quarta-feira, 13 de maio de 2009

Só rindo mesmo...

ALGUMAS SITUAÇÕES SÃO TÃO RIDÍCULAS E SURREAIS,
QUE SÓ MESMO DANDO MUITA GARGALHADA...


Amigos são estradas

Certos amigos são indispensáveis,
simples como aquela estradinha de terra no interior,
onde do alto da colina podemos avistá-la inteirinha;
sabemos onde podemos ir e onde podemos chegar,
são transparentes e confiáveis.

Outros, acabaram de chegar,
como estradas que só conhecemos pelo Guia,
e vamos nos aventurando sem saber muito bem seus limites;
é um caminho desconhecido,
mas que sempre vale a pena trilhar.

Tem amigos que lembram aquelas estradas vicinais,
que pouco usamos, pouco vemos,
mas sabemos que quando precisarmos, ela estará lá,
poderemos passar e cortar caminho;
mesmo distante, estão sempre em nossa memória.

Por certo, também existem amigos que, infelizmente,
lembram aquelas estradas maravilhosas,
com pistas largas e asfalto sempre novo,
mas que enganam o motorista,
pois são cheias de curvas perigosas,
e quando você menos espera...
é traido pela confiança excessiva.

E existem amigos que são como aquelas estradas
que desapareceram, não existem mais,
mas que sempre ligam a nossa emoção até a saudade;
saudade de uma paisagem, um pedaço daquela estrada,
que deixou marcas profundas em nosso coração.
Foram, mas ficaram impregnados em nossa alma.

E na viagem da vida, que pode ser longa ou curta
amigos são mais do que estradas,
são placas que indicam a direção,
e naqueles momentos em que mais precisamos,
por vezes são o nosso próprio chão.

(autor desconhecido)


PS: Queria agradecer a todos aqueles que direta ou indiretamente ajudam a tornar a minha vida mais feliz: os meus AMIGOS. Amo vocês de todo o meu coração...

Recordar é viver

Tem coisa mais gostosa do que recordar um passado maravilhoso??? 
Hoje passei a tarde toda conversando no msn com dois grandes e queridos amigos da época da faculdade (o trabalho tava sussu então deu, mas isso é raro): GABI E FAFA. 

Demos muita risada relembrando as nossas artes. Sim, porque nós éramos terríveis. A gente não tinha dó, tocava o puteiro mesmo. Os professores tinham medo da gente. Isso quando aparecíamos na aula, né... Porque quase sempre estávamos em algum canto enchendo a lata. 

Um vez, tomamos um porre de Miolo (vinho), que até hoje não bebo mais essa marca de vinho.Peguei trauma!!! Numa outra, fui "meio altinha" fazer uma prova de Informática - eu odiava essa matéria, não entendia nada e tinha aversão a computador (acreditem, eu já odiei computador um dia) -, mas baixou um espírito em mim na hora e tirei nota 10. Daquele dia em diante, passei a acreditar no poder do álcool como libertador dos nossos medos e traumas...rs.

Mas são tantas as histórias, que encheriam várias e várias páginas desse blog. Olha a gente aqui embaixo. A lindinha de rosa é a Érika, outra fofa da época. 

Gente, obrigada por me fazer rir tanto. Tava mesmo precisando disso. Amo demais vocês...

Niver da Gabi-2005: Márcia, Érika, Fabrício e Gabriela
Obs: não perguntem que cabelo é esse... prefiro não comentar...rs



Perdoar...

Por que é tão difícil perdoar? Você já se perguntou isso? 

Eu já, e muitas vezes. Sabemos, como nenhum outro animal, magoar o nosso semelhante. Somos, muitas e muitas vezes, ingratos e desrespeitosos, falamos coisas que ferem e agridem àqueles que nos rodeiam. Algumas vezes, reconhecemos nosso erro e formalizamos um simples pedido de desculpas (nem sempre de perdão), os mais civilizados, é claro, porque é comum dar as costas ao ser ofendido e fingir que nada aconteceu.  

Por outro lado, quando somos ofendidos, temos uma grande dificuldade em ouvir e aceitar as desculpas de quem nos magoou. Somos incapazes, na maioria dos casos, de abrir a mente e o coração para o outro. Arrumamos todo tipo de justificativa para isso, dizemos que fomos humilhados, ofendidos e, até mesmo, feridos de morte. E procuramos o caminho mais fácil para se livrar da dor: o esquecimento.  

Ao adotar esse tipo de postura, não nos damos conta de que estamos prejudicando ainda mais nossa integridade física e mental, já que esquecer nem sempre é o remédio certo para curar a mágoa. Perdoar, sim, é o caminho para alcançar a cura interna. O perdão pode não mudar o passado, mas certamente ajudará a construir um futuro mais leve, sem tantas neuroses. 

Segundo o dicionário Michaelis), a palavra perdão significa “conceder perdão, absorver, remitir (culpa, dívida, pena, etc), desculpar e poupar-se”. Sim! O ato de perdoar envolve tudo isso e ainda muito mais. Pesquisas e estudos vêm sendo desenvolvidos nesses últimos anos para mostrar e comprovar o poder e os benefícios do perdão.

Pesquisas e estudos vêm comprovando os benefícios, tanto mentais quanto físicos, do ato de perdoar. Porém, não é justo dizer que somente agora o mundo está se dando conta do poder do perdão. No aspecto científico, talvez, mas crença e religiões já pregam a importância do perdão há muitos e muitos anos, principalmente como um ato importante para a saúde do espírito.

No ano passado, o Hope College, em Michigan, EUA, realizou uma experiência com 71 voluntários. Nela, foi pedido a eles que se lembrassem de alguma ferida antiga, algo que os tivesse feito sofrer. Nesse instante, foi registrado o aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da tensão muscular, reações idênticas às que ocorrem quando as pessoas sentem raiva. E quando foi pedido que eles se imaginassem entendendo e perdoando as pessoas que lhes haviam feito mal, eles se mostraram mais calmos, e com pressão e batimentos menores.

