em jogo é a própria vida ou a de alguém que amamos - nos enchemos de felicidade com pequenas coisas, como um SIM ou um Não ditos com a cabeça, uma mexidinha de pés e mãos, ou o simples fato de a pessoa estar ali, ao alcance de um carinho.

É, amigos, ser feliz não é tão difícil quanto parece. Nós é que desperdiçamos tempo e saúde atrás de coisas que nem sempre são importantes. Na maioria das vezes, não nos damos conta de que tudo que precisamos pra sermos "realmente" felizes está ao alcance de nossas mãos.

A VIDA, por exemplo, que importância ela tem pra você? Qual foi a última vez que você foi ao médico para um check-up (uma ida ao pronto socorro por causa de uma gripe não vale)? Já parou pra pensar que ela é o maior e mais precioso bem que temos? Nunca haverá algo mais importante do que ter saúde.

Olha só, você pode ganhar na mega sena e ficar rico, pode ser a mulher ou o homem mais bonito do mundo ou mais inteligente, porém será só mais um num leito de hospital se não tiver saúde. Simmmmmmmmm, dinheiro ajuda... mas não resolve tudo.

Sábios eram os poetas de antigamente, que diziam que "a felicidade está nas coisas simples da vida e nos pequenos gestos de amor".

Será que sempre teremos de sentir dor e medo para entender isso???

Eu espero que não!!!


Pensamento do dia...



SE VOCÊ NÃO PUDER TER TUDO QUE AMA,

AME TUDO QUE TEM.

CARPE DIEM!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Feliz


ESTADO DE ESPÍRITO NESTA NOITE:

FELIZ E OTIMISTA!!!

Ao meu amor


PRA NÃO DIZEREM QUE EU NÃO FALEI DE AMOR HOJE.

Língua afiada



Não sei por que, mas às vezes acordo com a língua tão afiada.


Proteção nunca é demais



Um amigo meu tá na Bahia, passando férias, e eu encomendei pra ele uma dúzia dessas fitinhas do Senhor do Bonfim.

Ele deu muita risada e me perguntou por que eu queria tantas.

É pra me proteger contra os "malas" da vida, respondi.

Agora, pensando melhor, acho que vou pedir logo duas dúzias.

Não quero pedir coisas materiais, só mesmo proteção contra inveja e gente sem-noção.

Affffffe, como tem disso por aí....rs.



Cineminha hoje


Quarta-feira é dia de pagar meia no cinema. Uma boa dica pra hoje é o filme Inimigos Públicos. Além de excelente drama, tem Johnny Deep. Precisa falar mais alguma coisa?

O longa é quase uma ode ao criminoso John Dillinger, famoso por seus inúmeros crimes e fugas. Situando o espectador no tempo (1933) e no espaço (época de ouro dos assaltos a bancos), a ação não demora a começar. E como os tempos são outros, tudo é menos pirotécnico. Sem efeitos especiais mirabolantes, os estampidos das armas são muito mais próximos da realidade, permitindo que se note a diferença - e a sutileza - no som dos tiros das clássicas metralhadoras Thompson e Tommygun (pente giratório), e dos rifles de grosso calibre.

A produção tem imagens bem realistas, boa reconstituição de época, sem exageros, com carros, ruas, roupas, e até cinema com participação especial e direito a exibição de Vencido pela Lei, onde se vê uma identificação de Dillinger com o personagem de Clark Gable.

Inimigos Públicos revela mais da história do ousado assaltante - e frio assassino - que conquistou a mídia e os americanos por ter entre suas regras roubar apenas o dinheiro das instituições financeiras e nunca o cidadão. Dillinger (Johnny Depp) era um cara durão, misto de gentleman com brucutu, que transitava com facilidade entre a cordialidade e a rudez. E que deixa claro sua filosofia quando pergunta para um bancário se ele prefere ser um covarde vivo ou um herói morto.

