segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Como você vai andar no céu?

Um homem sofreu um acidente fatal e morreu.

Chegando ao céu o porteiro lhe dá uma BMW e lhe diz:

- Você nunca traiu sua esposa na sua vida, portanto esse carro é pra você andar no céu.

O próximo ganhou um corsinha porque tinha traído só um pouquinho.

O outro ganhou um fusquinha porque tinha traído muito.

Em certo dia, o cara do fusquinha vê o da BMW parado no acostamento, puxando os cabelos, dando ponta pés no carro.

Então o do fusca foi consolá-lo:

- Você com um carrão desses, estressado desta maneira, e eu aqui com um fusca, feliz da vida. O que aconteceu?

Imediatamente o da BMW lhe responde:

- Minha mulher acabou de passar por aqui... a filha da puta tá andando de bicicleta!!!

(Piada enviada pela minha amiga Tainá)

Como educar aquela amiga "sem noção"

Todo mundo tem ou já teve aquela amiga divertida, inteligente e até boa companhia na maioria das vezes, mas que ficou popular no grupo pelo jeitão grosseiro e pelas gafes que comete. No começo, a mania inconveniente que ela tem de, por exemplo, soltar um palavrão no meio de uma conversa séria pode até arrancar boas risadas da turma. Mas se as situações se repetem e só a presença dela já te deixa envergonhada, é hora de tomar uma atitude.

Ocorre que chamar a atenção de alguém pela falta de educação e bom senso nunca é uma tarefa agradável e costuma ser adiada. Ninguém sabe exatamente como agir nessa situação "saia justa", para que o recado seja dado à amiga sem noção, de forma que ela não se ofenda.

Quanto mais amigas vocês forem, aliás, pior. Por isso, para ajudá-la a ter coragem de melhorar a imagem da sua amiga, sem correr o risco de esfriar a relação, as consultoras de etiqueta Sofia Rossi e Ligia Marques dão algumas dicas. Confira:

A amiga que aparece sem avisar ou ser convidada

Passa das 10 horas da noite, você está pronta para dormir, porque tem que levantar cedo no dia seguinte, e toca a campainha. Ou então você organiza uma reunião de amigos do colégio e sua amiga da faculdade resolve aparecer, mesmo sem ser convidada. O que fazer?

As consultoras são unânimes em dizer que você não é obrigada a receber uma visita inesperada. Mas sugerem que, especialmente no caso de uma festa, o ideal é deixar a visitante à vontade. Faça ela entrar e sirva uma bebida. Na hora em que sua amiga for embora, porém, seja sincera e diga que você prefere ser avisada da próxima vez. "É o seu direito solicitar que a pessoa tenha um pouco mais de bom senso e educação", explica Ligia.

Sofia acredita que, se precisar, pode falar sem rodeios e claramente que a amiga foi inconveniente. "Não invente desculpas para não cair em contradição depois", alerta. "Ela até pode não gostar do que vai ouvir, mas você não tem obrigação de receber ninguém quando não quer ou não está preparada para isso."

A colega de apartamento que é folgada

É muito difícil dividir as contas com alguém que não tem senso de responsabilidade ou, pior, que não sabe respeitar o espaço do outro. Por isso, antes de dividir o mesmo teto com alguém, procure saber quais são as suas manias e hábitos e, principalmente, e, juntos, estabeleçam regras.

Sofia enumera alguns itens a serem discutidos: "quem paga o quê, quem faz compras, quem cozinha, quem limpa a casa, se animais de estimação são permitidos ou não, em que volume escutar uma música, qual o tempo máximo no banho, qual o dia de receber a visita do namorado, entre outros. Tudo deve ser discutido e acertado antes".

Mas se mesmo assim ela desobedece as regras e não contribui com as compras ou as contas da casa ou deixa as roupas jogadas no chão, o melhor mesmo é dar uma bronca sincera. Ligia propõe que a amiga incomodada chame a colega para conversar e diga que isso é necessário para evitar que a convivência prejudique a amizade. De acordo com a especialista, as duas podem revelar as atitudes de uma e de outra que mais incomodam e chegar a um consenso.

Ela fala palavrão e arrota na mesa

Uma vez ou outra, dependendo do contexto, pode até passar. Mas, quando palavrões e arrotos fazem parte do comportamento natural da sua colega, é hora de terem uma conversa. Mostre-se incomodada com essas atitudes e, se precisar, diga que esse comportamento não é bem aceito por ninguém e que ela está prejudicando a própria imagem.

Ligia ressalta que muitas palavras que antes eram consideradas palavrão hoje "estão na boca de todos sem causar tanto horror". Contudo, o exagero deve ser evitado.

Mas atenção: se o arroto saiu sem querer, finja que não percebeu.

Ela gosta de falar da vida íntima sem pudores

Dividir algumas intimidades não faz mal a ninguém. É gostoso conversar com as amigas sobre o namorado, os paqueras, rir e chorar. Mas tudo tem limite, e alguns detalhes não interessam a ninguém - mesmo que tenha gente disposta a contar.

Ligia sugere, no meio das confidências sexuais de uma amiga mais empolgada, um aviso para mudarem de assunto, sempre em tom de brincadeira. Algo do tipo: "vamos pular os detalhes? Todos agradecem". Você dá o recado, sem parecer chata.

