quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cães foram domesticados na China há 16 mil anos


Estudo publicado esta semana no periódico científico Molecular Biology and Evolution afirma ter descoberto o local e o tempo exatos em que os cachorros foram incorporados à sociedade humana. Sabia-se, antes, que a domesticação dos cães ocorrera no leste da Ásia, mas nunca um lugar preciso havia sido apontado.

Segundo os pesquisadores, os cachorros apareceram há menos de 16 mil anos, ao sul do rio Yangtze, na China. Os resultados da pesquisa também afirmam que, embora tenham uma origem geográfica única, os cães descendem de um "grande número de animais - pelo menos algumas centenas de lobos domesticados".

Liderados pelos cientistas Peter Savolainen, do Instituto Real de Tecnologia (KTH), na Suécia, e Ya-Ping Zhang, da Academia de Chinesa de Ciências, os pesquisadores também afirmam que essas descobertas estão em conformidade com o tempo em que os grupos humanos deixaram de ser caçadores e se tornaram coletores e agricultores, entre 10 e 12 mil anos atrás.

O estudo também sugere que a quantidade de lobos que deram origem aos cães modernos mostra que a domesticação desses animais era uma parte importante da cultura humana na época, e não apenas um fato isolado - mas não eram ainda os melhores amigos do homem. "Os primeiros cachorros, ao contrário dos seus descendentes, depois na Europa, que foram usados como pastores e cães de guarda, provavelmente terminaram suas vidas nos estômagos dos seres humanos", afirmam.


Cão Monstro

OBS: Essa notícia é interessante, mas esqueceram de dizer que alguns cachorros não foram totalmente domesticados. É o caso, por exemplo, do "cão monstro" que habita minha casa. Também conhecido como Nick, a criatura ataca e morde qualquer um que chega perto. E nem precisa ser gente estranha. O único ser vivo que escapa da fúria assassina do monstrinho é o seu papis, o Douglas - latino para os íntimos.


A fera tirando um cochilo. Vai mexer com ele nessa hora...

Você é um Dependente Afetivo?


Ainda falando sobre dependência afetiva, encontrei um texto bem interessante, da psicóloga Sirley Bittú. Segundo ela, há pessoas que se arrepiam só com a possibilidade de ficar dependente de alguém ou alguma coisa, passam a vida lutando contra isso, e algumas vezes tornam-se onipotentes, distantes e sós. E há pessoas que tremem apenas com a ideia de dependerem principalmente de si mesmo; confundem individualidade com solidão, abandono e rejeição. São as duas faces da mesma moeda, os primeiros temem se envolver e perder a individualidade e o outro extremo teme tê-la. Na verdade, ambos acreditam que a autonomia e a capacidade de cuidar de si, tomar as próprias decisões, fazer escolhas, está fora de seu controle, ou melhor, fora de si.

A DEPENDÊNCIA AFETIVA é um estado de imaturidade que faz parte do processo natural de desenvolvimento humano, ou seja, nascemos totalmente dependentes, tanto física como afetivamente. Com nossas vivências e experiências vamos evoluindo de forma gradativa buscando nossa independência emocional.

Algumas vezes temos clareza de nossas dificuldades, então nos restam, pelo menos, duas saídas: enfrentá-las e superá-las ou, como costumo dizer, dar a volta no quarteirão. Mas nem sempre a dependência afetiva é consciente.

Uma pessoa é dependente afetivamente quando sua autonomia está prejudicada, ela precisa de algo ou alguém para sentir-se segura e tranquila, nas mais diferentes decisões em sua vida, desde as mais simples como decidir que roupa vai usar, por exemplo, ou até as mais difíceis, como que profissão escolher... se muda de emprego ou não... se continua namorando ou não, se casa ou não... enfim, inúmeras situações onde está implícita uma escolha.

Você que está lendo, deve estar se perguntando: ...mas todos nós não gostamos de uma opiniãozinha às vezes? Sim, é verdade, pedir a opinião de alguém sobre algo não o torna dependente afetivo. A diferença está quando você depende realmente dessa opinião e não consegue seguir o seu desejo se ele não for aprovado, se não houver o aval de alguém.

O objeto de dependência entra na vida da pessoa como uma muleta, ocupa um espaço vazio. A dependência pode ser de uma pessoa específica, uma droga, uma atitude de carinho, uma palavra amiga, ou mesmo de alguém que lhe possa ouvir ou dizer o que se deve fazer.

Na verdade, essas pessoas ou objetos têm uma única função para o dependente afetivo: dar a sensação de segurança que ele precisa para suportar problemas, tensões e dificuldades pessoais e/ou sociais. A questão é que a segurança não está nas relações que fazemos, não é algo que vem de fora, mas sim algo que existe ou não dentro de nós. Nossa segurança e autoestima são os reguladores de nossa maturidade emocional.

Jacob Levy Moreno, quando criou o Psicodrama, partia do princípio que o ser humano é um ser social, influencia e é influenciado todo o tempo. No Psicodrama dizemos que toda a saúde e doença emocional nasce nas relações, ou seja, são aprendidas durante o desenvolvimento através dos modelos que recebemos, primeiramente por nossa família de origem e secundariamente através das demais relações que vivenciamos durante a vida.

Nos primeiros anos de vida necessitamos da confirmação de nossas atitudes, da certeza de que nosso comportamento está sendo aceito pelas pessoas que amamos. Com o nosso desenvolvimento emocional, passamos a desejar e não mais necessitar dessa aprovação. Aprendemos a nos relacionar com o mundo pelas regras que recebemos em nossa família. A criança é espontânea e criativa por natureza, ninguém nasce culpado em ser espontâneo. A dependência afetiva muitas vezes nasce e é sustentada por problemas no relacionamento familiar, pelos conflitos pessoais, pela sensação de rejeição e de não ser aceito.