A alcunha de inimigo público nº1 só serviu para aumentar sua fama. E na medida em que ela crescia, J. Edgar Hoover (Billy Cudrup) plantava a semente daquela que se tornaria uma das instituições mais famosas do mundo: o FBI. Mas você conhecerá um bureau no começo de suas atividades, enfrentando dificuldades políticas e financeiras. Com agentes experientes como Melvin Purvis (Christian Bale) e burocratas, enfrentando bandidos com armas e veículos melhores, remetendo, inclusive, para a realidade atual dos policiais brasileiros, em pleno século XXI.

Como um típico filme de personagens machões, Inimigos Públicos traça um paralelo entre a ousadia de um bandido que afirma ter aprendido tudo nas prisões e a determinação do agente da lei que insiste no uso da inteligência para capturá-lo. O longa destaca, já naquela época, o poder da mídia de construir os mitos. E como a arrogância de Dillinger ("somos melhores e mais rápidos do que eles") o fez quebrar a principal de suas regras de não trabalhar com desesperados ("no desespero, não há escolha") e transformou-se em seu maior algoz.

Baseado no livro de Bryan Burrough, Inimigos Públicos não tem a pretensão de ser uma obra prima. Diverte, toma várias licenças e comete deslizes. Mas nada que comprometa. Em uma cena, por exemplo, durante uma sessão de cinema, a foto de Dillinger é divulgada, convocando as pessoas para que olhem para os lados e o denunciem. E ele estava na sala?! Em outro momento, numa rua cheia de policiais ele não é reconhecido mesmo com uma arma na mão. O próprio romance vivido por Dillinger e Billie Frechette (Marion Cotillard) não tem o peso necessário para envolver o espectador. Mas curiosamente, uma das cenas mais bonitas é a de Purvis carregando-a no colo após um violento interrogatório.

A boa trilha sonora mescla um bom blues rock nas cenas de ação e a triste "Bye Bye Blackbird" em off de Billie Holliday e também na voz de Diana Krall em cena reproduzindo um dos clássicos da música americana outrora cantada por artistas como Frank Sinatra e Liza Minelli, entre outros. Destaque curioso para o merchandising da Zenith no rádio de época e para a inexorável citação do Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, como opção de fuga da justiça.

Não perca a explicação - por escrito - do destino dos personagens após as últimas imagens do filme. A impressão nítida que se tem é que o diretor Michael Mann, de filmes com O Informante e Colateral, mirou mesmo no entretenimento de qualidade. E conseguiu. Se você está no time dos que gostam de filmes sobre máfia, gângster dos anos 30, prepare a munição. E se ainda por cima curte o trabalho de Depp, o tiro é certeiro e o programa está garantido.

Fonte: Adoro Cinema


Chuva boa


NAMORAR....

TÁ AÍ UMA COISA BOA ATÉ DEBAIXO DE CHUVA.


Coração de pedra


Eu fico me perguntando se será que as pessoas são más por que querem ou por que são incapazes de entender a complexidade da vida e de tudo que a cerca.

Às vezes, movemos mundos para ajudar alguém e o que recebemos? Ingratidão. Deixamos de fazer algo por causa de uma pessoa e o que recebemos? Ingratidão. Perdoamos, consolamos, abrimos nosso coração e o que recebemos? Mais ingratidão....

É como se no lugar do coração, essa pessoa tivesse uma pedra; tão dura que nem mesmo uma britadeira fosse capaz de transformar em sentimento.

Segundo o dicionário ingratidão significa: “falta de agradecimento”. Eu acho que depois da falsidade, o pior adjetivo que uma pessoa pode receber é o de ingrato. Não vou falar aqui das ocasiões em que alguém te da um presente e você não agradece, mesmo porque acho que esse tipo de agradecimento passa a ser automático, ou seja, por educação, e não pela real vontade de agradecer tal pessoa.

Mesmo com toda essa ingratidão, não vou concluir essa minha postagem dessa forma. E sim agradecendo aos meus verdadeiros amigos, que estão aí para o que der e vier.

Valeu por vocês existirem, amigos!

OBS: Ainda bem que existe a psicologia.