A questão principal, porém, é que o ato de perdoar não é uma das tarefas mais fáceis para nós, seres humanos. Tribos, sociedades, países, famílias e amigos já travaram e ainda travam batalhas, e verdadeiras guerras, por causa de diferenças entre as pessoas, ou devido a algum ato que desagradasse ou prejudicasse, espalhando pelo mundo ainda mais rancor e nem um pouco de paz. Mas o perdão não é impossível, nem mesmo nos casos mais graves, como vem tentando comprovar o Dr. Fred Luskin, autor de O Poder do Perdão e especialista em aconselhamento clínico e psicologia da saúde pela universidade de Stanford. 

Após ter sido muito magoado por um grande amigo, Luskin conseguiu, sozinho, achar uma forma de perdoar-lhe, e quis investigar se a sua técnica funcionaria com outras pessoas em casos semelhantes ou em casos mais graves. E desde então, deu início a suas pesquisas.

Em 1999, ele criou o projeto da Universidade de Stanford para o Perdão, tendo combinado em sua pesquisa dissertativa uma técnica psicoterapêutica, focada na emotividade racional, com alguns estudos sobre o impacto das emoções negativas, como raiva, magoa e ressentimento no sistema cardíaco.  

Suas técnicas foram aplicadas em várias experiências, sendo uma delas com dois grupos de pessoas que foram atingidas pelos conflitos entre protestantes e católicos, na Irlanda: um grupo, de mães que tiveram seus filhos mortos; outro, de homens e mulheres que perderam algum parente. Para esse projeto, Luskin contou com a cooperação de Carl Thoreses, PhD em Psicologia, e contou com o apoio de uma militante irlandesa que há trinta anos trabalha pela paz em seu país.

Os participantes foram separados em grupos experimentais e supervisionados, e passaram seis semanas tendo aulas sobre as técnicas de perdão de Luskin. Os primeiros resultados, segundo Thoresen, indicaram que os participantes apresentavam redução do nível de estresse, viam-se menos irados e mais confiantes de que, no futuro, eles perdoariam mais e mais facilmente. Além disso, o estudo mostrou que o perdão pode promover uma melhora na saúde física, pois esse grupo de pessoas apresentou uma diminuição significante em sintomas como dores no peito, na coluna, náuseas, dores de cabeça, insônia e perda de apetite. 

Luskin e Thoresen afirmam que essa melhora psicológica e física persiste por pelo menos quatro meses; em alguns casos, ao longo desses quatro meses, a melhora continua a progredir.   Luskin descreve o perdão como sendo uma forma de se atingir a calma e a paz, tanto com o outro quanto consigo mesmo. A terapia que ele propõe encoraja as pessoas a terem maior responsabilidade sobre suas emoções e ações, e serem mais realistas sobre os desafios e quedas de suas vidas.

Em O Poder do Perdão, ele explica o processo de formação de uma mágoa e demonstra como tal fato possui um efeito paralisante na vida das pessoas, baseando suas afirmações em investigações e pesquisas, principalmente em seu Projeto da Universidade de Stanford para o Perdão. Por meio de nove etapas, o autor ensina a sua técnica de perdão.


OS NOVE PASSOS DO PERDÃO - Segundo Fred Luskin 

1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança; 

2. Compromete-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber sua decisão; 

3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz; 

4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofra agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu há dois minutos ou há dez anos; 

5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismos de seu corpo; 

6. Desista de esperar, de outras pessoas ou de sua vida, por coisas que não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que você tem para sua saúde ou para o seu comportamento e dos outros. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém, você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o pode de fazê-las acontecer; 

7. Coloque sua energia em tentar alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja o de experiências que o feriram. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus fins; 

8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a buscar o amor, a beleza e a bondade ao seu redor; 

9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heróica que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar.


O Poder do Perdão 
Dr. Fred Luskin 
W11 Editores
Site: www.learningtoforgive.com  
(Fonte: Revista Sexto Sentido)



BOM DIA!


QUE SEU DIA SEJA REPLETO DE COISAS BOAS E SORRISOS LARGOS...

terça-feira, 12 de maio de 2009

A preguiça...

ENTÃO TÁ, NÉ...

SEI LÁ...



SE VOCÊ NÃO SABE, COMO EU VOU SABER?


DA MINHA INFÂNCIA...
DO MEU PAI...
DOS AMIGOS DA ESCOLA...
DE BRINCAR NA RUA...
DOS LUGARES POR ONDE PASSEI...
DAS ANGÚSTIAS DA ADOLESCÊNCIA...
DOS BEIJOS ROUBADOS...
DAS CARÍCIAS PROÍBIDAS...
DOS AMORES PERDIDOS...
DO DOCE DE AMENDOIM DA MINHA MÃE...
DO MEU CACHORRO QUE SE FOI...
DAS PESSOAS QUE ESTÃO LONGE...
DAQUELA BONECA DE PANO...
DO BALANÇO DE MADEIRA...
DE JOGAR QUEIMADA NO FIM DA TARDE...
DOS BAILINHOS DE FUNDO DE QUINTAL...
DAQUELA MÚSICA ANTIGA...
DAQUELE FILME DE AMOR...
DAS HORAS FELIZES...
DA PRAIA...
DAS MATINÊS DE CARNAVAL...
DAS RISADAS DESCONTROLADAS...
DE NÃO FAZER NADA E AINDA FICAR CANSADA...

QUE SAUDADE DAS COISAS BOAS DA VIDA. 
DAQUELE TEMPO EM QUE A GENTE ERA FELIZ POR TÃO POUCO...



Hoje eu tô me sentindo assim...



DE CABEÇA PRA BAIXO...



Vergonha na cara II


Gente, eu continuo indignada com algumas coisas que vejo nesse tal de Orkut.