Amiga que te deixa sozinha na balada para paquerar

Você agenda uma noite para dançar, beber e rir com as amigas. No final, devido a imprevistos, acaba indo apenas você e mais uma amiga. Mas tudo bem, o importante é a companhia e a diversão. Só que dez minutos depois de entrarem na casa noturna, você olha para o lado e não acha mais a sua companheira, que está do outro lado da pista flertando com um rapaz. E agora?

Algumas pessoas não se importam com esse comportamento, mas, se você é uma das que acham a atitude absurda, a dica é tentar curtir a festa sozinha ou voltar para casa se não estiver à vontade. No dia seguinte, diga que não gostou de ser deixada de lado e que, provavelmente, nunca mais sairão só as duas.

Aquela que pega roupa emprestada sem pedir

É comum ter uma amiga que é do seu tamanho, coincidentemente tem o mesmo gosto que você para roupas e, adivinhe, foi convidada para uma festa ideal para estrear aquele casaco novo que você comprou. Emprestar roupa uma vez ou outra para uma amiga não é o problema. A "saia-justa" ocorre quando ela começa a pegar suas roupas sem pedir ou simplesmente não as devolve mais?

A ordem, então, é cobrar, educadamente. "Você já usou aquele vestido que te emprestei no mês passado? Será que poderia me devolver, porque eu gostaria de emprestá-lo a uma outra amiga?", sugere Ligia.

Para Sofia, é uma questão de respeito ao próximo e é preciso falar na hora. Lembrando sempre que, ao devolver algo emprestado, temos que devolver no estado em que pegamos. "Quebrou, rasgou, arranhou? Compre outro e peça desculpas a quem lhe emprestou", acrescenta.

A muy amiga que dá em cima do seu namorado

Pode ser algo que ela comentou com você, ou que ele te contou, ou algo que os outros estão fofocando ou, pior, algo que você mesma viu e ouviu. Não importa qual seja o caso, o importante é checar essa história e procurar saber o que exatamente ocorreu.

Sofia indica analisar a situação e ouvir o que o namorado e a amiga têm a dizer. Uma dica é conversar com ambos, mas separadamente. Se foi ela quem se insinuou, chame-a em um canto e diga que a situação não agradou. Aceite as suas desculpas, mas fique esperta.

A consultora Ligia acredita que não dá para pegar leve num caso como esse, mas recomenda manter a calma e a classe. "Afaste-se da garota o quanto antes e diga que esse tipo de investida a faz parecer bastante vulgar."

Sempre liga no pior horário

Pessoas com quem temos intimidade sentem-se à vontade para ligar dia ou noite, em qualquer horário. Tudo bem, até damos essa brecha para alguns amigos mais íntimos, mas nem todos são bem-vindos ao telefone em horários inconvenientes. "Antes das 9h da manhã e depois das 10h da noite é nosso horário de silêncio", diz Sofia.

Ligia oferece uma solução simples para o problema. "Diga que está um pouco ocupada e indique o melhor horário para ela te retornar." Sofia também dá alguns conselhos para você mesma não cometer esse tipo de gafe. "Pergunte se a pessoa pode te atender no momento. Se a pessoa confirmar que estava dormindo quando você ligou, não continue o papo: peça desculpas e ligue mais tarde." (Fonte Terra)


Mulher bonita deixa o homem meio bobo


Se você tinha alguma dúvida, agora pode ter certeza. O homem literalmente perde a cabeça na frente de uma mulher bonita. Ou, em outras palavras, fica sem a mínima capacidade de raciocínio. Isso acaba de ser comprovado cientificamente, por um estudo conduzido pela Universidade de Radboud, da Holanda, publicado pelo Journal of Experimental Social Psychology.

O estudo foi feito com 40 estudantes do sexo masculino, que tinham de responder um teste de memória antes e depois de ter conversado sete minutos com uma pessoa do mesmo sexo e outra do sexo feminino.

Não deu outra, quanto mais o pesquisado ficava impressionado com a mulher, menos sua capacidade de raciocínio funcionava. As respostas eram dadas de forma lenta e menos acurada. Os especialistas que conduziram o estudo afirmaram que o homem é programado para transmitir seu genes. E numa situação como esta, entra em ação o que eles chamam de "reprodução concentrada". Trocando em miúdos: "só pensam naquilo".


Os 5 erros mais comuns ao escrever e-mails

Formais demais e poucos objetivos ou muito informais, traduzindo a linguagem falada para a escrita. Esses são os principais problemas na redação dos e-mails trocados entre colegas de trabalho ou de empresas.

A informação é da consultora Andrea Piscitelli, professora da Pós-Graduação da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) e do MBA do varejo da FIA (Faculdade Interação Americana), que enumera os erros mais comuns. Confira quais são e como evitá-los.

1- Pouca objetividade

A finalidade do e-mail deve estar clara desde o assunto da mensagem. Pense o que deve ser dito, que detalhes são imprescindíveis para o entendimento do pedido ou resposta e pronto. Se a mensagem precisar ser muito longa, talvez seja melhor uma conversa telefônica, que depois pode ser 'oficializada' por e-mail. Se o assunto for longo, evite parágrafos grandes e divida-os em tópicos de fácil leitura.