Certa vez recebi em meu consultório uma jovem de 22 anos, vou chama-la aqui de Joana. Joana veio para a psicoterapia porque tinha muitas dificuldades afetivas, era brilhante aluna, fazia faculdade e tinha ótimas notas, mas tinha dificuldade de arrumar namorado, era introvertida, sentia-se feia e sem graça. Joana tinha uma grande amiga de quem falava muito. Estava sempre contando como sua amiga se saía bem com os rapazes e tinha várias paqueras, mas em compensação tinha péssimas notas, dependia de suas colas para passar de semestre. Durante o processo terapêutico, Joana percebeu que cada uma desempenhava um papel na relação, ou seja, uma cuidava dos estudos e a outra arrumava amigos e namorados, funcionavam como se fossem uma única pessoa.

Apesar de nunca ter percebido até então esse trato, era difícil vencé-lo, mesmo porque Joana não acreditava que pudesse ser alguém interessante, ou mesmo algum dia se sentir bonita. Nesse exemplo, Joana tinha dois caminhos possíveis: o primeiro era continuar nessa relação de dependência, onde uma supostamente supria a necessidade da outra, ou escolher o segundo caminho, o mais trabalhoso e também o mais saudável: perceber e enfrentar seus limites e suas próprias dificuldades, para poder superá-los.

Na verdade, ninguém é dependente sozinho. DEPENDÊNCIA AFETIVA é uma via de mão dupla, se uma criança é dependente afetivamente, a mãe com certeza também o é, pois, neste caso, a mãe é quem a estimula e acredita em seu potencial ajudando-a a ter a certeza que conseguirá superar suas dificuldades. Dessa relação nascem a autoestima e a sensação de segurança pessoal. Todo o ser humano nasce com uma capacidade de cuidar de si, um potencial que precisa ser estimulado e se não recebe este estímulo torna-se dependente. Na prática, acabam por não confiarem em si mesmos e em seu valor pessoal, deixam de oferecer o seu melhor na vida, no trabalho e em seus relacionamentos.

Para pais e/ou educadores: exercitem o respeito às características genuínas de cada criança, respeitando sua natureza espontânea e sua criatividade. É importante aprender que dar limite é prova de amor e é diferente de reprovação. Dar parâmetros é dar condição para a criança desenvolver responsabilidade e aprender a superar as frustrações.

Não podemos perder de vista o humano que existe em nós, somos criatura e criadores capazes e, genuinamente, imperfeitos.


Sobre a autora

Sirley Bittú é Psicóloga Especialista Clínica pelo Conselho Federal de Psicologia
Psicodramatista Didata Supervisora
Terapeuta em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
Consultório (11) 5083-9533
Email: sirley.regina@terra.com.br

Dependência afetiva - O amor como droga

O amor pode se transformar em doença. O fatalismo da frase pode parecer bobagem para você que vive uma relação saudável.

Mas para muita gente, o sentimento bom vira fonte de sofrimento, prejudica a autoestima e pode levar do céu ao inferno rapidinho. Isso acontece quando o amor vira co-dependência.

Quem vive dessa maneira não encontra segurança e proteção - a não ser ao lado do amado -, vê a relação se transformar em problema e o companheirismo e a intimidade desaparecerem. Aí, a imaturidade emocional dá as caras e o amor ganha status de droga. Pesada.

"Tudo aquilo que proporciona sensação de bem-estar e prazer pode viciar. Assim acontece com a droga. E pode acontecer com o amor, principalmente quando este se apresenta em excesso. A base da co-dependência é o apego, popularmente conhecido como amor excessivo", explica o terapeuta de casais e famílias Paulo G. P. Tessarioli.

Segundo ele, uma das formas mais simples de identificar esse sentimento doente é perceber o que ele proporciona. Se perguntar, por exemplo, se existe confusão, sofrimento ou medo pode ajudar. "As características básicas da dependência afetiva são imaturidade emocional, baixa tolerância ao sofrimento, à frustração e a ilusão de permanência", relata. Esses dependentes manipulam, controlam, se vitimizam, chantageiam, são prestativos e depois cobram caro por isto. "Sufocam e limitam o raio social do parceiro, vivem a vida do outro".

Paulo explica que o efeito mais nocivo dessa co-dependência é a ‘despessoalização’, ou seja, a perda da própria identidade. "Outros efeitos são de ordem emocional e perturbam o funcionamento do corpo, por exemplo, com crises de ansiedade (síndrome do pânico), altos e baixos do humor (depressão e euforia), e autoestima prejudicada".

A mulher é considerada mais sensível à co-dependência do que o homem, mas a razão é cultural e histórica. "A ideologia do amor romântico as sensibilizou de uma forma muito mais intensa. Embora existam homens co-dependentes, boa parte das mulheres ainda vive como coadjuvantes de seus companheiros", afirma.

A dependência afetiva, assim como a química, não tem cura. Mas o tratamento é sempre bem vindo e consiste em desenvolver o amor próprio, o autocontrole e a abstinência de relacionamentos doentios. Mas diferentemente da dependência química, em que é óbvia a orientação de parar e se afastar da droga, na dependência de afeto não dá para deixar de se relacionar com pessoas e se afastar delas. "Por esta razão, a base do tratamento consiste em psicoterapia, biblioterapia e grupo de auto-ajuda. Nos casos mais difíceis, em que há co-morbidades é recomendado o acompanhamento psiquiátrico", sugere Paulo.

No meio de tudo isso, é bom lembrar que o ser humano nasceu sozinho, mas não para viver na solidão. E nem toda necessidade de companhia é co-dependência. "É sempre muito bom estar entre pessoas que nos fazem e querem bem. Isto não é co-dependência. Mas apegar-se a alguém para evitar a solidão ou a dor da perda é se distanciar de si mesmo e, muitas vezes, perder-se e se isolar de tudo e todos". Não caia nessa.