Burrice ao quadrado


Cada dia eu me surpreendo mais com a burrice humana.

A pessoa erra uma, erra duas, erra três... erra mil vezes, mas não aprende!!!

Como pode ter gente tão burra nessa vida???

Obs: é até injustiça com o pobre do asno - tão bonitinho.



Pensamento do dia...



"A PERSEVERANÇA NÃO É SÓ UMA VIRTUDE NA VIDA DAQUELES QUE SÃO VENCEDORES,

MAS É TAMBÉM UM HÁBITO"



terça-feira, 28 de julho de 2009

Depende de mim


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter de ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

E se as coisas ontem não saíram como eu planejei, posso ficar feliz por ter o hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode lhe dar forma.

Porque tudo depende só de mim.


Fácil X Difícil


Falar é completamente fácil quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.

Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer…


Fácil é julgar pessoa que estão sendo expostas pelas circunstâncias.

Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros...


Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém e dizer o que ela deseja ouvir.

Difícil é ser amigo para todas horas e dizer sempre a verdade quando for preciso…


Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre ela.

Difícil é vivenciar essa situação e saber o que fazer...


Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo lhe deixa irritado.

Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece…


Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã.

Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas, a cada dia que passa…


Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.

Difícil é mentir para o nosso coração…


Fácil é ver o que queremos enxergar.

Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto…


Fácil é brincar como um tolo.

Difícil é ter que ser sério…


Fácil é dizer “oi”, ou “como vai?"

Difícil é dizer “adeus”...


Fácil é abraçar, apertar a mão.

Difícil é sentir a energia que é transmitida…


Fácil é querer ser amado.

Difícil é amar completamente só…


Fácil é ouvir a música que toca.

Difícil é ouvir a sua consciência…


Fácil é perguntar o que deseja saber.

Difícil é estar preparado para escutar a resposta…


Fácil é querer ser o que quiser.

Difícil é ter certeza do que realmente és…


Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.

Difícil é sorrir com vontade de chorar (ou vice-versa)…


Fácil é beijar.

Difícil é entregar a alma…


Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.

Difícil é ocupar o coração de alguém…


Fácil é ferir quem nos ama.

Difícil é tentar curar esta ferida…


Fácil é ditar regras.

Difícil é seguí-las…


Fácil é sonhar todas as noites.

Difícil é lutar por um sonho…


Fácil é exibir sua vitória a todos.

Difícil é assumir a sua derrota com dignidade…


Fácil é admirar uma lua cheia.

Difícil é enxergar sua outra face…


Fácil é viver o presente.

Difícil é se desvencilhar do passado…


Fácil é saber que está rodeado por pessoas queridas.

Difícil é saber que está se sentindo só no meio delas…


Fácil é tropeçar em uma pedra.

Difícil é levantar de uma queda, todo machucado…


Fácil é desfrutar a vida a cada dia.

Difícil é dar o verdadeiro valor a ela…


Fácil é rezar todas as noites.

Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas…


(Texto original: Reverência ao Destino - Carlos Drummond de Andrade)


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um olhar diz tudo

Sol e Lua


Quando o SOL e a LUA se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.

Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então o toque final ... o brilho !

Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.

A LUA foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária.

O SOL por sua vez havia ganhado um título de nobreza "ASTRO REI", mas isso também não o fez feliz.

Deus então chamou-os e explicou-lhes:

Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio.

A LUA entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio...

Já o SOL ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.

No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a ELE:

Senhor, ajude a LUA por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão...

E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.

A LUA sempre que está muito triste recorre as estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem.

Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste.

O SOL ainda esquenta de paixão pela LUA e ela ainda vive na escuridão da saudade.

Dizem que a ordem de Deus era que a LUA deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso.... porque ela é mulher, e uma mulher tem fases.

Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.

LUA e SOL seguem seu destino, ele solitário mas forte, ela acompanhada das estrelas, mas fraca.

Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível. Vez por outra alguns deles vão até ela e voltam sempre sozinhos, nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim.

Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da LUA e o do SOL... e foi aí então que ele criou o ECLIPSE.