2- Excesso de informalidade na escrita

A rapidez e agilidade inerentes à comunicação por e-mail não justificam informalidade. O erro mais comum é abreviar palavras, como se tornou usual nos programas de comunicação rápida como MSN, Skype. Para evitar, lembre-se: não importa que tipo de comunicação está sendo feita e, sim, quem irá receber a mensagem. Também é necessário acentuar as palavras e, agora, de acordo com as novas regras ortográficas.

3- Escrever em letra maiúscula ou negritada

Denota falta de educação. Caso faça parte da formatação dos tópicos explicados no e-mail, tudo bem. Mas jamais responda um e-mail escrevendo com letra maiúscula. Nem quando a conversa empaca. Se isso acontecer, passe a mão no telefone e explique o assunto.

4- Não informar o prazo

Além da objetividade ao explicar o assunto, é preciso deixar claro dentro de que prazo se espera uma resposta. Na comunicação via e-mail, espera-se que a resposta seja imediata, mas essa pode não ser a dinâmica da outra empresa ou talvez sua demanda pode não ser entendida como urgente.

5- Responder com cópia para todos sem necessidade (esse é um das piores)

Nem sempre quando uma mensagem é enviada a um grupo, é necessário acompanhar as respostas também em grupo. Principalmente, quando as respostas são apenas para confirmar o recebimento do e-mail, informar entendimento da mensagem, ou seja, o famoso 'ok'. (Fonte Terra)


Gastronomia em alta


Para quem quer se especializar na arte da gastronomia, a Escola São Paulo oferece diversos cursos. Anote na agenda: dia 15 de setembro - O Vinho e a Cultura Francesa -, com o jornalista Josimar Melo; dia 8 de outubro - Gastronomia Contemporânea -, com a chef Paola Carosella; e dia 27 de outubro - Gastronomia Judaica Contemporânea -, com a chef Andrea Kaufmann. A Escola São Paulo é um espaço dedicado a atividades como: estudo, pesquisa, produção e reflexão sobre a cultura contemporânea. Ela reúne os melhores formadores de opinião, profissionais e estudiosos de várias áreas, e está sempre buscando novos recursos para aprimorar o conhecimento de seus alunos. Informações e inscrições pelo telefone (11) 3060-3636.

A arte de soborear o café

Já para os amantes de um bom café, a escola promoverá nos dias 5, 19 e 26 de outubro (2ª feira), das 19h às 21h, um curso de Degustação de Café. A duração total será de seis horas e o custo é de R$ 135,00.

O curso apresentará os aspectos históricos, econômicos e culturais do café. Também serão explicados os tipos de cafés e seus modos de cultivo. Para complementar, ocorrerá uma degustação da bebida em cada aula.

O curso será ministrado pela nutricionista Claudoa Leite, formada pela USP e graduada em hotelaria pelo SENAC. A especialista fez mestrado em Análise Sensorial de Cafés, pela USP, além de cursos de formação em cafés no Brasil, Suiça e Áustria. Atualmente, é responsável pelos negócios corporativos da Nespresso Brasil.


SERVIÇO

Escola São Paulo
Rua Augusta, 2239 - Consolação
Fone: (11) 3060-3636
www.escolasaopaulo.org

Coitado do pinto

Não pegue o lixo dos outros


Outro dia eu estava num taxi e ouvi pelo rádio uma parábola bem interessante. Segue:

Muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo…

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais …; assim… Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas…

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!

Fique livre de lixo! (autor desconhecido)


Agora sim...


I have red hairs!

Desistir ou não?


Outro dia eu escrevi aqui sobre a hora de desistir, de recuar, voltar atrás... Hoje eu me peguei novamente pensando nisso.

Até onde vale a pena lutar? Será que em certos casos não estamos dando murro em ponta de faca repetidas vezes?

Não sei, mas me parece que o mais sensato, em alguns momentos, é mesmo desistir. Deixar aquele sonho pra lá e correr atrás de outro. Tem coisas que não são pra ser nossas. Aí não adianta ficar remando contra a maré. Só vamos cansar os braços sem sair do lugar.

Eu sei que parece cômodo demais. Mas não é. Desistir de algo que se quer muito é muito mais difícil, para algumas pessoas, que continuar lutando. É assumir o fracasso, ver o sonho se despedaçar sem poder fazer mais nada. É horrível a sensação de estar de mãos atadas.

Contudo, desistir também significa ter de procurar um novo caminho, uma nova razão pra continuar em frente. Porque não se pode viver sem um sentido. A alma precisa de sonhos, assim como o corpo necessita do alimento.

E o sonho nada mais é do que o combustível que nos impulsiona pra frente.


Pensamento do dia...


"Podemos escolher o que semear,
mas somos obrigados a colher aquilo de plantamos"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

E o mico da semana vai para....



O FINAL DA NOVELA CAMINHO DAS ÍNDIAS, CLARO.
COM 100% DE INDIGNAÇÃO


Are Baguandi...
O que foi a sequência do reencontro entre o Raj e a Maya?


Isso sem falar da cena do casamento do Bahuan (personagem principal no início da trama),
que durou menos de 10 segundos e não teve fala.

E a fulga da Yvone, que ninguém sabe e ninguém viu.

Os Dalits viraram Brâmanes e puderam abraçar e beijar todo mundo.