Mulheres, sempre competitivas

A história acontece nos contos de fada - e se repete na vida real. Cinderela sofreu com a inveja da madrasta - e das filhas da madrasta - numa competição feroz pelo posto de mais bonita da casa e, claro, de escolhida do príncipe.

A história dessas personagens se repete todos os dias, no universo feminino. Umas competem pela atenção, outras pelo emprego e várias pelo mesmo homem.

O psicanalista Bruno Bettelheim, que faz estudos com base em contos de fada, diz que existe mesmo uma tendência à competição no relacionamento entre as mulheres. Segundo ele, por exemplo, a tendência aparece desde cedo entre mãe e filha, quando competem pela atenção do homem e pai, ou pela vantagem que a mãe tem sobre a filha por ser adulta e a filha sobre a mãe, por ser jovem.

E depois, a coisa só "piora". Ou vai dizer que nunca ouviu a máxima ‘as mulheres se arrumam para as mulheres’? Conforme afirma a psicóloga Mônica Soutello, diretora da Clínica Miosótis, esse comportamento tem até nome científico. "Isso se chama ‘homorrivalidade’, ou seja, a concorrência e a competição entre pessoas do mesmo sexo", explica. Entre as mulheres, a comparação é sustentada principalmente pela estética e pela vaidade. No mundo deles, isso também ocorre, mas mais voltado às questões de poder, dinheiro e sexo.

Tudo bem, a gente admite, quer ser mesmo o centro das atenções. Mas é preciso lembrar que as características, assim como a personalidade e o desejo de ser mesmo a melhor é diferente, de mulher para mulher. "Algumas buscam afeição e outras, proteção ou poder. Existe uma infinidade de buscas que fazem com que os comportamentos nesta busca também sejam variáveis. De qualquer forma, é certo que farão o que puderem para chamar atenção", diz. Entre as armas na guerra pelo melhor lugar ao sol, vale tudo: um pouco beleza, uma pitada de dinheiro e uma boa dose de inteligência.

Mas com a ‘nova’ mulher no pedaço - mais madura, mais atuante, mais profissional - a competição muda um pouco seu formato. Mais independente e segura de suas conquistas, a mulher moderna sabe o que é necessário para atingir seus objetivos. "A maneira como lida com a competição aparentemente se torna mais tranquila, pois ela tem noção do que pode e de onde quer chegar". E ela quer chegar longe!


8 erros que destroem um make

1 - Abusar do corretivo

O exagero do produto pode acentuar os detalhes que você deseja esconder. O ideal é usar corretivo apenas nas pálpebras inferiores ou em detalhes como espinhas. Ele deve ser aplicado com as pontas dos dedos em leves toques que espalham o produto . Mas, em vez de esfregar, dê batidinhas na pele, diminuindo a quantidade usada.

2 - Escolher o tom errado da base

O tom errado de base faz com que você precisa usar muito mais maquiagem (isso porque a cor do rosto acaba ficando muito diferente do pescoço e do colo). O ideal é escolher uma base leve (experimente no pulso) e espalhar com cuidado. No caso das bases, prefira fabricantes nacionais: as cores são feitas exatamente para as mulheres brasileiras.

3 - Pó em excesso

Quando mal usado, o pó evidencia os sinais de expressão, envelhecendo o rosto. A região dos olhos e da boca é a mais prejudicada, principalmente se você já apresenta rugas nestas áreas. O pó deve ser usado apenas como complemento da base, para dar um aspecto mais aveludado à pele e para neutralizar o efeito brilhoso da base e/ ou da camada natural de gordura da pele.

4 - Blush exagerado ou aplicado de maneira incorreta

O blush serve para proporcionar um visual mais saudável. Mas, aplicado em excesso, deixa você com cara de palhaça. As bochechas ficam salientes demais (um problema se você tem o rosto arredondado), destoando demais do restante dos traços. O blush deve ser aplicado das têmporas em direção ao centro do rosto, na diagonal, e sempre removendo o excesso do pincel antes de aplicar sobre o rosto.

5 - Pintar a sobrancelha com lápis muito escuro

O lápis deve ser da mesma cor da sobrancelha. Para a aplicação, faça movimentos leves com a ponta, como se estivesse esfumaçando a sobrancelha. Para aquelas que acham a técnica complicada, um pouco de sombra, no tom do pelos, pode ser uma opção.

6 - Misturar muitas cores de sombra

O excesso de cores pode tirar a sofisticação do visual, que fica mais infantil. A maquiagem mais divertida está em alta e, mesmo durante o dia, pode ser usada. Mas nunca abuse dos contrastes, a não ser que você tenha segurança absoluta na técnica usada. O ideal é variar, formando um degradê: marrom e dourado; rosa e lilás; chumbo e cinza formam pares que funcionam.

7 - Marcar demais o contorno da boca

Deixar os traços marcados, além de tirar a sutileza da maquiagem, está fora de moda. O ideal é que o contorno do lápis passe despercebido, não importa se você está usando para aumentar ou diminuir a boca. Faça um contorno bem delicado e fino, que vai desaparecer na hora em que você passar o batom (o efeito fica mais bonito se você usar um pincel em vez do bastão direto.

8 - Deixar falhas com o delineador

O delineador só vale para quem tem pleno domínio da maquiagem (ou ele é capaz de destruir todo o resto, por mais impecável que seja o efeito). Uma boa dica para passar delineador sem borrar ou tremer é apoiar a mão no osso do queixo para fazer o traço. Mas se, mesmo assim, achar difícil dê preferência ao uso de um lápis preto bem rente à base dos cílios. E faça o traço antes de aplicar o rímel. (Fonte Vila Batom)

Franja de lado: tendência para o verão 2010

Está querendo mudar o visual, mas não sabe no que apostar? Então saiba que para as próximas estações a tendência é a franja.