Hoje SOL e LUA vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer.

Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o SOL encobriu a LUA é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar e é ao ato desse amor que se deu o nome de ECLIPSE.

Importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande que aconselha-se não olhar para o céu nesse momento, seus olhos podem cegar de ver tanto amor.


Juntos


Eu quero ficar velhinha ao lado do meu amor....




30 gramas de fetiche


Uma historiadora de moda inglesa conta em livro a história da calcinha. Conclusão: quanto menores elas são, maior a liberdade das mulheres

Diariamente, modelos e atrizes do mundo todo são alvos de câmeras indiscretas ávidas por imagens de suas calcinhas – ou da ausência delas, o que costuma fazer um sucesso ainda maior. Esse interesse pelas roupas íntimas alheias revela o significado atual dessas nada inocentes peças do vestuário feminino. Cobiçadas por mulheres e marmanjos (ainda que por motivos diferentes) e com uma variedade de modelos, cores e tamanhos que atende a todos os gostos e ocasiões, as lingeries movimentam a imaginação e o mercado.

Só no Brasil, foram vendidos 835 milhões de peças de moda íntima em 2008, um faturamento de R$ 4,59 bilhões (sem contabilizar o mercado paralelo de fetichistas que compram e vendem calcinhas... usadas). A maioria dos consumidores são mulheres à procura de conforto e sensualidade, mas é crescente o número de compradores homens em busca de um presente repleto de segundas intenções. As calcinhas modernas pesam em média 30 gramas, mas estão carregadas de significados.

Fica difícil acreditar que esses “objetos do desejo” um dia já foram “objetos do desprezo”, conforme conta o recém-lançado livro Por baixo do pano, da historiadora de moda inglesa Rosemary Hawthorne. “Ao escrever sobre a história das calcinhas, sem perceber, eu estava mapeando a história social da mulher ocidental e descrevendo não só o progresso de suas roupas de baixo, mas o progresso das próprias mulheres”, diz Rosemary. Ela conta que, até o século XVIII, os calções, ou ceroulas, eram peças exclusivas do guarda-roupa masculino e as mulheres que ousassem usá-los eram consideradas “criaturas libertinas e de moral duvidosa”. Naquela época, as moças sérias deixavam suas partes baixas livres, leves e soltas. Por baixo dos enormes e pesados vestidos, bastavam uma ou duas anáguas, o corpete e uma camisola de linho diretamente sobre a pele.

Foi somente por volta de 1800 que surgiram na França os modelos femininos, ancestrais da sensual calcinha contemporânea. Produtos da Revolução de 1789, que simplificou o vestuário da Europa inteira, os calções ou pantaloons vieram para, digamos, diminuir a ventilação por debaixo dos agora mais leves e sensuais vestidos. É perfeitamente compreensível o fato de não terem entusiasmado as moçoilas da época.Com comprimento abaixo dos joelhos ou até os tornozelos e, para piorar, feitos de um tecido “cor de carne”, estavam longe de qualquer ideal estético.

Se a França deu às calcinhas a chance de entrar para a história da moda, foi na Inglaterra, durante o recatado período vitoriano (1837-1901), que elas entraram definitivamente para o guarda-roupa das mulheres de poder aquisitivo – os altos preços surgiram então e, como se sabe, permanecem. Os moralistas vitorianos elevaram as calçolas femininas ao patamar máximo de qualidade, mas preferiam não tocar nesse assunto. Falar sobre roupas íntimas era tabu, pois elas evocavam lembranças embaraçosas sobre detalhes anatômicos. Nas lojas, a seção de lingeries ficava escondida, e nos anúncios publicados em revistas as calçolas apareciam monotonamente dobradas em prateleiras.

As mulheres do século XIX ficariam coradas se vissem nossas tanguinhas coloridas, estampadas, rendadas etc. “A simplicidade das calcinhas fazia sentido em uma época em que as mulheres não mostravam seu corpo nem para os maridos”, diz a historiadora de moda Miti Shitara, professora da faculdade Santa Marcelina. Isso valia para o mundo todo? “A Europa sempre foi o centro da moda. O que era usado na Europa também era no Brasil, inclusive a moda íntima”, afirma Miti.