Os vilões se deram bem e viveram felizes pra sempre,
aplicando golpes e atropelando pessoas na rua.

As najas peçonhentas viraram adoráveis coalas.


Por Shiva, será que a Glória Perez tomou muito sol no Deserto do Saara
ou será que engoliu aquela água suja do Ganges???

Não, ela fez de propósito mesmo.

E olha que eu já vi final de novela ruim, mas igual esse... ARE BABA!!!

Tenha santa paciência. Por isso que eu parei de seguir novela.

Vou assistir Chaves em DVD, é muito mais divertido!

TIKE!!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pensamento do dia...


"Muitas vezes preferimos morrer um pouco a cada dia em nossa vidinha cômoda, a arriscar abrir a porta do desconhecido que nos poderá levar a novos horizontes."

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pensamento do dia...


"Os homens distinguem-se pelo que fazem;
as mulheres pelo que levam os homens a fazerem."
(Carlos Drummond de Andrade)



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Adrià, um alquimista na cozinha

Personagem curioso, um misto de Peter Pan e alquimista, o catalão Ferran Adrià, 47 anos, é o cozinheiro mais badalado do momento. Suas criações no restaurante El Bulli, no litoral da Catalunha, são uma festa de cores e leveza.

No raiar dos anos 90, no pujante mundo da alta gastronomia, era praticamente um consenso que a Nouvelle Cuisine tivesse esgotado qualquer possibilidade de uma outra grande revolução nos fogões e que seus princípios norteariam a cozinha do futuro. Também era quase inquestionável que a França se mantinha senhora absoluta dessa arte e seguiria exportando-a para o resto do planeta sem que nenhuma outra nação lhe fizesse sombra. Nada indicava qualquer sinal de mudança no horizonte, até que surgiu Ferran Adrià.

Nascido em 14 de maio de 1962, em Hospitalet de Liobregat, cidadezinha dos arredores de Barcelona, na Espanha, o chef catalão Ferran Adrià Acosta é um autodidata sem tradição familiar no ramo, que, muito mais por acaso que por vocação, aos dezoito anos de idade, para ganhar um dinheiro extra nas férias, começou a trabalhar na cozinha lavando pratos.

Em pouco mais de vinte anos de carreira, ele se tornou um mito, com um séqüito de admiradores e seguidores espalhados pelo mundo todo. Seus livros tornaram-se best-sellers.

Mais que a uma cozinha de base mediterrânea e concepções futuristas, Adrià gerou uma nova cultura gastronômica baseada no produto, no trabalho e na técnica. Para a revista Time americana, ele revolucionará a cozinha do século 21; a revista Business Week o incluiu entre os 50 líderes das grandes mudanças na Europa no século passado; Paul Bocuse declara aos quatro ventos que com Adrià se inicia algo verdadeiramente novo; o grande Jöel Robuchon o considera seu herdeiro natural.

Gênio, mago, surpreendente, instigante, inovador, polêmico. Algum desses adjetivos, quando não todos, sempre surgem quando o tema é Ferran Adrià, o chef que vem virando a culinária de cabeça para baixo com sua cozinha totalmente fora dos padrões conhecidos, batizada de "desconstruída", ou da "desconstrução."

Nela, cores, aromas, texturas e sons jogam continuamente com a imaginação. O impacto visual é forte. A cada minuto um matiz diferente se apresenta. O degustar tem ritmo e provoca sensações indescritíveis. Tudo é inusitado - os coquetéis têm diversas temperaturas e texturas, as sopas são sólidas; os ravioles explodem na boca provocando uma sensação líquida; pratos complexos como a paella são sintetizados num único grão que você come e sente o exato gosto de uma paella; as gelatinas são quentes. o sorvete é salgado... Cada um dos canapés, entradas, pratos e sobremesas que integram o menu degustação de Ferran Adrià constitui uma provocação para os sentidos.

Acreditando que ser criativo é não copiar nada, ele se fez célebre pensando no que ninguém havia pensado antes. Para conseguir uma mousse que conservasse todo o sabor natural de seu ingrediente principal e, ao mesmo tempo, tivesse uma perfeita e etérea ligeireza, usou o sifão, aquele de fazer chantilly, e, substituindo os ovos e o creme de leite por gelatina, deu vida a delicadas espumas. Transformou o foie gras numa textura suave e borbulhante, assim como a água do mar, o queijo parmesão ou qualquer fruta de época que cruzasse por seu laboratório. Mas esta é apenas uma das inovações do chef cuja imaginação e ousadia parecem não ter fim. A cada temporada, Adrià surpreende o universo gastronômico oferecendo um novo espetáculo sem paralelo na história da cozinha.

Seu restaurante, o El Bulli, tem sido palco de experiências gastronômicas transcendentais que atraem gourmets de todo o mundo a Cala Montjoi, uma pequena enseada da Costa Brava espanhola, nas imediações da cidade de Roses, a 170 Km de Barcelona. Detentor, desde 1997, das cobiçadas 3 estrelas do Guide Michelin (Adrià foi o mais jovem chef de cozinha a conquistar essa láurea) e consagrado nos principais guias gastronômicos do mundo, o El Bulli funciona seis meses por ano (de 28 de março a 30 de setembro) com 58 pessoas trabalhando para atender, a cada noite, apenas a 50 comensais que, em geral, fizeram suas reservas com um ano de antecedência.

