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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Quando ela geme, é ele quem chega ao orgasmo


Estudo inglês indica que mulheres usam seus gemidos para acelerar o clímax masculino


O senso comum diz que, na hora do sexo, a mulher geme porque está prestes a chegar ao orgasmo. Respiração ofegante, palavras de incentivo e até gritinhos parecem indicar muito prazer. Pelo menos é desta forma que o momento do orgasmo é retratado nos filmes. Mas um estudo inglês publicado no periódico Archives of Sexual Behavior defende que a realidade não é bem assim. O gemido feminino seria um recurso de controle sobre a ejaculação do parceiro.

Participaram do estudo 71 mulheres sexualmente ativas, com idades entre 18 e 48 anos, e que declararam já terem alcançado o orgasmo pelo menos uma vez. Elas responderam um questionário sobre suas experiências com orgasmo e sobre os sons que emitiam durante o sexo: valiam tanto os gemidos quanto sussurros, palavras e frases faladas na hora da transa.

Apesar de os pesquisadores Gayle Brewer, da Universidade de Central Lancashire, e Colin A. Hendrie, da Universidade de Leeds, constatarem que é mais comum as mulheres chegarem ao orgasmo com masturbação, carícias e sexo oral, não é na fase das preliminares que elas gemem mais, e sim durante a penetração.

Oitenta por cento das mulheres participantes do estudo declararam gemer durante o sexo mesmo quando sabem que não estão nem perto do orgasmo. A conclusão dos pesquisadores é a seguinte: os gemidos e sussurros seriam usados para manipular o comportamento do parceiro e fazê-lo ejacular mais rápido. Satisfeitas ou não, 66% afirmaram que usam conscientemente os gemidos com a finalidade de acelerar a ejaculação do parceiro – falta de paciência, de tempo ou incômodo estão entre os motivos mais comuns.

Além disso, 92% delas disseram que sentem que a autoestima do homem fica fortalecida quando elas gemem durante o sexo, e 87% declararam que usam os gemidos com a finalidade de deixar o homem se sentindo bem na transa. Assim, contentando plenamente o parceiro na cama, elas estariam mais seguras na relação. Os pesquisadores encontraram um comportamento semelhante ao dos seres humanos nos macacos, que também têm a ejaculação relacionada à intensidade e velocidade dos sons que as macacas emitem enquanto os bichos cruzam. Tanto no mundo animal quanto entre os humanos, quando a fêmea geme, quem chega ao orgasmo é o macho.

(Fonte: IG)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sexo faz bem pra saúde


Cabelos brilhantes, pele sedosa, humor contagiante, alto astral. Para conseguir tudo isso, existe uma receita mágica: FAZER AMOR!!! Segundo a personal sexy trainer Fátima Mourah, um encontro de amor caliente pode ser capaz de realizar pequenos ou grandes milagres em sua autoestima, no trabalho, na saúde e até no relacionamento com o parceiro.

Viver o prazer da intimidade sexual intensamente é um dos caminhos para o bem-estar físico e emocional, afirmam com unanimidade sexólogos, psicólogos e médicos de diversas especialidades.


Veja alguns de seus benefícios:


- Pele e cabelos ficam mais bonitos. Os hormônios sexuais possuem receptores cutâneos que, quando estimulados fazem com que a pessoa tenha um melhor aproveitamento das substâncias que chegam à pele. A excitação física também eleva o nível do estrógeno, que ajuda a deixar o cabelo mais cheio e a dar à pele uma aparência sedosa.

- As rugas passam longe de você. O beijo na boca, daqueles de cinema, faz parte das preliminares sexuais, funciona como verdadeira ginástica facial. Beijar também movimenta os músculos do pescoço e fortalece a língua.

- Organismo jovem por mais tempo. O sexo regular é capaz de retardar em alguns anos o envelhecimento, já que a prática estimula a circulação e os batimentos cardíacos, levando mais sangue e substâncias nutritivas aos órgãos vitais, até mesmo para o cérebro. Segundo estudos realizados por cardiologistas norte-americanos, o sexo também reduz o risco de infarto e hipertensão, ou seja, prolonga a vida.

- Calorias muito bem gastas. Fazer sexo com freqüência também ajuda a emagrecer. Isso porque, a cada relação feita com capricho, ou seja, muito bem feita, dá para gastar cerca de 400 calorias, o mesmo que você gastaria pedalando durante uma hora.