Foi somente depois da Primeira Guerra Mundial, na década de 1920, que as calcinhas começaram a ficar mais parecidas com as que conhecemos (com as calçolas da vovó, é claro). As mudanças ocorridas nos quatro anos de conflito marcaram o nascimento da mulher moderna, que agora exibia mais do corpo. Com a barra das saias na altura dos joelhos, as melindrosas dançavam o charleston e revelavam as dimensões reduzidas de suas roupas íntimas. Nada que se compare à ousadia das mulheres emancipadas da década de 1970, com suas calcinhas de cintura baixa, acompanhando os jeans saint-tropez. Nessa época, com o desenvolvimento da indústria têxtil e a fabricação de modelos adaptados ao corpo das brasileiras, a moda íntima nacional se desvinculou da Europa. E continuou assim.

Enquanto europeias e americanas são adeptas do fio dental e da calçola – que usamos de vez em quando, as primeiras em momentos especiais e as outras em semanas necessárias –, ficamos com o meio termo. “A brasileira gosta de tanga de náilon, o carro-chefe de todas as empresas de lingeries no país”, diz a empresária Indhira Pêra, diretora do maior salão de moda íntima da América Latina. “As mulheres querem conforto e sensualidade na mesma peça, pois saem para trabalhar de dia e querem estar preparadas, se precisarem, à noite”, afirma. Nesse caso, melhor fugir das brochantes calcinhas beges, cor preferida das brasileiras, ao lado das brancas, pretas e vermelhas.


A "ignorância" torna as pessoas mais felizes?



Pesquisador italiano afirma: quem estuda mais tende a se sentir mais frustrado, por não conseguir atingir o sucesso que supõe merecer

Uma carreira de extremo sucesso é o sonho natural de quem frequenta uma universidade e encara os livros com dedicação. Mas ele nem sempre se realiza. Paralelamente, um operário que consiga sustentar os filhos pode tirar do trabalho muito mais satisfação, já que estudou pouco e tinha baixas expectativas. "A ideia de que a evolução na carreira e o aumento das possibilidades de consumo invariavelmente contribuem para um maior bem-estar é consenso na economia. Mas não tem muito suporte na psicologia", afirma o economista italiano Francesco Ferrante, da Universidade de Cassino, na Itália. Para Ferrante, quanto mais educação, maiores as expectativas do trabalhador - e também maior a frustração, caso esses sonhos não se realizem. "De fato, a educação e o acesso a ambientes estimulantes podem ter um efeito perverso na satisfação com o trabalho".

Na pesquisa (com italianos), as declarações de alta satisfação com a vida aumentam até os 10 anos de escolaridade, e caem entre aqueles que estudaram mais que isso. As declarações de baixa satisfação com a vida atingiram seu pico entre aqueles com 15 anos ou mais de escolaridade.

O economista explica que, à medida que o trabalhador encontra mais oportunidades de escolha em relação ao trabalho, torna-se mais pressionado por dúvidas e concessões a fazer. O problema, de acordo com Ferrante, é que, ao fazer qualquer escolha, há sempre a possibilidade do arrependimento. "Quando as possibilidades aumentam, nossos padrões para o que é aceitável também se elevam. E quando o resultado não é o esperado, fica a frustração, porque havia inúmeras outras possibilidades que não foram escolhidas", diz o pesquisador. Ao mesmo tempo, o trabalhador com pouca instrução, sem muitas possibilidades no emprego, pode encontrar satisfação apenas por ter seu dinheiro garantido.

O economista não questiona, porém, o valor da educação. Ele a considera uma importante variável para a satisfação pessoal e profissional. A educação alarga o horizonte e as possibilidades pessoais e profissionais - como trabalhar em um outro país, receber salários polpudos ou montar um negócio bem-sucedido. O que o Ferrante mostra, porém, é que a abordagem puramente técnica da relação entre educação, trabalho e satisfação não contempla as nuances psicológicas do homem, com seus conflitos internos e desejos, que mudam de acordo com as realizações. Algumas poucas vitórias são suficiente para inflar ambições, que podem se tornar inacessíveis e, assim, gerar insatisfação.