Aquele que consegue uma mesa no El Bulli sabe que tomará parte de um ritual incomum, totalmente calculado para promover um resultado inesquecível. Não há menu e é Adrià quem decide as iguarias, de 20 a 30 em média, que irão compor o menu degustação de cada noite. Determina, também, como deverão ser degustadas - num só bocado, ou em dois, acompanhado desse ou daquele vinho e, até, em que momento beber um gole. Todos se entregam sem discutir às orientações dos garçons e ninguém se arrepende. Dizem que "é inútil tentar ser o mesmo depois de se ter comido no El Bulli".

A cozinha do restaurante, toda em aço, mais se parece com uma estação espacial. Sua iluminação especial deixa em evidência a equipe de 30 profissionais - chefs, sous-chefs e ajudantes que, num silêncio quase solene e absoluta tranquilidade, vão e vem pelo recinto, elaborando delícias surpreendentes.

Ele diz que "sua cozinha tem forte inspiração catalã e é uma evolução moderna da culinária mediterrânea, com diferentes associações de seus ingredientes e técnicas de preparo. Que seu estilo é resultado de uma investigação constante, produtos da estação de altíssima qualidade e uma técnica impecável". Lembra que "embora a culinária tenha algo de magia, exige grandes doses de trabalho e que as receitas magistrais não surgem por arte de nenhum abracadabra".

Durante os seis meses em que seu restaurante fica fechado, Adrià se entrega à pesquisa do próximo cardápio do El Bulli, seja em viagens, seja em seu laboratório em Barcelona, instalado num antigo palacete do século 19 totalmente reformado. Lá, com seu irmão Alberto, o responsável pelas sobremesas do restaurante - tão insólitas quanto os pratos, e com uma equipe de mais de uma dezena de profissionais, trabalha exaustivamente para que suas invenções tomem corpo.

Ferran Adrià é um trabalhador incansável e. embora prefira a reclusão da cozinha, tem sido cada vez mais assediado. São inúmeras entrevistas, concursos, homenagens, prêmios. Viaja pelo mundo, sob os auspícios do Instituto Espanhol de Comércio Exterior para, através de sua arte culinária, difundir a cultura espanhola e seus produtos. Para ele, "não há azeite de oliva, presunto ou vinho melhores que os da Espanha". Tem, também, prestado assessoria para diversas empresas, entre elas, o Hotel Hacienda Benazuza, Casino de Madrid, Kaiku, Cerâmicas Montgatina, e a catalã Borges, para a qual o chef desenvolveu uma linha de 10 azeites aromáticos que pode ser encontrada no Brasil.

Seu mais novo projeto, desenvolvido junto à cadeia NH Hotéis, é o conceito "Nhube", que incorpora aos hotéis aquilo que mais gostamos de encontrar quando chegamos em casa: um espaço multifuncional onde se pode conversar, ver televisão, navegar pela Internet, colocar e escutar uma música e, também, comer , beber e relaxar. A ideia é reunir, num único espaço, o salão social, o bar, a cafeteria, o restaurante, a biblioteca. Tudo isso envolto numa atmosfera flexível, onde o espaço e a iluminação se transformam segundo os diferentes momentos e necessidades do dia. Os primeiros "Nhubes" já estão funcionando em Bilbao e Madri e o Brasil está nos planos do grupo também.

Mas que ninguém imagine que Ferran Adrià seja um homem obcecado pelo trabalho, ele é, sim, um apaixonado pela cozinha que busca ter e dar prazer com seu trabalho. E consegue.

Pode-se partilhar ou não de seus critérios, seu estilo e sua maneira de entender a comida, mas ninguém pode negar que Ferran Adrià desenvolveu infinitamente a imaginação, contribuindo para desinibir mentes e paladares. Ao mesmo tempo, fulminou todos os conceitos e técnicas em uso e desestruturou os valores eternos dos gourmets clássicos. Adrià fez em pedaços a história dos fogões para contar-nos uma versão nova, pessoal, intransferível e única. (Fonte Grande Chefs do Mundo)


EL BULLI

Cala Montjoi, a 6 km de Roses (Girona)
Fone:34 972 150 457
Preço: média de US$ 100
www.elbulli.com


É AMOR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer

seu coração parar de funcionar por alguns segundos,

preste atenção: pode ser a pessoa

mais importante da sua vida.


Se os olhares se cruzarem e, neste momento,

houver o mesmo brilho intenso entre eles,

fique alerta: pode ser a pessoa que você está

esperando desde o dia em que nasceu.


Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo

for apaixonante, e os olhos se encherem

d'água neste momento, perceba:

existe algo mágico entre vocês.


Se o 1º e o último pensamento do seu dia

for essa pessoa, se a vontade de ficar

juntos chegar a apertar o coração, agradeça:

Algo do céu te mandou

um presente divino : O AMOR.


Se um dia tiverem que pedir perdão um

ao outro por algum motivo e, em troca,

receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos

e os gestos valerem mais que mil palavras,

entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.


Se por algum motivo você estiver triste,

se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa

sofrer o seu sofrimento, chorar as suas

lágrimas e enxugá-las com ternura, que

coisa maravilhosa: você poderá contar

com ela em qualquer momento de sua vida.