Mas não aquela que cobre toda a testa como no verão passado. Desta vez, de acordo com o Hair Stylist Edu Levy, do salão Saluvyte de São Paulo, estarão em alta as franjas de lado.

Edu explica que além de serem usadas de lado elas devem ser desestruturadas com um ar bem leve. "Sem o compromisso de ser muito certinha."

Apesar de ser uma aposta certa para o verão é necessário prestar atenção na hora de optar pelo look, nem todas as mulheres ficam bem com esse tipo de franja. "Quem deve evitar são as pessoas que tem o rosto redondo ou a testa muito curta."

Para o resto do cabelo, Edu dá a dica. "As tendências para o resto do cabelo são: volume, cacheado e ondulados naturais. Os comprimentos usados serão os longos românticos e curtos muito charmosos. Já os médios perdem espaço." (Fonte Vila Batom)

Pensamento do dia...


Quando tudo for pedra, atire a primeira flor;

Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo;

Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz, traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;

Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso;

Talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem;

Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;

Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho, seja o primeiro a ensinar, começando por aprender você mesmo, corrigindo-se a si mesmo;

Quando alguém estiver angustiado à procura, consulte bem o que se passa, talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;

Daí, portanto, você deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar-se, primeiro que pode ser o único e, mais sério ainda, talvez o último;

Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la;

Não atire a primeira pedra em quem erra.

De acusadores o mundo está cheio;

Nem, por outro lado, aplauda o erro; dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora.

Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu; sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido;

Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém.

Quando tudo for espinho, atire a primeira flor;

Seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta, compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão edifica, que o auxílio possibilita, que o entendimento reconstrói.

Atire você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pensamento do dia...


Um dia li que fumar era mau e deixei de fumar.
Li que beber era mau e deixei de beber.
Li que comer gorduras era mau e deixei de comer.
Li que sexo era mau e DEIXEI DE LER.


domingo, 30 de agosto de 2009

Mico da semana - Cantora Vanusa erra o Hino Nacional em apresentação


Fazia tempo que eu não postava um Mico da Semana aqui, mas essa eu não podia deixar passar em branco. Caiu na rede um vídeo que mostra a cantora Vanusa errando a letra do Hino Nacional, durante um encontro de agentes públicos em São Paulo.

Acompanhada por músicos, Vanusa cantou a primeira parte com vários deslizes e errou totalmente a letra e o ritmo da segunda parte, causando constrangimento entre os presentes.
Vanusa, no entanto, parecia não se abalar com a situação e seguiu cantando errado, até que um dos membros da mesa interrompeu sua apresentação.

Além de mico é também uma grande vergonha para o nosso País. Pra mim ela tava bêbada.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

BARRIGA É BARRIGA - por Arnaldo Jabour

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.

Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.

Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?

Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.

Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso!!!

Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!

Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!!

O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!

VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!

Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!

E nunca se esqueça: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal'


(piada enviada pela minha sobrinha querida, a Martinha)

Tire proveito da raiva

Você sabia que ficar bravo pode ser bom para solucionar problemas? Não, né. Nem eu. Mas é o que dizem alguns psicólogos.

A raiva não parece nada positiva quando a gente se depara com uma pessoa descontrolada ou quando o sentimento chega e a vontade é sair batendo no primeiro que estiver pela frente. Mas, acredite, esse movimento pode ser transformado em força e usado para o seu bem. Portanto, da próxima vez que você ficar bravo, pare e pense antes de qualquer reação. Isso pode valer a sua saúde.

Em primeiro lugar, a raiva está longe de ser algo sem função, que deve ser combatido. É um sinal e visa proteger as pessoas. No embate do certo e errado no dia a dia, a raiva avisa que algo está errado e é preciso reagir. "É o sentimento da força e da ação, como um motor", disse a psicóloga e consultora organizacional Edna Peracini.

Se a raiva surgir por motivos corretos, ficar bravo pode ser bom para solucionar problemas, agir com rapidez ou produzir mais. "Ela nos torna muito produtivos", disse a psicóloga. Mas isso acontece quando se sabe lidar com esse sentimento, fazendo com que toda a energia provocada por ele se transforme em força motriz para resolver o problema de forma controlada, sem explosões de fúria. Afinal, atitudes intempestivas tiram a razão de qualquer um.

Lidar com o problema

Se a raiva se manifesta por razões pelas quais não se tem controle, é improdutiva. Se diante de um problema você começa a ficar irritado, seu sangue é bombeado mais rápido, fica vermelho, com as mãos umedecidas e o punho cerrado, você está com raiva. Há três modos de lidar com a situação, que determinam se ela pode ser boa para você: controlá-la, expressá-la ou retê-la.

No primeiro caso, a psicóloga ensina que ficar com raiva de situações que não se pode mudar não leva a lugar algum. Se você não pode fazer desaparecer todos os carros da sua frente no trânsito para chegar a tempo no compromisso, por exemplo, respire fundo, ouça uma música legal, leia o jornal do dia enquanto está parado ou pense em alguém de que gosta. "As pessoas acumulam a raiva sentida em situações irreversíveis porque não desenvolvem esse recurso de autocontrole. É preciso voltar a mente para o que você consegue mudar." Em situações passíveis de mudanças, portanto, é importante transformar a força da raiva em ação e comunicar o seu sentimento para reverter o que incomoda. "Se tem um problema com alguém, encontre a melhor forma de falar. Não precisa fazer escândalo. Fale algo do tipo: 'A sua atitude me fez ficar com raiva'", disse.

A segunda alternativa se manifesta na forma de fúria, o que não é bom para você nem para quem está ao seu lado, porque há uma grande chance de perder o controle da situação. "A explosão também pode ser causada depois de engolir muitos sapos", disse.