Gráfico acima mostra o nível de satisfação ao longo da vida (idade/satisfação)

Ferrante também detectou, com base em estatísticas do censo italiano, que a satisfação profissional dos bem educados muda ao longo da vida. "A [curva da] satisfação tem formato de U", afirma. No início da carreira, o contentamento com as conquistas acadêmicas e o mundo de possibilidades profissionais garantem a felicidade do trabalhador. Na maturidade, ele sofre ao perceber que muitos sonhos não serão realizados (essa fase chega por volta dos 55 anos para os italianos, mais tarde do que em outros países, segundo Ferrante). No final da vida produtiva, vem a aceitação das vicissitudes, e as pequenas conquistas recebem um olhar mais carinhoso. O pesquisador também nota que as mulheres são mais satisfeitas que os homens, devido a restrições que recebem em sociedades ainda machistas. Apesar de ter sido realizado com base na população italiana, Ferrante acredita que suas percepções são universais. O estudo foi apresentado na conferência internacional "Economia Comportamental, Psicologia Econômica: Teoria e Política", em Halifax, no Canadá, no mês passado.

(Fonte: Revista Época)


Você é feliz no trabalho?


Em 13 de julho, a capa de Época apresentava a seguinte questão: “Dá para ser feliz no trabalho?”. A reportagem, baseada em dois livros sobre o tema, me fez pensar sobre a minha relação com o trabalho. Eu adoro trabalhar. Mas conheço mais gente que detesta do que gente que gosta do que faz. E o curioso é que muitos dos que não gostam falam mais de trabalho do que eu. Não do trabalho em si, mas do ambiente do emprego. Parecem presos às disputas de poder, às fofocas, a quem está sacaneando quem, ao que o fulano disse ou deixou de dizer, aos supostos privilégios de um em detrimento de outro. São alimentados pelas pequenezas do cotidiano que os massacra. E, mesmo que não admitam, também colaboram com sua cota de intrigas. Mesmo que não admitam, há um prazer nessa dinâmica do dia a dia, seja num escritório revestido de mármore, seja num chão de fábrica.

Fiquei pensando por que eu adoro trabalhar. Primeiro, para mim há uma diferença fundamental entre trabalho e emprego. Na minha divisão pessoal, o emprego é o lugar onde eu trabalho. Se meu emprego permite que eu trabalhe, é um bom emprego. Se não permite, é hora de sair em busca de um que me deixe trabalhar. Então, é uma relação de troca, para além do salário. Eu faço da melhor maneira aquilo que sei fazer de melhor, e o emprego me dá as condições e a autonomia para que eu possa fazer o melhor que sei fazer. Se essa relação está equilibrada, todos ganham. E eu posso trabalhar sossegada.

De tempos em tempos, eu faço uma análise dessa relação de equilíbrio. O resultado me mostra se algo precisa mudar. Na minha avaliação, interna e pessoal, entram não só as questões objetivas, mas também as subjetivas. Ou seja: o salário, os equipamentos, as condições, o espaço, o investimento é importante, mas ser tratada com respeito e educação é tão importante quanto. Se um dia eu tivesse um salário milionário, mas meu chefe cometesse o que hoje é chamado no Código Penal de assédio moral, tenho certeza de que não ficaria um minuto a mais.

Deixar-se maltratar arrebenta com a nossa autoestima, nos quebra a espinha. E ninguém trabalha bem de espinha quebrada. Trabalhador aniquilado nos seus desejos só serve a chefe incompetente. E nenhuma empresa, tenha o tamanho que tiver, pode ser bem-sucedida se tolerar gente assim em cargos de chefia. Se não for pelos outros cem motivos, basta um: chefe abusivo mata a iniciativa e a criatividade.