Se você conseguir, em pensamento, sentir

o cheiro da pessoa como

se ela estivesse ali do seu lado...


Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,

mesmo ela estando de pijamas velhos,

chinelos de dedo e cabelos emaranhados...


Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,

ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...


Se você não consegue imaginar, de maneira

nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...


Se você tiver a certeza que vai ver a outra

envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção

que vai continuar sendo louco por ela...


Se você preferir fechar os olhos, antes de ver

a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.


Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes

na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.


Às vezes encontram e, por não prestarem atenção

nesses sinais, deixam o amor passar,

sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.


É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.

Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem

cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!"

(Carlos Drummond de Andrade)


Pensamento do dia - Anjos existem

Sim, anjos existem e estão entre nós.

Mas não anjos de asas e de cabelos cacheados, mas, sim, anjos que chegam quando menos esperamos.

Que estendem a mão quando estamos caídos.

Que trazem palavras de consolo quando lágrimas rolam de nossas faces.

Que semeiam a alegria em nosso caminho, quando nos deixamos envolver pela tristeza.

Que contam piadas para nos fazer rir.

Que respeitam nossas limitações, mas sempre nos estimulam a ir à frente.

Que não julgam nossos erros, mas nos mostram que recomeçar é possível.

Que trilham os caminhos de espinhos ao nosso lado.

Que não nos abandonam quando as tormentas se aproximam.

Que também sentem o nosso sofrimento, mas buscam nos mostrar um novo horizonte.

Que vibram com nossas conquistas, mesmo as mais simples.

Que cultivam o otimismo ao nosso redor.

Que nos mostram o poder da fé em nossas vidas.

Que confiam em nossa reforma íntima.

Que nos encorajam a não temer a porta que se abre.

Que nos acompanham tanto nos dias de chuva como de sol.

Que nos dão conselhos, mas também nos mostram que somos nós que mudaremos nossas vidas.

Que nos aquecem diante da solidão.

Que nos ajudam a cuidar de nossas feridas.

Que valorizam nossas qualidades e nos fazem perceber o potencial que temos dentro de nós.

Que trazem a luz quando estamos perdidos entre as trevas.

Que nos ensinam o valor da humildade e da perseverança.

Que nos envolvem com o verdadeiro amor, sem nada pedir em troca.

Que estão sempre presentes, mesmo quando o físico não está.

Que nos colocam em suas preces.

Que lutam conosco diante das dificuldades.

Sim, anjos existem e são aqueles companheiros que surgem em nossa jornada e caminham ao nosso lado.

Mas também precisamos compreender que se faz necessário ser um anjo na vida de alguém.

Todos nós podemos, com um simples gesto, levar amor e esperança.

Sejamos um anjo na vida de alguém e assim a Providência Divina também nos envolverá com a sua proteção e as caravanas de luz chegarão até nós.

Pois como disse Francisco de Assis: “É dando que se recebe, é amando que se é amado”.

Hoje e sempre.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As sete maiores mentiras do currículo

De cada dez currículos que chegam às empresas, quatro têm informações distorcidas. E outros dois contêm mentiras deslavadas.

A conclusão é da empresa de investigações Kroll, que presta serviço de análise de currículos para companhias, depois de analisar os dados de candidatos a emprego de nível gerencial para cima. A maquiagem curricular não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, a taxa de invenções destinadas a impressionar contratantes é bem parecida, segundo análises independentes do site Career Building e da consultoria Accu-Screen, especializada em vasculhar referências de candidatos a emprego.

O problema deverá crescer com o acirramento da competição por empregos. Desde o início da crise econômica, no final do ano passado, o Brasil fechou 700 mil vagas de emprego formal. E muita gente que se sente ameaçada já está tratando de procurar alternativas. A Manpower, empresa especializada em recrutamento, registrou um aumento de 50% no número de currículos recebidos. Numa situação assim, cresce a pressão para se destacar dos concorrentes e, consequentemente, a tentação de mentir ou exagerar no currículo. Não vale a pena.

Especialistas afirmam que mentir para arrumar emprego é um equívoco, em tempos de crise ou não. “Mentir pode garantir mais entrevistas, mas não garante emprego. Na verdade ajuda a afugentá-lo”, afirma o colunista de ÉPOCA Max Gehringer. Uma mentira, por mais “inocente” que seja, deixa o candidato numa situação constrangedora e quase sempre acaba eliminando suas chances de obter o emprego. “Para um selecionador, se o candidato mente na porta de entrada, é bem provável que continue mentindo”, diz Lizete Araújo, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

É raro uma lorota relevante se manter de pé depois de um escrutínio do entrevistador. Em geral, ele é um profissional treinado para explorar as contradições entre o que está no papel e a fala do candidato. “Diante da capacitação que o pessoal de RH está adquirindo, é ingenuidade achar que dá para levar uma mentira adiante em uma entrevista”, afirma Carlos Eduardo Dias, sócio da Asap, empresa especializada em profissionais em início de carreira. Nas entrevistas, cada tópico listado no currículo é destrinchado pelo selecionador. Uma hesitação maior ou uma pequena incoerência já são um alerta de que aquele ponto é duvidoso.