Eu já falei aqui dos perfis falsos, os chamados "fakes"; das exibicionistas que adoram expor fotos de lingerie; daqueles que usam a ferramenta apenas para "azarar" ou "causar", como dizem por aí. Mas hoje quero falar de outra coisa, de gente que acende uma vela a Deus e outra ao diabo.
Algumas pessoas enchem o perfil de frases exaltando Deus, Jesus Cristo, os anjos e todos os santos. Escrevem lá coisas bonitas, frases de efeito, se autoproclamam adoradores do Senhor e por aí vai. Mas, ao fazermos uma análise mais criteriosa do tal perfil, damos de cara com comunidades nada ortodoxas ou cristãs, tipo "Eu tenho a pegada", "Eu adoro homem/mulher safado/a", "Eu sou gostosa", "Traz a mangueira que eu tô pegando fogo", entre outras. Eu sei que o Orkut é individual e que cada um faz do seu o que bem entender. Porém, o que me indigna, mais uma vez, é a falsa moral.

Outra dia, meio que sem querer querendo (a curiosidade é foda), eu acessei um desses perfis de falsa-beata. Numa primeira leitura, fiquei tão tocada com os dizeres que pensei até em indicá-la para ser canonizada. Mas qual não foi minha surpresa ao olhar do lado superior esquerdo (onde aparecem as janelinhas dos amigos, na tela principal) e dar de cara com uma mulher de quatro, com a buzanfa de fora e uma calcinha vermelha fio dental atolada.

Lógico que eu fui dar uma espiadinha no orkut da tal mocinha buzanfuda. Era um perfil pornô cheio de fotos e vídeos de sexo. Lógico, também, que eu não acessei nenhum link, né... não sou louca a esse ponto. Essas coisas estão infestadas de vírus.

Agora, falando sério... Como alguém que fala em nome de Deus e de Jesus pode ter em seu perfil, como amigo, alguém que explora pornografia. Alguma coisa tá errada... Só pode...

Eu não sou contra pornografia, desde que respeite princípios como não explorar menores de idade ou situações de desrespeito ao ser humano. Acho, até, que se utilizada em momentos propícios, ela é bem boa e ajuda a apimentar o sexo.

Agora, meus caros, peraí... Misturar pornografia com Deus não dá, né...

Me poupem.... Tá faltando vergonha na cara neste mundo!


Meus medos...



Eu também tenho meus medos...
Sou feita de carne e osso e emoções.
Às vezes penso que mais de emoções do que de matéria.
Minha alma é como a ave que migra para sobreviver ao inverno rigoroso.
Não gosto mesmice, por isso não paro. Sou como o vento que muda a direção para descobrir outros horizontes.
Sou como as ondas do mar, que viajam quilômetros para chegar à praia. Mas engana-se quem pensa que ali elas morrem. Elas apenas retornam ao ponto de partida, para, então, começar novamente a longa viagem.
Sou como o velho andarilho, que acostumado à liberdade, não fixa pouso.
Mas também sou feita de sonhos e medos. Sonhos que alimentam meu espírito aventureiro e medos que aterrorizam minha mente inquieta.
Sim... Eu tenho medo! Medo da noite escura, da velhice, da solidão, da ingratidão, da mentira, do caos, do falta de misericórdia, da prepotência, do abismo, da morte...
Tenho medo sim, pois até a mais forte das rochas pode um dia se partir.



MEDO - O GRANDE INIMIGO 

Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos.

Um menino pode ficar paralisado pelo medo quando lhes dizem que há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo. O medo na mente do menino foi tão real como se houvesse de fato um homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma, a maioria dos seus medos não têm base na realidade. Constitui apenas um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.

Ralph Waldo Elerson, filósofo e poeta, disse: Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa.

Quando você afirma positivamente que vai dominar seus receios e chega a uma decisão definitiva em sua mente consciente, liberta o poder do subconsciente, que flui em resposta à natureza do seu pensamento.

Vou descrever agora um processo e uma técnica que ensino há muitos anos. Funciona como um encantamento. Tente-o!

Suponha que você tem medo da água, de montanhas, de uma entrevista, do público ou de lugares fechados.

Se você tem medo de nadar, comece agora a sentar-se tranqüilamente durante uns cinco a dez minutos, três a quatro vezes por dia, e imagine que está nadando. É uma experiência subjetiva. Mentalmente você está se projetando como se estivesse dentro d’água. Você sente a friagem da água e o movimento de seus braços e pernas. É tudo tão real e vívido, constituindo uma alegre atividade da mente. Não é um devaneio inútil, pois você sabe que está experimentando em sua imaginação o que depois se desenvolverá em sua mente consciente. Você será compelido a expressar a imagem da representação do quadro que imprimiu em sua mente mais profunda. Essa é a lei do subconsciente.

Você pode aplicar a mesma técnica se tem medo de montanhas ou de lugares altos. Imagine que está escalando uma montanha, sinta a realidade desse ato, aprecie o cenário, sabendo que, fazendo-o mentalmente, o fará depois fisicamente com facilidade e segurança.

Você nasceu apenas com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os seus outros medos são adquiridos. Livre-se deles.

O medo normal é bom, o medo anormal é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo acarreta o medo anormal, obsessões e complexos. Temer alguma coisa persistentemente provoca um sentimento de pânico e terror. Você pode superar o medo anormal quando sabe que o poder do seu subconsciente pode mudar os condicionamentos e realizar os desejos acalentados por seu coração. Dedique sua atenção e devote-se, imediatamente, ao seu desejo, que é o oposto do seu medo. Este é o amor que expulsa o medo. Enfrente seus temores, traga-os à luz da razão. Aprenda a sorrir dos seus temores. Esse é o melhor remédio.

Texto extraído de:
O Poder do Subconsciente
Dr. Joseph Murphy



Gratidão



Você já disse obrigado hoje?
Pois deveria....

A gratidão é uma virtude que precisa ser cultivada e desenvolvida continuamente. Precisa se tornar um hábito diário. Muitas vezes não nos lembramos de agradecer e apenas reclamamos.

Em vez de se lastimar, mude essa atitude de vítima para uma atitude positiva, agradecendo desde que abre os olhos de manhã até a hora de dormir. Ao fazer isso você abre seu coração, abre seu entendimento para descobrir quantas bênçãos pequenas e grandes você recebe a cada dia. Desse modo, você passa a perceber as bênçãos "invisíveis" que nem tinha notado. Passa a sentir como foi protegido, amparado, ajudado tantas e tantas vezes.