Aliás, há muitas pessoas que "engolem o sapo" o tempo todo e deixam por isso mesmo, retendo o sentimento. "Elas têm dificuldade de expressar a raiva e vivem emburradas e enfezadas. Guardam esse sentimento que pode se transformar numa doença, como gastrite, úlcera, depressão e até infarto", disse Edna.

Isso explica uma pesquisa feita na Southern California University e no Centro Médico Cedars-Sinai, nos Estados Unidos, que mostrou que a raiva pode levar a doenças do coração devido a alterações no fluxo sanguíneo. O principal órgão afetado pela raiva é o fígado, que pode "reclamar" em forma de dor, amargor na boca ou dor de cabeça.

Dicas

A psicóloga dá sugestões para o autoconhecimento e a tentativa de lidar com problema sozinho. Muitas pessoas, porém, não conseguem e precisam de ajuda profissional. Na terapia, são aplicadas também técnicas para extravasar a raiva, como gritar, esmurrar um travesseiro e fazer movimentos com braços e pernas. É importante perceber em que momento esses sintomas aparecem e identificar as situações que interferem nos sentimentos e na saúde. Para isso, pergunte-se:

1: Se é raiva mesmo ou outro sentimento (angústia ou medo).

2: Se há solução para o problema.

3: Se pode crescer com tudo isso.

(Fonte: Terra)


Dica de passeio para o final de semana

Uma boa dica de passeio para este fim de semana é visitar a Casa das Rosas, aqui pertinho, no número 37 da Avenida Paulista. O local é realmente lindo e vale a pena uma visita para conhecer de perto a arquitetura do início do século passado.


História

Pouco antes de morrer, o arquiteto Ramos de Azevedo projetou uma mansão para presentear a sua filha Lúcia e o marido, o engenheiro Ernesto Dias de Castro.

Localizado no número 37 da Avenida Paulista, o palacete ficou pronto em 1935. A família morou ali por 51 anos. Somente em 1986 a casa foi desapropriada e tombada pelo Governo do Estado e pelo o CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo. Restaurada, a mansão reabriria em seguida como Casa das Rosas – Galeria Estadual de Arte. Na época, abrigava mostras temporárias com obras do acervo artístico do Estado. Embora até hoje seja popularmente conhecida como Casa das Rosas, por causa das flores em seu jardim, desde 2004 tem o nome oficial de Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

Por dentro da Casa das Rosas

Construída em uma área de 5 500 metros quadrados, com trinta cômodos e um grande jardim inspirado no Palácio de Versailles, a mansão em estilo arquitetônico francês contrasta com os arranha-céus da Avenida Paulista. Ali acontecem cursos sobre poesia e literatura, além de exposições diversas e apresentações teatrais (veja a programação completa). Duas bibliotecas oferecem ao público um acervo especializado em poesia e outro que pertenceu ao poeta Haroldo de Campos.

A construção é subdividida em quatro pavimentos: porão, térreo, primeiro andar e sótão além do suntuoso jardim em volta da residência.

Porão

Antigamente funcionava ali a despensa, com acesso feito pela ala dos empregados, ao lado da cozinha. Atualmente, acomoda o acervo de cerca de 20 000 livros e periódicos que pertenceu ao poeta concretista Haroldo de Campos (1929-2003). A área é restrita aos funcionários, porém o material pode ser consultado no local.

Entre as raridades estão a primeira edição do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, Marco Zero II, de Oswald de Andrade, com a capa original, e O Cão Sem Plumas, de João Cabral de Melo Neto, com dedicatória do autor ao poeta. Há ainda diversas traduções feitas pelo próprio Haroldo de Campos de obras em – tome fôlego – inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, russo, hebraico, chinês e japonês.

Térreo

Para quem entra na casa, a primeira visão é o grande hall de entrada que fica de frente à bela escadaria de mármore de Carrara e um vitral colorido assinado pelo conhecido artesão Conrado Sorgenicht. À esquerda do hall principal, três grandes salas abrigam exposições temporárias e, à direita, no espaço que originalmente era a sala de jantar, funciona hoje uma lojinha de livros publicados pela Imprensa Oficial do Estado. Um corredor leva à cozinha, copa e três aposentos que eram destinados aos empregados, hoje o espaço armazena material administrativo. Entre as salas e a cozinha existe um banheiro e o elevador que dá acesso ao andar superior – construído ano passado para melhorar o acesso à biblioteca.

Primeiro andar

Ao subir as escadas, dois grandes cômodos. Um dos quartos era do marido de Lúcia de Azevedo, o engenheiro Ernesto Dias de Castro. Logo à frente, o dormitório que o casal compartilhava. Nesses ambientes foram montadas salas de aula, para os cursos da casa. Geralmente com duração de dois meses, custam 10 reais e estão abertos ao público. Para ter uma idéia da pauta, basta consultar o calendário de junho de 2008: André Domingues, jornalista especializado em música, ensina sobre o compositor Cartola (1908-1980) em aulas onde ouve-se muita história e, claro, música. A proposta é saber mais sobre o samba por meio da trajetória do artista. Até o dia 29 de junho está em cartaz a peça A Valsa das Solitárias, com Fernanda Cunha, Líria Varne, Patrícia Leonardelli.

Ainda no andar superior, funciona a biblioteca circulante da Casa das Rosas, de onde o público pode tomar livros emprestados. É o caso da obra completa do escritor Machado de Assis. No hall central, há uma exposição permanente de alguns exemplares da biblioteca de Haroldo de Campos e móveis que pertenceram ao seu escritório.







Não deixe de ver: dois banheiros continuam intactos e revelam a riqueza de detalhes da arquitetura da construção, ambos são bem espaçosos e revestidos com mármore.



Sótão

Originalmente, o último pavimento era uma área reservada aos serviçais da mansão. Nota-se a diferença de classes na arquitetura - com tetos sem ornamentos em gesso e banheiros em azulejos simples. O lugar serve hoje como espaço administrativo e só é aberto ao público em visitas monitoradas.