Eu aprendi sobre o valor do trabalho com meus pais. Eu, que sou a filha mais nova, e meus três irmãos, nos criamos num mundo em que o trabalho não era apenas necessário para pagar as contas, adquirir casa própria, carro e bens de consumo. A gente tinha pouco disso tudo e ninguém ligava muito, porque tínhamos o suficiente para os livros e para a comida. Nosso pai nos ensinou com seu exemplo, mais do que com suas palavras, que o trabalho era a expressão de nosso ideal. Era a construção cotidiana de nossa marca singular na História.

Nosso trabalho era para nós. Mas só era para nós se, ao mesmo tempo, não fosse para nós. O trabalho de cada um só se cumpria se pudesse ser para o outro, se transformasse para melhor a comunidade, o mundo em que vivíamos. Não fosse isso, não seria um trabalho, seria um emprego. E, como empregados, não mais como trabalhadores, estaríamos alienados de nós mesmos, esvaziados de sentido e de propósito na vida, apartados de nossa criação no mundo.

Nunca fui filha, portanto, do individualismo, que vê no trabalho apenas uma forma de adquirir bens materiais e dinheiro para exercer seus próprios desejos. Meu desejo só se realiza se puder ser veículo do desejo do outro. Eu não “sou feliz e bem-sucedida” apenas realizando meus desejos. Sou feliz se o outro também puder realizar os seus. Minha vida não é apenas minha, ela está implicada com a do outro. E o outro não é a minha família, meus parentes de sangue, minha raça, meu grupo, os meus. O outro é a humanidade toda, que eu alcanço a partir da diversidade dos que estão mais perto de mim.

Lembro que, quando me tornei uma adolescente tão encantadora quanto insuportável, meu pai me pegou pelos ombros e disse, com aqueles olhos que refletem a alma da gente. “Você sabe quanto custa a um operário para você estudar?”. Eu não sabia, mas fiquei sabendo naquela hora que mesmo os trabalhadores que não conseguiam dar educação para seus filhos pagavam para que eu pudesse estudar. Ou não estudar, como eu fazia naquele momento. Muito diferente daqueles alunos de escola privada que, porque o pai paga a mensalidade, supõem ter o direito de desrespeitar o professor dizendo: “Você não pode fazer nada, porque sou eu que pago seu salário”.

Meu pai nos mostrava que nossa vida se ligava, de várias maneiras, à de todos os outros. Era ele que nos apontava os fios invisíveis que, querendo ou não, nos transformava em coletivo, plural. E me ensinou a acreditar e a sonhar. Os olhos dele sempre estavam – e estão – postos no horizonte. E sempre brilhando. Ele me mostrou que carregamos a largura do mundo dentro de nós. E não podemos esquecer disso. Quando as pequenezas do cotidiano ameaçam me engolir, eu olho para dentro. Não tenho tempo a perder com os ataques traiçoeiros dos pequenos poderes e grandes medos. Eu não pertenço à umbigolândia. Sou habitada, como todos que se sabem parte – não todo – pela vastidão do universo. Tenho em mim “a vertigem horizontal da planície”.

Todos nós já ouvimos um colega justificar sua infelicidade com o chefe que não permite que faça um bom trabalho, com a estrutura que não deixa espaço para ousar, com as sacanagens das quais é uma vítima recorrente. Se tivesse espaço, condições, tempo, ele faria um ótimo trabalho. Como não tem, só pode reclamar e buscar culpados. Se tudo fosse diferente, ele poderia ser diferente, poderia ser um profissional melhor, uma pessoa mais feliz.

Eu desconfio desse discurso. É sempre conveniente quando a responsabilidade é do outro, especialmente se esse outro tem um poder maior que o meu. A impotência esmaga, mas também justifica, nos exime de tomar uma atitude, de arriscar. É paradoxal, mas assim como a impotência arrasa, ela também tem seu lado de conforto. Se eu acredito que nada posso fazer, que sou um eterno injustiçado, então eu não preciso fazer nada nem explicar aos outros – e a mim mesmo – a razão e a tristeza da minha imobilidade.