O sentimento de gratidão nos liberta da preocupação e nos acalma. Ao agradecer, nosso coração descansa, nossa mente se aquieta, relaxamos mais, dormimos melhor e ficamos livres de tantas tensões da vida moderna.

A gratidão cura as doenças psicossomáticas e crônicas. Cura as dores da alma como a depressão, a tristeza, a solidão, melancolia, a baixa-estima, insônia e ansiedade.

Lembre-se sempre de demonstrar sua sincera gratidão a todos que o ajudam. Expressar gratidão é uma força poderosa; é um atributo natural da mente voltada para a prosperidade.

Ao desenvolver esse hábito de agradecer você aciona a energia curativa do universo e muda as circunstâncias e o ambiente ao seu redor.

É importante recordar-se de agradecer. Existem maneiras concretas de nos ajudar a lembrar de agradecer, como escrever bilhetinhos e espalhá-los onde possamos ler ou escrever um diário contemplando as graças recebidas.

E mentalmente, repita, várias vezes ao dia: Obrigado, obrigado, obrigado Deus. Experimente isto e sinta como você fica mais calmo, completo e feliz.

Sinta também como a prática da meditação e o relaxamento naturalmente tornam o coração agradecido, porque purificam os padrões mentais, limpam a mente das emoções e sentimentos negativos que lhe impediam de sentir gratidão.

Torne-se sensível às belezas da natureza. Desperte sua percepção para observar mais a beleza do mar, das montanhas, da vegetação, das flores, frutos e árvores, dos rios e cachoeiras. Deleite-se com o canto dos pássaros. Sinta carinho e respeito pelos animais. Agradeça a Deus pelo seu universo tão pleno de maravilhas.

Em vez de só reclamar e se focar nos defeitos e faltas, podemos ver o lado positivo. Quando não somos gratos, não somos capazes de sentir felicidade, porque ficamos focados no que não tivemos, no que não temos e achamos que nunca temos o suficiente.

Ao conquistar a virtude de ter um coração agradecido, você respeita a todos e ao mesmo tempo não perde seu discernimento. É o antídoto para o orgulho.

Por meio da gratidão você sintoniza com mais bênçãos divinas e atrai a boa sorte.

E lembre-se, também, de contar suas bênçãos. Lembre-se do tanto que há para agradecer:


Agradeça a Deus, a fonte divina de onde recebemos tudo; 
Agradeça a vida; 
Agradeça ao seu corpo e sua mente;
Agradeça a seus pais, filhos, parentes, amigos, a todas as pessoas e acontecimentos;
Lembre-se de todas as coisas boas de sua vida;
Permita que a gratidão dissolva seu cansaço, tristeza e karmas;
Permita que seu coração se torne suave e doce através da gratidão e experimente entusiasmo e tranqüilidade.


Até tu, Barbie???


É... o tempo é implacável, mesmo... passa pra todo mundo....rs.
Não perdoou nem a pobre Barbie,

(piadinha enviada pela Erika, uma amiga muito querida)


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Um ato de liberdade


Ontem assisti Um ato de liberdade (Defiance -título original). Baseado em fatos reais, o filme conta a triste história de um grupo de judeus que conseguiu sobreviver, escondido na floresta, aos ataques de Hitler.

O longa, ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, tem fotografia e figurino impecáveis. Quem comanda a história são os irmãos Bielski, Tuvia (Daniel Craig), Zus (Liev Schreiber) e o caçula Asael (Jamie Bell), fazendeiros judeus do interior da Bielorrúsia. Em 1941, depois que seus pais são assassinados pelo exército alemão, eles fogem para a floresta que conhecem desde pequeno. Apesar dos massacres provocados pelos nazistas, a cada novo dia, mais e mais judeus que conseguem fugir dos guetos se juntam ao grupo, que vai ganhando fama pela sua resistência e acaba virando uma comunidade que se ajuda com o objetivo comum de sobreviver.

Mas mesmo entre eles há divergências e disputas. Líder autoproclamado, Tuvia quer se vingar dos alemães sobrevivendo e salvando o máximo de vidas possíveis. Já Zus acredita na vingança armada, e parte para o combate armando emboscadas, até que finalmente se junta ao exército russo. E o próprio aumento do número de pessoas vivendo em conjunto - aliado ao frio e à fome causadas pelo rigoroso inverno local - causa rusgas entre os irmãos.

Duas cenas são fundamentais para entender um ponto importantíssimo ao filme: o ser humano é individualista, ganancioso e quando está em vantagem faz de tudo para aproveitá-la. Na primeira, judeus brigam entre si por comida. Na segunda, com um soldado alemão desarmado capturado, chega a hora da vingança. É a cena mais impressionante do filme e a forma como Tuvia reage ao que está acontecendo resume a essência humana.

Mas Um Ato de Liberdade sofre do mal da falta de identidade. Ao tentar ser tudo ao mesmo tempo e englobar do drama à ação, da selvageria à esperança, acaba se perdendo, transformando-se em apenas mais um bom filme.

Ficha técnica:
Gênero: Drama
Duração: 137 minutos
Diretor: Edward Zwick (Diamante de sangue)
Elenco: Daniel Craig, Liev Schreiber, Jamie Bell, Alexa Davalos, George MacKay, Allan Corduner, Mark Feuerstein, Tomas Arana, Jodhi May, Kate Fahy, Iddo Goldberg, Iben Hjejle, Martin Hancock, Ravil Isyanov, Jacek Koman

Tolerância Zero

Que Deus me perdoe, mas ando tão sem paciência para gente burra, lerda e mentirosa.

Eu até entendo que a burrice, muitas vezes, pode estar associada a alguma deficiência mental. O cabra pode, por exemplo, ter caído do berço ou ter sido vítima de meningite na infância e agora carrega uma idiotice crônica.

Da mesma forma, a lerdeza pode ser inerente ao estilo de vida da pessoa. Isso é muito comum em gente que não é muito acostumada a "pegar no batente", ou que passou a vida inteira embaixo das asas dos pais e agora demoram pra "pegar no tranco"...rs.