Jardim

Inspirado nos famosos jardins do Palácio de Versailles, na França, o espaço externo do casarão é de encher os olhos dos visitantes e de quem passa pela calçada na Paulista. Centenas de rosas de cores e tamanhos variados costumam florescer na primavera e no verão, por isso o lugar ganhou o apelido de Casa das Rosas. Hoje, um grande prédio comercial ocupa parte do terreno que antigamente era todo destinado ao jardim, dando fundos para a Alameda Santos. A garagem chegou dar lugar a um café, fechado no momento e com reabertura prevista para agosto de 2008.


Quem foi Ramos de Azevedo?

Um dos grandes nomes da arquitetura paulista, Francisco Ramos de Azevedo mudou a cara de São Paulo entre o fim do século XIX e o início do século XX. Com seu estilo eclético, que misturava padrões neoclássicos e neo-renascentistas, o arquiteto assinou obras que hoje são cartões-postais da capital como o Teatro Municipal, a Pinacoteca e o antigo Prédio dos Correios. Em parceria com o amigo Francisco de Paula Souza, fundou a Escola Politécnica. Ramos de Azevedo não pôde ver a Casa das Rosas concluída. Ele morreu sete anos antes e a obra foi assinada por Felisberto Ranzini.


Quem foi Haroldo de Campos?

Nascido em 19 de agosto de 1929, Haroldo Eurico Browne de Campos foi poeta, tradutor de poesia em várias línguas, ensaísta e crítico literário. Em 1952, fundou o Noigrandes, um grupo e uma revista, homônimos, que foram o embrião do movimento da poesia concreta. Haroldo dominava diversos idiomas e traduziu obras em inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, russo, hebraico, chinês e japonês. Nos anos 80, estudou hebraico e começou a traduzir textos bíblicos, que resultaram no livro Éden: um Tríptico Bíblico. Também traduziu na íntegra a Ilíada de Homero, do grego para o português. Já no fim da vida, ele trabalhou em transcrições de poemas em egípcio antigo. O poeta faleceu em 2003 e sua biblioteca particular foi doada à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.


Pensamento do dia...


"SORRIA, MESMO QUE SEJA UM SORRISO TRISTE.
PORQUE MAIS TRISTE QUE UM SORRISO TRISTE
É A TRISTEZA DE NÃO SABER SORRIR."

"A VIDA SÓ TEM SENTIDO SE FOR VIVIDA COM EMOÇÃO.
NÃO DESPERDICE-A COM LAMENTAÇÕES.
LEMBRE-SE QUE A FELICIDADE SE ESCONDE NAS COISAS SIMPLES, COMO O SOL, POR EXEMPLO.
ENTÃO, ABRA A JANELA DO SEU CORAÇÃO
E DEIXE A LUZ ENTRAR."


"SEJA FELIZ HOJE.
PORQUE O AMANHÃ PODE NEM EXISTIR."

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Se eu pudesse viver minha vida de novo


O relato abaixo foi escrito por uma pessoa que estava à beira da morte. É uma grande verdade, que deveria ser seguida por todos.

"Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais. Teria menos pressa e menos medo.

Daria valor secundário às coisas secundárias; na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. Seria muito mais alegre do que fui. Só na alegria existe vida. Manteria distâncias enormes das pessoas ciumentas e possessivas.

Seria mais espontâneo. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.

Seria mais ousado: a ousadia move o mundo. Iria a lugares onde nunca fui, comeria mais gelados e menos sopa. Teria menos problemas reais e nenhum imaginário.

Eu fui uma dessas pessoas que vivem preocupadamente cada minuto da sua vida; claro que tive momentos de alegria. Mas, se pudesse voltar a viver, tentaria ter somente bons momentos. A vida é feita disso: só de momentos, nunca percas ‘O agora’. Mesmo porque nada nos garante que estaremos vivos amanhã de manhã.

Eu era um desses que não ia a parte alguma sem um termómetro, um saco de água quente, um guarda-chuva ou um para-quedas; se voltasse a viver viajaria mais. Não levaria comigo nada que fosse apenas um fardo.

Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no início da Primavera e continuaria assim até ao final do Outono. Jamais experimentaria os sentimentos de culpa e ódio.

Teria amado mais a liberdade e teria mais amores do que tive. Viveria cada dia como se fosse um prémio. E como se fosse o último.

Daria mais voltas na minha rua; contemplaria mais amanheceres e brincaria muito mais do que brinquei. Teria descoberto mais cedo que só o prazer nos livra da loucura.

Tentaria uma coisa nova todos os dias, se tivesse outra vez uma vida pela frente. Mas como sabem, tenho 85 anos e sei que estou morrendo."


Pensamento do dia...

Se as coisas fossem perfeitas

Não existiriam lições de vida

Não haveriam arrependimentos

E nem descobertas...

Se tudo fosse perfeito

Mãos não se uniriam

E sonhos não seriam valorizados.

Se tudo fosse perfeito

Olhares não se completariam

E gestos passariam despercebidos.

Se tudo fosse perfeito

As lágrimas não existiriam

As palavras seriam perfeitas...

Se tudo fosse perfeito

Eu pularia no abismo

Sem medo da morte

Pois asas eu ganharia...

Se tudo fosse perfeito

Eu atravessaria o oceano

Sem medo de ser levada pelas ondas

Sem receio de me perder em suas profundezas.

Se tudo fosse perfeito

Dores não existiriam

E a cura não seria procurada...

Se tudo fosse perfeito

Não haveria a busca pela perfeição...

Nada é por acaso

Pois nem o destino

É Perfeito.


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Gente certinha demais me cansa

Há algo de enfadonho e perigoso nas pessoas muito certinhas. Naquelas cuja fala não tem graves nem agudos, só médios. Nas que nunca desafinam, e ficam sem saber dos acordes interessantes que podem existir entre uma dissonância e outra.