- Menstruação sob controle. Os pesquisadores descobriram que a prática sexual ajuda a regularizar o ciclo menstrual feminino. Segundo os estudos, mulheres que fazem sexo toda a semana possuem ciclos mais previsíveis do que aquelas que transam com menor regularidade. Por causa disso, a fertilidade também aumenta, tornando mais fácil planejar o nascimento de um bebê ou controlar a ocorrência de uma gravidez indesejada.

- Autoestima elevada. Uma boa experiência sexual costuma melhorar muito a autoestima. De acordo com os psicólogos, pessoas bem resolvidas na cama costumam se dar bem também fora dela, ou seja, sentem-se mais seguras e confiantes para ir à luta em vários setores.

Obs.: Fátima Mourah é personal sexy trainer, professora de artes sensuais e autora dos livros “Sexo pra mulheres casadas” e “Sexo, amor e sedução”. Dá palestras e cursos de strip-tease, pompoarismo, pole dancing, como atingir o orgasmo e massagem erótica.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Dezenove mil formas de fazer sexo

Que sexo é uma das melhores coisas da vida, não se discute. Que ele é importante para a manutenção de uma relação, isso é sabido. Que faz bem para a saúde, melhora a circulação, a pele e o humor, isso também não é novidade.


Então o que temos de novo nessa área? Um estudo que está prestes a ser lançado no Brasil, realizado pelo psicanalista inglês Brett Kahr, promete escandalizar os mais conservadores. É que durante 5 anos, Kahr ouviu relatos sobre as fantasias e os desejos sexuais de mais de mil pessoas. Os temas, garante ele, vão muito além dos inocentes “apretechos” vendidos nas lojas de sex-shop.

A compilação das fantasias sexuais modernas está no livro Sexo e psique, que será lançado no final de julho no Brasil. Angelina Jolie está lá, assim como a cunhada, o vizinho, o vagão do trem, as trigêmeas... Confira na reportagem publicada pela Revista Época.


Espartilho, cinta-liga, máscaras. Eu e dois homens estranhos. Plateia? Não descarto, mas um lugar reservado talvez fosse melhor. Se houvesse uma segunda mulher, também seria uma bela experiência. Não acho que viraria lésbica por causa disso. Sem falar que o homem entre nós duas ficaria maluco. Uma travessura eu já fiz: um namorado me levou a um prostíbulo. Pedi permissão à dona, pagamos, me vesti a caráter e encenamos. Ele era meu cliente. Foi inesquecível. Acho que fantasio muito porque sou curiosa. Mas não conto nem para minhas melhores amigas. As pessoas são muito preconceituosas. Já me separei de um homem que não era criativo e não fazia nenhum esforço para realizar minhas fantasias. Ele dizia que não tinha, mas era mentira, claro. Todo mundo tem, mas a maioria esconde.


O relato acima, da paulistana Roberta, de 36 anos, advogada, ilustra uma certeza: o debate público sobre a sexualidade é cada vez mais natural, mas as fantasias sexuais permanecem tabu. Ela própria não quis se identificar. Os desejos secretos misturam prazer e dor, realização e sofrimento e embaraçam quem os experimenta. Por isso é raro ter um vislumbre desse pedaço da intimidade humana. Agora, porém, escancarou-se uma janela. Durante cinco anos, o psicanalista inglês Brett Kahr pesquisou fantasias sexuais. Coletou tantos relatos que ficou conhecido na Grã-Bretanha como “o homem das 19 mil fantasias sexuais”. Os depoimentos foram tomados no consultório, nas ruas e pela internet e depois organizados por temas e padrões. No livro Sexo e psique (Editora Best-Seller), que será lançado no Brasil no fim deste mês, Kahr transcreve mil relatos de homens e mulheres. Eles vão de vontades corriqueiras e totalmente realizáveis a transgressões ligadas a incesto, violência, escatologia e necrofilia. A estrutura lembra o famoso Relatório Hite (de 1976, atualizado em 2004), no qual a sexóloga Shere Hite expôs pela primeira vez e com total crueza os hábitos e as fantasias sexuais das mulheres americanas. Kahr sentou-se “numa ruela escondida de Londres, com um divã e cadeiras aconchegantes” e, como Hite, ouviu o que parecia inconfessável. Seu relato nos leva a um mundo de incestos e perversões que o dramaturgo Nélson Rodrigues, uma espécie de patrono da libido oculta brasileira, reconheceria de imediato como seu, ainda que os devaneios sejam ingleses.