Já a mentira é inconcebível. É um sintoma clássico de falta de caráter.

E disso, meus amigos, eu tô fora! Quero distância!!!


5 perguntas sobre a genialidade

Alguns dos melhores cérebros da ciência têm se dedicado a estudar a inteligência humana. Suas pesquisas giram em torno das origens de nossa capacidade mental e de aproveitar esse potencial.

Algumas descobertas indicam que a capacidade mental depende muito das condições sociais e pode ser aprimorada com educação e, talvez, com exercícios. Só não espere nenhuma droga miraculosa para aumentar o poder do cérebro. O que dizem as investigações mais recentes:

1. O que é inteligência?
A questão é debatida desde 1904, quando o psicólogo inglês Charles Spearman, (1863-1945) se propôs a medir a inteligência. Ele demonstrou, por um método estatístico, que existem correlações entre os resultados de diferentes testes mentais feitos pela mesma pessoa. Essa relação poderia ser atribuída à capacidade mental dela. Em 1905, Alfred Binet desenvolveu um teste para medir esse fator que, depois de muitas modificações, resultou nos testes do quociente de inteligência (QI). Cem anos mais tarde, o fator g ainda traz muito assunto a ser discutido.

Certos pesquisadores fazem uma distinção entre tipos de inteligência. O psicólogo americano Robert Sternberg estabeleceu, empiricamente, a existência de três formas de inteligência que todos nós expressamos de forma mais ou menos pronunciada: a analítica (escolar), a criativa (capacidade de se adaptar à novidade), e a prática (capacidade de aplicar seus conhecimentos). O mais famoso defensor de várias inteligências é o psicólogo americano Howard Gardner.


2. A inteligência é inata ou adquirida?
“Se a hereditariedade define os limites da inteligência, o meio determina a abrangência desses limites.” Esta é a conclusão de Erik Turkheimer, professor de psicologia da universidade de Virginia, mundialmente reconhecido por suas pesquisas sobre a inteligência de gêmeos. Os primeiros estudos, conduzidos nos anos 90, mostraram que os resultados de QI obtidos por gêmeos verdadeiros, do mesmo genótipo, eram mais similares do que os dos gêmeos com DNA diferente. Isso confirmou a origem genética da inteligência.

Foi então que Erik Turkheimer pesquisou dados de 60 mil crianças, acompanhadas desde o seu nascimento até os oito anos de idade, grande parte de minorias étnicas e de famílias pobres. O QI deles foi medido aos sete anos. O resultado foi que, se o QI de gêmeos com pais abastados pode ser atribuído à genética, entre as famílias mais pobres, o quociente de gêmeos idênticos variava tanto como se fossem falsos gêmeos. Conclusão de Turkheimer: “Em um meio difícil, o potencial genético das crianças não tem oportunidade de se expressar plenamente. As famílias abonadas, por sua vez, podem dar o estímulo mental necessário aos genes para que construam o circuito cerebral da inteligência.” Isto significa que o dinheiro faz um bom lar? Não, responde o autor. “Ma é um fator importante que permite aos pais dedicar tempo e energia, e dispor de meios para estimular as crianças mentalmente.”

De acordo com a noção da inteligência herdada, outros estudos mostraram que o QI de crianças adotadas está mais próximo ao dos pais biológicos. No entanto, mais uma vez os pesquisadores, dentre os quais Michel Duyme, da Universidade de Montpellier, na França, revelaram parcialidade. As famílias pobres raras vezes estão em condições de adotar, assim, as investigações se concentraram apenas em famílias adotivas abastadas. Duyme tem compilado os dados de milhares de adoções na França e novamente o meio desempenhou o seu papel perturbador. As crianças de famílias abastadas passadas para famílias igualmente abonadas apresentaram um QI de 119,6 em média. Mas quando eram adotadas por famílias modestas, o QI médio caiu 12 pontos. E vice-versa. As crianças de famílias modestas acolhidas por uma família das mesmas condições apresentaram um QI de 92,4, enquanto que aquelas colocadas em uma família abastada o QI obtido se elevou para 103,6.


3. O QI de crianças carentes pode ser melhorado?
Sim. Se o ambiente é tão importante para o desabrochar dos potenciais genéticos da criança, então um enriquecimento de seu meio pode ajudá-la a melhorar. Craig T. Ramey, da Universidade de Georgetown, em Washington, apresentou os resultados de uma experiência de intervenção precoce junto a crianças depois de seu nascimento: o Abecedarian Project. Cento e onze crianças americanas provenientes de meios desfavorecidos, foram divididos em dois grupos e acompanhados durante 21 anos. Dos 0 aos 5 anos de idade, todos receberam uma alimentação ótima, o suporte dos serviços sociais e cuidados com a saúde. Em contrapartida, um só grupo foi beneficiado com atividades pré-escolares, 5 dias por semana, 50 semanas por ano, sob a forma de jogos, portanto, estimulando o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e, sobretudo, da linguagem. Resultado: aos 4 anos, 95% das crianças do grupo beneficiado atingiram valores de QI normal nesta idade contra apenas 45% do grupo controlado.

Esse efeito persistiu ao longo do tempo. Aos 15 anos, 48% do grupo sem assistência foi colocado em um curso de educação especializada, em comparação a 12% do grupo beneficiado. Aos 21 anos, os jovens beneficiados continuam apresentando pontos de QI mais altos do que os outros, como quando eram crianças. Além disso, cumpriram mais anos de estudo, conseguiram mais empregos em período integral, consomem menos drogas e sofrem menos de depressão. 

Craig Ramey obteve o mesmo resultado com um projeto similar visando crianças que nasceram prematuramente. Em um universo de 985 crianças, os testes de QI aos 3 anos mostram diferença entre um grupo que recebeu estímulos especiais e outro, que apenas teve cuidados de saúde.


4. Existe ginástica para o cérebro?
Pode ser. Michael Merzenich, neurobiólogo da Universidade da Califórnia, apresenta o resultado obtido com testes do programa de ginástica cerebral que sua sociedade, Posit Science, vende ao preço de 395 dólares. São programas de computador com atividades intelectuais. Dentre 182 usuários idosos, 93% viram sua capacidade cognitiva melhorar, segundo ele.