Pessoas retas demais, dessas que parecem ter quatro lados idênticos, não encaram uma curva do meio do caminho. Mas também jamais derrapam. O que poderia, de vez em quando, levá-las a lugares inesperadamente bons.

É preciso cuidado com pessoas que nunca gritam. Que jamais arriscam um palavrão. Um bom palavrão na hora certa é bálsamo para o coração em ebulição.

Levante a mão quem já foi assim.

Pessoas exageradamente arrumadas são viciadas no ton sur ton. Estão sempre a salvo, protegidas do erro. Contam com a aprovação do bando, mas acabam por se mesclar com qualquer fundo, qualquer estampa. Ficam invisíveis. E como geralmente não lembram onde puseram suas cabeças, precisam de alguém que as ajude a encontrá-las depois.

Dá vontade de suspirar ver sapato combinando com cinto. De desanimar de vez, se bolsa ou gravata entram no arranjo. Quem faz isso destoa é do mundo, incerto e múltiplo por definição.

Não existe graça alguma em quem não quis, ao menos uma vez na vida, morrer de amor. E não pode haver verdade em alguém que nunca contou uma mentirinha sequer.

Deve-se desconfiar de quem tem sala de estar igualzinha à da revista de decoração. De quem não tem pelo menos um armário bagunçado. De quem tem criança e não tem brinquedo espalhado pela casa. De quem faz tudo certo no trabalho.

Quem é assim, levante a mão. Se for capaz.

Divertido mesmo é quem divide, provoca, bota pra quebrar. Quem não vibra no uníssono do bom senso comum. Quem ama alto e chora mais alto ainda. Quem faz, todos os dias, alguma coisa de um jeito diferente.

Para ficar mais interessante (desde que não comprometa saúde, segurança ou sentimento dos outros), gente precisa ter, vez por outra, um quê de desatino, uma pitada de desequilíbrio, um desejo de contravenção, uma certa dose de malandragem. Senão, lá na frente, não terá valido a pena.

Agora, vamos lá. Levante a mão quem um dia quer ser assim.


Viagem pelo Mundo - Amsterdã

Viajar pela Europa é o sonho de quase todo mundo. E existem destinos realmente incríveis a se conhecer por lá. Vou postar alguns deles aqui, ok. O primeiro é Amsterdã, na Holanda.

Capital e centro nervoso da Holanda, com 735 mil habitantes, Amsterdã é a lendária cidade de canais (são 165), onde cada agrupamento de quarteirões é uma ilhota ligada à outra por charmosas pontes (1.281). Abriga alguns dos melhores museus da Europa, em especial das artes e da história do último século – por meio da qual testemunhou as guerras religiosas entre católicos e protestantes, a invasão nazista e a perseguição aos judeus.

Crítica dos absurdos fascísticos e do cerceamento à liberdade, compreende-se o surgimento de sua natureza cosmopolita, liberal, gay e eventualmente transgressora, capaz de chocar os viajantes mais desavisados. Ruas com prostitutas em vitrines, sex shops explodindo em néons, jovens fumando abertamente e uma idéia muitas vezes equivocada do uso livre de narcóticos fazem a imagem junkie de Amsterdã.

Mas existem outras dezenas de Amsterdãs: a mencionada dos museus, a das bicicletas, dos parques, das ruas de comércio, do mercado de flores, dos concertos, dos aconchegantes cafés. Seja como for, é uma das cidades mais encantadoras do continente europeu, mais contida no inverno, radiante no verão, uma visita imperdível, nem que seja por poucos dias para quem de fato planejou Paris ou Londres.


INFORMAÇÕES E SERVIÇO

Fuso horário - 4h a mais em relação a Brasília (5h no horário de verão)

Código do país - 0031

Código da cidade - 020

Telefone de emergência - 112 Polícia, Ambulância e Bombeiros

Site do país - www.holland.com

Site da cidade - www.visitamsterdam.nl

Idioma - Holandês (Dutch, inglês; Nederlands, holandês)

Horários - O comércio abre ter/sex geralmente entre 8h30/9h-18h, segundas 11h-13h/18h. Bancos ter/sex 9h-16h/17h, segundas a partir das 13h

Gorjetas - Se o serviço for legal, pode-se contribuir direto com o garçom com uns 10%. Se o atendimento não for bom, não se sinta constrangido em sair sem deixar nada

Feriados - Poucos: Ano-Novo, 30/abril (aniversário da Rainha) e Natal, mais alguns sem data definida, Páscoa, Dia da Liberação, Ascensão, Domingo e Segunda Pentecostal

Banco do Brasil - Stadhouderskade 2 1054 Amsterdã, fone (20) 524-1111, amsterdam@bb.com.br

Moeda - O euro substituiu o guilder.

Câmbio - Casas de câmbio de rua não cobram comissão e geralmente são a melhor opção

Custos - Não é um país barato, considerando transporte, acomodação e atrações, com uma boa economia você pode se virar com uns € 35 ao dia, ou com mais conforto a partir de € 60.

Informações turísticas - Um dos mais procurados é o VVV dentro da estação de trem, na plataforma 2 (suba a escada), aberto das 8h-20h, domingos 9h-17h. Na Stationsplein 10, em frente à estação, há um outro, das 9h-17h. Um terceiro fica na Leidsenplein 1, funcionando seg/qua 9h-17h e qui/sáb 9h-19h. Por fim, no aeroporto, diariamente 7h-22h, todos o dias. Mapas e bastante material disponível, mas não espere muita coisa de graça. Em albergues e hotéis você encontra de tempos em tempos revistas gratuitas com programação da cidade ou lista de serviços entre anúncios publicitários.