Após a entrevista, os aprovados ainda passam pela peneira da checagem das referências – uma tarefa cada vez mais minuciosa em departamentos de RH e consultorias. “Hoje em dia, os selecionadores já têm conhecimento técnico para avaliar candidatos de setores muito específicos”, afirma a consultora Juliana Marotta, da Manpower. Ela é responsável pela checagem de currículos de aspirantes a vagas no setor de tecnologia da informação.

Os principais “maquiadores de currículo” são os jovens em início de carreira. Carentes de experiência, eles tendem a engordar seus CVs copiando modelos prontos, que geralmente pecam pelo exagero. Entre os candidatos a cargos mais graduados, como o de gerentes ou diretores, o risco de mentir é muito alto, até porque as empresas costumam investir mais na checagem. “Uma contratação de alto executivo é um investimento estratégico e delicado, por isso os cuidados de segurança são altos”, afirma José Augusto Minarelli, que há 26 anos ajuda executivos demitidos a arranjar emprego. Isso não significa que não haja mentiras nos altos escalões. Em 2007, Marilee Jones, a reitora da mais renomada universidade de tecnologia dos Estados Unidos, o Massachusetts Institute of Technology, pediu demissão. Motivo: descobriram que ela havia listado três cursos de especialização que não cursara.

É óbvio que a peneira dos selecionadores não identifica todos os mentirosos. Porém, mesmo os que conseguem vaga têm de conviver com o risco de ser desmascarados a qualquer momento, com consequências sérias para sua imagem profissional. Sem contar o drama de consciência por ter mentido. A seguir, as sete mentiras mais comuns, mencionadas por uma dezena de recrutadores e consultores, e as técnicas para detectá-las.

1. Idiomas

É a mentira mais popular. Trata-se daquele inglês “básico” que no currículo se torna “avançado”. É também a mentira mais fácil de ser identificada. Ocorre principalmente em seleções de jovens profissionais que não esperam uma avaliação rigorosa de seu domínio de idioma estrangeiro. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para desmascarar o monoglota.

2. Qualificação

Inventar uma especialização técnica ou transformar um curso rápido em pós-graduação também são manobras muito comuns – e fatais – nos processos de seleção. Além da questão moral, se a fraude é descoberta, leva à dúvida sobre todas as competências que o candidato afirma ter. Essas mentiras são normalmente descobertas na entrevista, quando o recrutador pede detalhes dos cursos realizados – nome dos professores, das disciplinas etc. Se o candidato conseguir manter a farsa, ele ainda pode ser desmascarado quando checadores ligam para a universidade para conferir as informações. Algumas empresas são mais diretas: exigem o certificado dos cursos.

3. Cargos e funções

Muitos candidatos mentem sobre cargos em empregos anteriores para demonstrar experiência ou pleitear salário mais alto. Assim, um estagiário pode virar assistente, um supervisor vira gerente, e por aí vai. São dados de checagem relativamente fácil quando a entrevista é bem feita: o candidato costuma escorregar nos detalhes sobre seu passado profissional.

4. Participação em projetos

Esse tipo de mentira, relacionada a conquistas e projetos implementados em empregos anteriores, exige um esforço maior do recrutador. Por causa do passar do tempo e da rotatividade das empresas, muitas vezes é difícil entrar em contato com antigos colegas do projeto mencionado. Segundo Max Gehringer, esse problema começou a surgir nos anos 1980, quando passaram a circular currículos em primeira pessoa. “O currículo com as palavras ‘liderei’ ou ‘coordenei’ é complicado porque são ações difíceis de ser mensuradas e com resultados muitas vezes subjetivos”, diz Max. A estratégia dos recrutadores para detectar as invencionices é levar a entrevista a um nível de detalhe extremo, para capturar contradições.

5. Motivo de desligamento

Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores desperta a impressão de que o candidato quer esconder algo. Demissões nunca são bem vistas. Mas hoje, com a rotatividade tão alta, deixaram de ser um estigma. Mesmo assim, devem ser explicadas. Se o desligamento foi espinhoso, o melhor é demonstrar maturidade, assumir eventuais maus passos e mostrar que o episódio serviu de lição. Jogar a culpa no ex-chefe é tentador, mas o efeito é quase o mesmo de um pedido para desistir do processo de seleção.

6. Datas de entrada e saída de empregos

Esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador, para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado. “Mas a manipulação de datas é intolerável quando ela tenta esconder um padrão de permanências curtas nos empregos”, afirma Vander Giovani, da Kroll. Uma ou duas passagens curtas podem ser devidas a dificuldades de adaptação, diz Giovani. Mais que isso é sinal de instabilidade e falta de habilidades sociais. “Há aqueles que nem sequer colocam experiências curtas para não destacar essa instabilidade”, afirma Carlos Eduardo Dias, da Asap. “Essa omissão é imperdoável.” E facilmente constatada por checadores, ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho.

7. Endereço

Muitos candidatos mentem em relação ao local de moradia por três motivos: imaginam que morar perto pode facilitar a contratação; acreditam que morar em um bairro mais pobre prejudique suas chances; ou tentam obter uma verba maior de vale-transporte. Nos dois primeiros casos, é uma mentira menos ofensiva, mas também não vale a pena. Quando for descoberta – pela checagem do comprovante de residência ou pela visita de um colega –, ela vai despertar desconfiança do empregador.