Timothy Salthouse, professor no Laboratório de Idade e Cognição, da Universidade de Virgínia, é mais comedido a respeito. Após uma revisão de testes similares conduzidos por seu laboratório e por outros, ele conclui: “Existem poucas provas científicas para confirmar que um suplemento de atividades estimulantes modifiquem a taxa de envelhecimento do cérebro.


5. Estamos ficando cada vez mais inteligentes?
Há um século, constata-se que nos países industrializados as gerações ganham três pontos de QI a cada dez anos. Essa é a conclusão de James Flynn, da Universidade de Otago (Nova Zelândia). Certos psicólogos alegam que esse fenômeno se deve à melhora da alimentação, outros, a uma elevação do nível de instrução.

Em abril de 2008, os pesquisadores Thomas W. Teasdale e David R. Owen publicaram os resultados de testes cognitivos feitos com jovens dinamarqueses por ocasião de sua incorporação no exército em 1988, 1998 e 2004. Resultado: os 25 mil recrutas de 1998 obtiveram um resultado 2 pontos superior ao dos 33 mil testados em 1988, seguindo a lógica de Flynn. Mas os 23 mil recrutas de 2004, em contraposição, atingiram um valor inferior aos de 1998, caindo para o nível de 1988.

Essa regressão foi igualmente observada nas fileiras norueguesas. Segundo Teasdale e Owen, esse recuo proviria de alterações do sistema educacional dinamarquês, que passou a ser menos dirigido à resolução de problemas lógicos e à rapidez. Eles também apontam como causa a integração de um maior número de imigrantes que - conforme mostram outros estudos - costumam obter resultados inferiores aos dos dinamarqueses natos. Mas como logo virá uma segunda geração de imigrantes igualando as condições, esse efeito sobre o efeito Flynn poderá se atenuar.

(Fonte: Revista Época)

A Bíblia não tem inspiração divina

Eu não gosto muito de falar sobre assuntos religiosos, principalmente porque a conversa acaba sempre enveredando para caminhos não muito harmônicos. Apesar disso, tenho a minha crença e respeito a dos outros. Porém, achei interessante a entrevista concedida pelo professor de estudos religiosos da Carolina do Norte, Bart Ehrman, à revista Época desta semana, na qual debate as contradições dos evangelhos bíblicos.

Apesar de não ser uma estudiosa da Bíblia, sempre vi contradições em seus textos. A maior delas diz respeito às inúmeras traduções feitas ao longo dos séculos, nas quais muitas coisas se perderam ou foram deturpadas pelos tradutores. Outra, é o fato de que os livros foram escritos muito tempo depois da morte de Jesus Cristo e, em alguns casos, por pessoas que não viveram a história. Aí eu pergunto: como garantir a integridade dos fatos se não estiveram presentes ou, ainda, passados tantos anos?

Diferentemente de mim, ou de algumas pessoas que conheçi, que adoram falar de coisas que não estudaram, Bart Ehrman cresceu em uma família religiosa e, quando adolescente, havia se tornado um evangélico fervoroso. O interesse pela Bíblia e por sua história o acompanhou a vida toda e hoje, após 35 anos de estudo, diz ter abandonado o Cristianismo por não acreditar que Deus poderia estar no “comando de um mundo cheio de dor e sofrimento”. 

O professor de estudos religiosos já escreveu 21 livros sobre religião, incluindo Verdade e Ficção em O Código Da Vinci, sobre o best-seller de Dan Brown, e O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? – Quem mudou a Bíblia e por quê, que figurou entre os mais vendidos na lista do jornal The New York Times. 

Agora, em sua última publicação, Jesus, Interrupted (ainda sem tradução), que será lançado no Brasil no segundo semestre, Ehrman tenta revelar as contradições da Bíblia, que provam, segundo ele, que o livro não foi enviado à humanidade por Deus. E afirma que apenas oito dos 27 livros no Novo Testamento foram escritos pelos autores aos quais são atribuídos.

Há trechos muito interessantes na entrevista, como o que ele fala sobre o fundamentalismo cristão, segundo o qual "uma pessoa só pode ser critã se acreditar totalmente na Bíblia"; ou qual o melhor caminho para se chegar a Deus: a Fé ou as boas ações; ou ainda sobre as discrepâncias da Bíblia sobre "quem foi Jesus Cristo". 

Veja abaixo a entrevista na íntegra:

Época – De um tempo para cá temos visto um crescimento do número de títulos com críticas às religiões. O que está motivando os leitores? 
Bart Ehrman – Há uma reação contra a direita conservadora do mundo religioso. Aqui nos Estados Unidos há vários líderes desse tipo que tiveram muita atenção da mídia por muito tempo, e as pessoas que estão do lado esquerdo deste espectro começaram a se incomodar. Muitos desses livros escritos por essas pessoas chamadas de "neo-ateístas" são uma representação deste movimento. 

Época – Alguns dos principais representantes do "neo-ateísmo" são Sam Harris e Richard Dawkins. Em um artigo recente da revista Time, o senhor reconheceu que compartilha leitores com eles. Mas o senhor se considera parte deste movimento? 
Ehrman – Não me considero um ateu e não acho que estou fazendo a mesma coisa que esses autores. Eles têm feito coisas boas, mas estão atacando a religião sem conhecer muito. Quando eu escrevo, faço isso como alguém que já esteve profundamente envolvido com a Cristandade, mas que agora a rejeitou. Por isso, a minha perspectiva é completamente diferente. 

Época – O que fez o senhor passar de um fiel cristão a um “agnóstico feliz”?
Ehrman – Fui criado na Igreja Protestante e fui um cristão muito ativo por vários anos. Mas eu deixei a cristandade não por conta dos meus estudos históricos sobre a Bíblia, mas por não conseguir mais acreditar que poderia haver um deus no comando deste mundo cheio de dor e sofrimento.