“Existem dois tipos de fantasia: aquelas mais festivas, que revelamos com orgulho aos amigos de bar, e outras, que vêm das profundezas de nossa mente, que muitas vezes não revelamos nem aos companheiros ou muito menos a estes”, afirma. Para começar, explica Kahr, tais fantasias entranhadas na mente não têm nada a ver com o que somos na realidade. Cidadãos pacatos e civilizados podem simular violência sexual com a companheira e passar a vida sem fazer mal a uma mosca. Um homem heterossexual pode se excitar com a ideia de uma relação com outro homem e não por isso ter uma tendência homossexual. Uma mulher independente e bem-sucedida pode se imaginar submissa e humilhada sem deixar de ser o que é. Aquela que se imagina penetrando o marido com um pênis de borracha certamente não gostaria de vê-lo com outro homem. No livro, há uma paciente que fantasia ser torturada por Saddam Hussein, mas Kahr especula que ela fugiria se ele aparecesse perto dela – e não só porque ele está morto.


Kahr perguntou aos pesquisados por que eles fantasiam. As respostas mais comuns foram: as fantasias me ajudam a aliviar o tédio, me animam quando estou deprimido, me deixam fazer sexo com pessoas com quem eu não poderia fazer sexo, me permitem explorar pensamentos e atividades sexuais diferentes, s me ajudam a ficar excitado com meu(minha) parceiro(a). Alguns dizem que não conseguem se controlar: elas simplesmente surgem. Outros garantem preferir as fantasias ao ato sexual real. Segundo Kahr, homens e mulheres fantasiam igualmente, e a impressão generalizada de que há fantasias genuinamente femininas ou masculinas não se confirmou em seu trabalho. A publicitária mineira Carla, de 29 anos, acredita, porém, que, para as mulheres, as fantasias são ainda mais importantes.


Não ficamos excitadas de forma tão rápida e prática quanto os homens. Falar sobre isso, inventar situações na hora do sexo é sempre bom. Já transei usando apenas botas, criando um clima sensual. Também fantasio sobre lugares públicos, como o elevador, a praia. Pensar nisso funciona como uma bela preliminar.


Algumas fantasias existem desde sempre, mas os tempos modernos trouxeram – além de liberdade de praticá-las – novos ingredientes para a imaginação. Um deles é o sexo virtual. Um grande número de pessoas pesquisadas por Kahr disse se excitar mais com a sugestão do sexo pela internet, por meio de texto ou vídeo, do que com o contato físico. Outra inovação é a diversidade de celebridades que aparecem nas fantasias dos britânicos. Da realeza aos usuais Brad Pitt e Angelina Jolie, eles povoam a imaginação sexual dos entrevistados – mas numa frequência menor que o volume de informações que temos sobre eles sugeriria. A colega de trabalho ou o vizinho estão mais presentes nas fantasias que qualquer famoso. Ou a família, como no caso do dentista carioca Fábio, de 41 anos, casado há sete:


Penso sempre em ter relações com minha cunhada. Fazer sexo com a irmã da própria mulher deve remontar a alguma ascendência primata, em que um único macho alfa copulava com as fêmeas do bando. Como não dá para realizar, me satisfaço vendo furtivamente pedacinhos daquela moça proibida entre camisolas larguinhas num domingo de manhã. Já dá o que pensar.


A impossibilidade engrandece a fantasia. É o que diz a sexóloga carioca Regina Navarro Lins, que trabalha com o tema em suas pesquisas pela internet: “O conceito de fantasia é extremamente amplo. Há quem considere fantasia aquilo que não pode passar do desejo. Outros correm atrás da realização”. Ela diz que a fantasia do momento é o sexo a três. Homens preferem com duas parceiras. Mulheres gostariam de experimentar variações. “Na pesquisa que fiz com 1.634 internautas, 80% disseram que fantasiam com o ménage à trois. E quase 30% já haviam realizado, o que é um número bem alto”, diz.


Num dos últimos capítulos do livro, Kahr responde a perguntas práticas. As fantasias devem ser compartilhadas? Seria recomendável encenar ou realizar as fantasias com nossos parceiros? A tudo, afirma que não há respostas definitivas. “Não há limites para o que podemos imaginar e desejar no campo sexual”, diz. O psicanalista diz que desbravar o tema foi para ele um verdadeiro trabalho de antropologia: “Foi como se eu esbarrasse numa tribo distante e isolada, esperando que, através da minha jornada de pesquisas, eu chegasse a uma ideia do que constitui a sexualidade humana. Mas, se as fantasias são boas ou más, posso dizer apenas que podem nos levar a orgasmos mais potentes”.

Fonte Revista Época