Por outro lado, se tudo é verdade, se as condições são ruins, o chefe é um déspota e os colegas sabotadores, o que nos obriga a gastar a maior parte da nossa vida no inferno? Ou mesmo se não é totalmente insuportável, mas é o suficiente para nos impedir de criar, de nos expressar, de chegar mais perto de nós mesmos, qual é a razão para insistir? O salário, muitos dirão. Está difícil conseguir emprego, outros lembrarão. É verdade. Mas será que é toda a verdade? Tenho dúvidas.

Tento escapar dessas armadilhas. Assim como evito consumir meu tempo falando mal de um ou de outro. Às vezes, porém, caio nessas arapucas, me debato um pouco. Depois paro, encaro o silêncio, tento ouvir minha voz. Olho para dentro e lembro que sou aquilo que sonho. Minha expressão no mundo é determinada pela minha capacidade de sonhar – e de criar a partir dos meus sonhos. Espano as minhas dores e vou em busca de alguma fresta esquecidas nas tantas portas fechadas.

Por isso sou feliz no trabalho. Não trabalho apenas para ter um salário que me permita adquirir bens, nem trabalho para agradar um chefe. Ter um bom salário e um chefe satisfeito é o melhor cenário. E é importante. Mas meu horizonte está além. Não é circunstancial, nem estou a serviço de um projeto corporativo ou do projeto individual de um outro. O que tenho é um projeto de vida que, naquele momento, coincide com o de um superior, de uma empresa. Coincide, mas não está preso a ele. Acredito que todos ganham quando um projeto coletivo é construído não por escravos modernos e corporativos, mas por gente livre.

Nosso olhar sobre o mundo muda o mundo. Mesmo que seja um não-olhar, mesmo que seja uma falta. Se o seu olhar é vazio não é só a sua vida que se torna opaca, mas o que você poderia criar no mundo que se apaga antes de existir. O que somos e o que fazemos não é apenas uma profissão, um emprego, um meio de pagar as contas. É a expressão da singularidade de cada um de nós. É o nosso jeito único, intransferível e irrepetível de estar no mundo. E, com nosso trabalho, mudar o mundo e ser mudado por ele.

Quando você dá sentido ao seu trabalho, você não se deixa alienar. Seu trabalho não se torna algo separado de você, um produto que não é seu. Ao contrário. Ele é você, contém você, tem nele o seu desejo. Como expressão de sua passagem pelo mundo, seu trabalho lembra a cada dia de quem você é e do que realmente importa. Se isso não acontece, talvez seja hora de mudar. Não apenas de emprego, não somente o que está fora de você, mas algo um pouco mais profundo, bem mais fundo, mas que pode condenar ou libertar a sua vida.

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O texto acima, publicado na revista Época, é de autoria da brilhante jornalista Eliane Brum, que eu tive a honra de conhecer anos atrás num congresso de jornalistas escritores, em São Paulo. Mas poderia muito bem ser meu, pois concordo em número, gênero e grau com o conteúdo. Também venho de família humilde, do interior, cujo maior legado deixado pelo meu querido pai (que hoje está nos braços de Deus) foi a educação e a coragem para o trabalho.

Assim como a minha colega de profissão, também acredito que só somos capazes de fazer um trabalho bem feito, se estivermos felizes com as nossas atribuições. Eu, por exemplo, já mudei várias vezes de emprego e de profissão, até que anos atrás descobri minha verdadeira vocação: escrever. Desde então, me tornei a pessoa mais feliz e completa do mundo, profissionalmente. Sim, porque eu amo o que faço e adoro o meu emprego. Daí o fato de eu estar sempre sorrindo e e de bom humor, rindo da vida. Lógico que existem maus momentos, assim como existem pessoas "malas" que sempre atravessarão nossos caminhos. Mas quando isso acontece, me sinto mais preparada para lidar com a situação, tiro de letra. Essa é uma das grandes vantagens de ter amor à profssão e estar no emprego certo.