Época – Qual é o motivo de o livro se chamar Jesus, Interrupted [em tradução livre: Jesus, interrompido]? Quando e como ele foi interrompido? 
Ehrman – O título significa que há inúmeras vozes diferentes falando no Novo Testamento. São autores diferentes, que possuem pontos de vista diferentes e que, muitas vezes, são conflitantes. Com tantas vozes assim falando no mesmo livro, muitas vezes é impossível escutar a voz do Jesus histórico, porque ele foi interrompido por outras pessoas.

Época – E é possível definir qual é a maior contradição da Bíblia? 
Ehrman – São muitas discrepâncias, mas é possível destacar duas. O apóstolo Paulo, por exemplo, acha que a pessoa chega a Deus apenas pela fé, e não pelo que faz. No capítulo 24 de Mateus, no entanto, nós lemos que boas ações levam ao reino dos céus. Essas duas visões são excludentes em um assunto determinante, que é a salvação. Também há visões diferentes sobre quem era Jesus. No evangelho de João, Jesus é Deus, mas nos textos atribuídos a Marcos, Mateus e Lucas não há nada sobre isso. No evangelho de Mateus fica claro que ele acredita que Jesus é um ser humano, e que é o Messias. A Igreja acabou juntando essas duas visões, de que ele é humano e divino, e criou um conceito que não está escrito nem em João e nem em Mateus. 

Época – O senhor acha que essas discrepâncias fazem da Bíblia uma história falsa? 
Ehrman – Eu diria que os diferentes autores da Bíblia tem versões diferentes da história e por isso é errado tentar fazer com que eles digam a mesma coisa. Há muitos erros na Bíblia e, mais importante que isso, há diferentes pontos de vista teológicos e isso precisa ser reconhecido.

Época – Desde quando a Bíblia começou a ser questionada? De que maneira isso enfraquece a Cristandade?  
Ehrman – As pessoas só começaram a notar essas diferenças na época do Iluminismo, no século XVIII. Antes disso, os estudiosos da Bíblia eram teologicamente comprometidos com ela e não imaginavam que poderia haver erros. Essas descobertas são problemáticas especialmente para quem acredita que a Bíblia foi entregue a nós diretamente por Deus. Se isso ocorreu, por que não temos a Bíblia original? Por que temos apenas manuscritos escritos mais tarde e que não são iguais? Essas diferenças mostram que não existe um livro com inspiração divina que foi entregue a nós. 

Época – E como isso afeta especificamente a Igreja Católica? 
Ehrman – Existem estudiosos na Igreja Católica que concordam com quase tudo o que está escrito em Jesus, Interrupted. Mas na tradição católica a fé nunca foi sobre a Bíblia, mas sobre os ensinamentos da Igreja e sobre acreditar que Jesus é o filho de Deus. E isso não muda se a pessoa perceber ou não os erros da Bíblia. É bem diferente do fundamentalismo cristão que é tão poderoso onde eu vivo, no sul dos Estados Unidos. Aqui as pessoas acham que você só pode ser cristão se acreditar totalmente na Bíblia. 

Época – Alguns críticos do seu trabalho, especialmente o líder evangélico James White, dizem que você quer destruir a fé cristã. O que você acha disso? 
Ehrman – Estou tentando destruir o tipo de fé cristã de James White! (risos). Mas na verdade nada que eu faça pode destruir o Cristianismo. O problema é que há um certo tipo de fé cristã que diz que a Bíblia não tem erros e é infalível, e eu não concordo com isso. Eu não sou o único que pensa assim. As opiniões que estão descritas no meu livro são as mesmas da maioria dos estudiosos da Bíblia há muitas e muitas décadas, mas eles não costumam falar disso em público. Meu livro apenas pega o que os estudiosos dizem há muito tempo e torna disponível para os leitores normais. 

Época – Você recebeu muitas críticas de leitores por conta do livro? 
Ehrman – Recebi e-mails de pessoas bravas e sei que na internet há muita gente contrariada. Dizem que quero destruir sua fé, que sou o anti-Cristo. Mas a maior parte dos que escreve ficou grata pelo livro e feliz por eu ter dito essas coisas, já que suspeitavam desses erros, mas não tinham base teológica para questionar a Bíblia. 

(fonte Revista Época)

sábado, 9 de maio de 2009

SEXO AINDA É TABU


Eu fico impressionada como as pessoas ainda têm vergonha de falar abertamente sobre sexo. Algumas chegam ao ponto de mudar de assunto quando a conversa toma esse rumo. E não estou falando de papo entre homem e mulher, não. Algumas mulheres têm muita vergonha de discutir a sexualidade com as amigas, família, marido, etc. Homens também... A maioria leva sempre pro caminho da sacanagem. E, por incrível que possa parecer, existem alguns que pouco entendem do assunto. Pior... acham que mulher que fala abertamente sobre sexo não presta (pra não dizer outra coisa).

Eu tenho muita pena de quem pensa assim. Certamente são pessoas infelizes e incapazes de entender o verdadeiro significado do ato sexual para a vida. Quero deixar claro que não estou 
aqui discutindo as diversas formas de se praticar sexo. Mas sim o que o sexo, em si, promove no nosso organismo. 

Num ato sexual, sozinho ou a dois, ao se atingir o orgasmo são liberadas altas quantidade de hormônios sexuais (estrógeno na mulher e testosterona no homem). Entre outras coisas, essa alta hormonal é benéfica para o coração e para a pele (vide texto curiosidades, abaixo).

Dia desses a Dra. Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, estava sendo entrevistada pela jornalista Marília Gabriela, na GNT, e, entre outras coisas, falava de alguns dados apurados pela pesquisa Mosaico Brasil, que mapeou a importância do sexo na vida de homens e mulheres de todo o País.

A Dra. Carmita é hoje a maior sumidade no Brasil, e uma das maiores no mundo, sobre tema.Tive a felicidade de conhecê-la pessoalmente quando eu trabalhava na Pfizer, na época do lançamento do Viagra. Além de ser uma excelente médica, ela é uma pessoa muito bem resolvida nessa arte...rs. Acredite, quando indagada pela Gabi, no final da entrevista, sobre qual nota daria para o próprio desempenho sexual, ela não titubeou e mandou um 8. Que fique claro que ela está na casa dos 60 anos de idade...rs.