Cinco alternativas à mentira

Há maneiras bem mais eficientes de aumentar suas chances de se empregar, diz Max Gehringer.

1. Uma carta de apresentação é mais importante que um currículo. Escreva uma específica para cada empresa, dizendo por que você deseja trabalhar nela. Em sua argumentação, mostre que estudou a estrutura da companhia, seu produto e modelo de negócio. É a melhor maneira de compensar um currículo sem muitos atrativos.

2. Não mande currículos iguais. A hierarquia das informações varia de acordo com cada empresa. Para uma multinacional, inglês é de extrema importância. Em uma empresa de médio porte, vai no fim.

3. Indicações de colegas são mais eficientes que currículos. Melhor que enviar currículo a 50 empresas é entregar um nas mãos de alguém que trabalhe na empresa.

4. Coloque uma foto no currículo, mas não uma 3x4 sisuda. Um leve sorriso causa boa impressão.

5. Liste os trabalhos que já fez, mesmo que não sejam relacionados à área. O “trabalhei como balconista para pagar os estudos” encanta os recrutadores pela dedicação e determinação. (Fonte Época)


Ele não consegue parar de correr

Os médicos dizem que, para ser saudável, é preciso seguir uma dieta equilibrada e fazer exercícios regularmente, sem exageros para não se machucar. Atletas de ponta não são os melhores exemplos de saúde, já que costumeiramente extrapolam seus limites e estouram um joelho aqui, quebram uma clavícula ali. O ultramaratonista americano Dean Karnazes, um dos atletas mais impressionantes da atualidade, não liga para o que dizem os médicos. E tem uma saúde de ferro.

Entre as proezas – ou maluquices – do superatleta está uma sequência de 50 maratonas (42 quilômetros cada uma) que ele correu em 50 dias consecutivos, em 50 cidades dos Estados Unidos. Maratonistas precisam de alguns dias para se recuperar de uma prova antes de voltar aos treinos. Karnazes não apenas desrespeitou o período de descanso. Ele dormiu as 50 noites em poltronas de ônibus nas viagens entre uma cidade e outra. “Não era o ideal, mas não havia outra escolha”, diz. Karnazes foi o primeiro homem a correr uma maratona no Polo Sul, a 40 graus negativos.

No dia 12 de setembro, o corredor vem ao Brasil para o Desafio Dean Karnazes 24 horas, uma corrida de um dia inteiro que ele vai fazer com atletas brasileiros e convidados por ruas e parques de quase meia cidade de São Paulo. O percurso, de 130 quilômetros, quase não é um desafio perto das provas que ele já venceu. Por exemplo, a Ultramaratona de Badwater, de 217 quilômetros, a uma temperatura de 50 graus. Ou os 563 quilômetros que ele correu durante três dias e três noites, sem descanso. O senso comum diria que Karnazes é um ser humano anormal. Ele diz que apenas faz o que mais gosta de fazer: correr até o corpo dizer “chega”.

Karnazes completou 46 anos no dia 23 de agosto. Seus joelhos, segundo ele próprio, continuam tão intactos quanto os de um adolescente. Ele tem apenas 3% de gordura corporal (atletas de elite costumam ter entre 6% e 8%), e os exames mostram um nível de colesterol abaixo de 100 (menos de 200 já é considerado ótimo). Para ele, continuar inteiro depois de tanto sacrifício só aumenta a vontade de duvidar que já tenha ido longe demais.

A rotina de Karnazes, por si só, choca. Ele dorme cerca de quatro horas por noite, s para suas atividades caberem no dia. Acorda de madrugada, entre 3h30 e 4 horas, e corre uma maratona por ruas e estradas que partem de São Francisco, na Califórnia, onde mora. Volta para casa pouco depois do nascer do sol e prepara o café da manhã para a mulher e os dois filhos, os “Karno kids”. Para ele, uma tigela bem grande de iogurte integral com granola resolve. No fim da tarde, Karnazes faz mais uma corridinha de 10 quilômetros e termina o dia planejando a pernada do dia seguinte.

Haja energia para tanta corrida. Uma pessoa normal deve comer entre 2.000 e 2.500 calorias por dia para suprir suas necessidades diárias e não engordar. O nadador olímpico Michael Phelps precisa de 12.000 calorias para sustentar sua rotina de treinos. Karnazes come apenas alimentos orgânicos e integrais no dia a dia. Mas, durante suas corridas de longuíssima duração, ataca pizzas, cheesecakes, confeitos de chocolate e qualquer outro tipo de alimento hipercalórico para abastecer a fornalha em que seu organismo se transforma. Numa prova de 46 horas, ele ingeriu 28.000 calorias. É o que uma pessoa normal consome em duas semanas de refeições balanceadas.

Karnazes se diz introvertido. Nada que o impeça de partilhar suas experiências em palestras e livros. Seu segundo livro, 50 maratonas em 50 dias (Editora Leblon), está saindo agora em português. Ele diz que prefere os momentos em que fica sozinho: quando escreve e (claro) quando corre. “Adoro escrever, pelo mesmo motivo pelo qual gosto de correr. Ambos requerem foco, comprometimento, dedicação e sacrifício.” (Fonte Revista Época)