Para os que se planejarem, pode valer a pena o I Amsterdã Card, à venda nos VVVs. É um cartão que garante livre acesso aos transportes, entrada em vários museus (Rijksmuseum, Van Gogh, Museu Judaico, entre outros, mas não inclui o Anne Frank), excursão de barco, além de 25% de desconto em alguns restaurantes e outras atrações. Não é barato - € 31/24h, € 41/48h, € 51/72h -, mas, caso você realmente se programe, prevendo as atrações a visitar, vale.

Internet - Muitos EasyEverything, do tipo em que o custo do acesso varia conforme a lotação do local (em geral entre € 1-2/hora). Entre eles, na Damrak 33, na Reguliersbreestraat 22 e na Leidsestraat 24 (em cima da Free Record Shop). Mas a melhor barbada é na boa Biblioteca Pública, Prinsengracht 587, Internet grátis por 30min, eventualmente necessário reservar.

Assistência médica - Onze Lieve Vrouwe Gasthuis, Oosterpark 9, fone 599.9111, hospital público 24h, também atende quem se passou nos entorpecentes; em terra de Red Light District, para enfermidades sexuais, GG&GD, Groenburgwal 44, seg/sex 8h30-10h30 e 13h30-15h30, terças e quintas 7h-20h30, atendimento gratuito e anônimo.

Banheiros - Para os homens, existem mictórios públicos na rua, gratuitos, que tapam parcialmente a criatura (as partes que importam ao menos). É no mínimo engraçado. Para as mulheres e aos envergonhados, o melhor é usar museus, bares, estações, mas freqüentemente tendo que pagar algo entre € 0,25 e € 1, às vezes com uma senhora montando guarda na entrada com um pires na mão. (Do Guia da Europa)


Ser amigo é...


Há de se entender que os amigos não nos trazem só alegria. E esse é o maior desafio, aceitar que a amizade não é só pra horas boas.

Há de se aceitar que se pode ter amigos diferentes de nós, em raça, religião, temperamento, criação, cultura. Isso, na verdade, é importante porque nos permite aprender coisas novas.

Há de se saber que as regras principais da amizade são o respeito, a consideração, a tolerância e a humildade.

A consideração é um fator muito importate. Não adianta sermos tudo de bom para alguém e nos momentos mais delicados e necessários, não termos a consideração que se resume na atenção devida.

Espera-se mesmo que a amizade, como qualquer outro sentimento, seja uma via de mão dupla. Não existe a possibilidade de só darmos, sem jamais recebermos, e ainda assim sermos realizados nesse sentimento.

Não se trata de um "toma lá dá cá", mas se trata de um "eu me lembro quando eu precisei e você esteve comigo, portanto agora você precisa e eu estou aqui". E isso há de ser feito com um sorriso nos lábios e muito amor no coração.

A tolerância talvez seja a parte principal. Há de se entender que nenhum ser humano vive em total estado de bom humor a vida toda. Haverá dias em que os ânimos não estarão bons, o coração de um deles não estará bem. Isso sem contar que as pessoas em geral têm os mais diversos tipos de temperamentos e de atitudes.

Há de se saber que para se ter um amigo, alguns momentos desagradáveis dele teremos que suportar, passar por cima mesmo, ignorar, sabendo inclusive que ele em algum instante fará o mesmo por nós, se for amizade verdadeira o que ele sente.

Há de se saber aceitar e entender que a perfeição em termos de ser humano não existe. Cometemos todos, diversas vezes, falhas enormes. Nenhum de nós é o rei da verdade, nenhum de nós está certo o tempo todo. Em algum momento, o nosso amigo é que será a parte certa, e por mais que o nosso orgulho nos impeça de dizer, teremos que aceitar.

A humildade há de precisar estar presente sempre. Amigos que não convivem com isso, dificilmente conseguirão levar uma amizade avante. Há de se ter humildade pra dizer coisas simples como:

Eu não sei, você me ensina?

Eu não consigo, você me ajuda?

Eu não posso, tenho medo, você vai comigo?

Eu errei, me perdoa?

Eu me arrependi, você me desculpa?

Eu não fui fiel a você, me dá outra chance?

Eu disse o que não devia, você pode esquecer?

Eu ando negligenciando nossa amizade, você me permite recuperar esse tempo perdido?

Ser humilde numa amizade não significa se humilhar, significa provar ao outro o seu grau de importância na nossa vida.

Por fim, uma amizade há de ter altos e baixos. Sim, há de atravessar furacões, cair em abismos, se despedaçar... Mas se for amizade de verdade, há de voltar envolta em ferimentos, apoiada numa bengala, sangrando até ... E há de encontrar o seu companheiro com o curativo nas mãos, amor no coração e disposto a dar o perdão!

Ser amigo é todos os dias aprender alguma coisa nova. É sempre ter algo de que se arrepender por alguma coisa que se deixou de fazer.

Ser amigo é principalmente dividir uma emoção, saber acalentar um coração e deixá-lo voar pra longe de nós quando ele precisar.

Ser amigo é especialmente se recolher num cantinho e esperar esse coração voltar pra nós no momento que ele achar que é bom.


Pensamento do dia - Amizade distante


Meu pensamento do dia hoje vai para todos os amigos que estão longe. Longe dos olhos mais perto do coração.

AMIGOS

Estamos distantes

e ao mesmo tempo tão perto...

Mas a amizade que nos une

pode vencer todas as distâncias.

Ela é mais forte que o tempo.

Poderia atravessar a imensidão do espaço

e transcender os limites da vida.


Sim, como ela é forte.

Que perdure enquanto

nossas almas existirem...


Nada é mais valioso no mundo.

Quando penso em você,

fecho os olhos de saudade.

E tento, em vão, esconder minha tristeza.


Mas a amizade verdadeira

nem o tempo e nem a distância irão destruir.

Nem os nossos tolos erros e medos.

Pois ela é dura feito rocha,

e quente posto é chama.