Bom, mas vamos nos ater ao que interessa. O estudo, que mapeou o comportamento sexual separado por estado, revelou dados interessantes da sexualidade do brasileiro e brasileira. Na capital paulista, por exemplo, o estudo ouviu 1.526 homens e mulheres com mais de 18 anos . Apesar de quase a totalidade desses entrevistados reponderem que o sexo é importante para a harmonia do casal (95,5% das mulheres e 96,9% dos homens), a qualidade não foi considerada tão importante assim. O desempenho sexual é uma preocupação frequente para 60,9% dos homens. Entretanto, menos da metade das paulistanas - 43,8% - está preocupada com seu próprio desempenho.

A pesquisa também detectou que as paulistanas acreditam que a atividade sexual só é menos importante do que ter uma alimentação saudável e tempo de convivência com a família. Para os homens paulistanos, o sexo cai para o 4º lugar em um
ranking de 10 itens, perdendo para alimentação saudável, tempo de convivência com a família e prática de exercícios físicos.

Para mais de 70% das mulheres e homens, a realização sexual depende de ambos os parceiros. Entre paulistanos e paulistanas que entendem sexo e afetividade como situações distintas, consideram-se realizados apenas no plano sexual (e não no plano afetivo) 16% dos homens e 7,9% das mulheres.

Quando questionados sobre o receio de decepcionar o parceiro na relação sexual, as mulheres são mais confiantes: 54,7% delas não têm medo de decepcionar na hora do sexo. Por outro lado, apenas 38,5% dos paulistanos não têm medo de decepcionar a parceira.

Mais da metade dos homens e mulheres da capital paulista declarou conversar com a família sobre sexo.

Pela pesquisa, entre sentir vontade de ter uma relação e abordar a parceira, 68,2% dos homens de São Paulo precisam de até 30 minutos. Entre as mulheres, o índice é de 53,9%.

Destaque para o percentual das mulheres paulistanas que abordam o parceiro – 83,8%. “Houve mudança de atitude da mulher nas últimas gerações, tanto que apenas pequena minoria diz não abordar um possível parceiro”, comentou Carmita.

Entre os paulistanos, 86,1% afirmam que a aparência da parceira é um fator importante para o estímulo sexual. Elas, por sua vez, concordam, mas nem tanto sobre a importância da aparência do companheiro – 71%. Os homens dizem ter três relações sexuais por semana, em média e as mulheres responderam ter duas.

Para homens e mulheres de São Paulo, em um mesmo encontro acontecem, em média, duas relações sexuais, com a segunda ocorrendo até uma hora depois da primeira (para 69,2% das mulheres e 73,8% dos homens). Cerca de 45% dos homens da cidade de São Paulo participantes do Mosaico Brasil conseguem “sempre” obter ereção e manter o pênis ereto em uma relação sexual.

Por outro lado, 46% dos entrevistados sinalizaram algumas falhas, mas disseram manter a ereção na maioria das vezes. Apresentam falha erétil freqüente ou sempre 9,3% dos paulistanos. Sendo que 55,3% deles têm algum grau de dificuldade de ereção (leve, moderada ou completa).

Quando perguntados sobre a reação de suas parceiras frente à falha de ereção, 34,8% dos homens paulistanos responderam nunca terem falhado. Essa porcentagem é semelhante nas respostas das mulheres: 33% das paulistanas afirmam que o parceiro “nunca” falhou.

Dentre os participantes que decidiram usar um medicamento para melhorar a ereção, 32,3% dos paulistanos não consultaram suas parceiras antes. Entre tanto, a pesquisa revela que as mulheres convivem bem com o uso: somente 8,1% das mulheres de São Paulo foram totalmente contra.

Diante da maioria desses dados, fica claro como o ser humano ainda está engatinhando nessa questão de sexualidade. Gente, SEXO é vida. Não há porque ter vergonha ou preconceito de fazê-lo. É preciso, sim, ter conciência do que se está fazendo e de onde se quer chegar. 

Consultar um especialista é o melhor caminho caso haja algum problema ou dificuldade com o sexo. Outra dica importante é nunca deixar de se previnir, seja contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSAs) - neste caso a camisinha é o mais indicado -, seja contra uma gravidez indesejada - exitem inúmeros métodos eficientes no mercado, como pílulas e DIL. 

No mais, vamos ao sexo. Faz bem pra pele, pra mente e pro corpo. 


CURIOSIDADE

Nas mulheres, o sexo faz bem para:    

O coração: durante a excitação, os batimentos ultrapassam 180 bpm!! O que resulta num bom exercício para o músculo cardíaco.
A pele: o prazer sexual favorece a produção de estrogênio (hormônio sexual feminino secretado pelos ovários) e do colágeno natural. Durante o ato sexual, a temperatura do corpo sobe havendo sudorese e afluxo de sangue para a superfície da pele que, mais irrigada e estimulada, resiste melhor ao envelhecimento.
Circulação: as artérias dilatam, provocando sensação de bem-estar, oxigenando mais o sangue, com efeito semelhante ao da prática esportiva.
Calorias: no sexo, bem quente, gasta-se, em média, 300 calorias. O equivalente a uma aula de ginástica.
Cólica menstrual: a liberação de endorfina propicia o equilíbrio hormonal, e torna a menstruação menos dolorosa, pois massageia indiretamente os órgãos internos.
Retarda o envelhecimento: o hormônio ocitocina, que inibe a ação de radicais livres e aceleram o envelhecimento, é liberado no ato sexual.
Estresse/Insônia: no sistema límbico ocorre uma descarga de endorfina responsável pela sensação de prazer, ajudando a afastar a insônia e o estresse.
Melhora o humor: o sexo prazeroso intensifica a ação das substâncias produzidas pelo cérebro, a serotonina e dopamina, provocando sensação de relaxamento e bom humor.
Diminuição da dor: as caricias estimulam os centros nervosos e estes estímulos chegam aos músculos. O opiáceo natural (espécie de anestésico), endorfina, pode diminuir a dor muscular.