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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Comer doce no café da manhã ajuda a emagrecer, diz pesquisa


Uma nova pesquisa, realizada na Universidade de Tel Aviv, comprovou que quem come doce no café da manhã tem mais facilidade de perder e manter o peso


Atenção, formigas de plantão: doce no café da manhã emagrece!Segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Tel Aviv, um café da manhã composto por carboidratos, proteínas e um docinho ajuda perder peso e não recuperá-lo novamente.

No estudo, que durou 4 meses, os voluntários perderam cerca de 15 kg. Aqueles que não ingeriram doce no café da manhã recuperaram cerca de 11 kg, enquanto aqueles que adotaram alguma guloseima (bolo ou biscoito, por exemplo) continuaram emagrecendo e não engordaram novamente.

Na conclusão dos especialistas, o doce inserido no café da manhã ajuda a conter a compulsão por alimentos calóricos ao longo do dia. A tática tem efeito parecido com a dieta das proteínas, que também sacia a fome e diminui a compulsão.

Cabelos podem crescer mais rápido?


O que auxilia o crescimento dos cabelos é a saúde fisiológica e capilar. “Manter o couro cabeludo limpoe usar ativos e produtos indicados para cada tipo de cabelo são métodos ajudar os cabelos crescerem,”, explica a terapeuta capilar Sheila Bellotti (RJ).

Os cabelos têm crescimento médio de 1cm por mês, ou seja, 12 cm por ano. A especialista ressalta que a média varia com o metabolismo de cada um. “Existem patologias que afetam ocrescimento dos cabelos como o hirsutismo (crescimento excessivo de pelos)”, afirma Sheila.

Além do crescimento excessivo, a demora para o aumento dos fios também pode se tornar uma preocupação feminina. Problemas hormonais, estresse e até o sedentarismo impedem impedir que os fios cresçam. “O mecanismo de controle do crescimento de cabelos é muito sensível. Problemas circulatórios, hereditariedade, deficiência de elementos (vitaminas, ferro, aminoácidos)... Tudo isso interfere no desempenho das madeixas”, acrescenta a terapeuta capilar.

Os hábitos alimentares também podem influenciar no desempenho dos fios, mas isso não significa que exista uma alimentação especifica para alongas as madeixas. “Não é possível afirmar que um tipo de alimento faz os cabelos crescerem mais ou menos. Na realidade, uma alimentação saudável e aingestão de nutrientes, proteínas e aminoácidos auxilia muito o resultado dos fios e a saúde dos cabelos”, completa a especialista.

Segundo Sheila, a ausência de vitaminas também pode ocasionar uma complicação capilar e deixar osfios quebradiços. “A complexidade de fatores que comprometem o crescimento dos fios é muito extensa. Por exemplo, a má utilização de secadores, ou escovas, excesso de química, entre outros problemas agravam o caso”, explica.

Um mito que deve ser extinto, segundo Sheila, é o de cortar as pontinhas dos cabelos para que os fios cresçam mais. “O cabelo nasce no folículo piloso - estrutura dérmica tegumentar, que dá origem aos fios na região do couro capilar - e que não tem relação nenhuma com as pontas dos cabelos. Portanto, não adianta sair cortando as pontas dos fios sempre, pois não trará resultados”, indica Sheila.

Tratamentos que promovem o crescimento dos fios:

Segundo Sheila, a fototerapeia e o uso de ativos específicos para o couro promovem o crescimento dos fios. “O principal representante do tratamento é o laser de baixa tensão chamado LLLT (Low Level Laser). As alternativas terapêuticas também podem ajudar no crescimento saudável dos cabelos, como nutrição, oxigenação e estimulação que são indicadas para os fios”, explica a terapeuta capilar.

Mas, antes de procurar um tratamento, veja se realmente é necessário buscar por ajuda: “O primeiro passo é analisar a razão pela qual ocabelo não cresce. Muitos pacientes dizem que os cabelos não crescem, mas cortam um ou dois dedos dos fios mensalmente. Desta maneira, a pessoa está cortando exatamente o a quantidade de fio que cresceu no mês. Logo, não tem como perceber o crescimento das madeixas,” alerta a especialista.

Fonte: Site Corpo a Corpo

terça-feira, 3 de julho de 2012

Quais os benefícios do óleo de argan?


Qual é o efeito do óleo de argan?
O óleo de argan tem ação de regeneração total dos cabelos. Ele traz sedosidade, maciez, brilho e maleabilidade, formando uma película protetora sob o fio. Assim, garante uma hidratação total e um cabelo com aspecto extremamente saudável.

Como o óleo de argan pode ser usado nos salões?
Ele pode ser utilizado na coloração. Algumas gotinhas na tintura antes de aplicá-la no cabelo diminui qualquer tipo de agressão da química.

Como usar o óleo de argan em casa?
Realize a lavagem e condicionamento normal dos cabelos. Aplique nos cabelos úmidos e deixe secar naturalmente. Ele também pode ser adicionado à máscara de tratamento, pois potencializa a ação do produto e ainda age como um protetor térmico antes da escovação e da chapinha. Outra forma é usá-lo como finalizador para dar brilho e controlar o frizz. O argan está disponível, além do próprio óleo, como xampus, condicionadores e máscaras. Portanto dê preferência em usar os produtos em conjunto para um resultado mais eficiente.

Qual é a verdadeira origem do óleo de argan?
O óleo de argan é extraído de um fruto que brota na árvore de mesmo nome (argan spinosa). A árvore só existe no deserto de Marrocos, podendo viver até 200 anos. Segundo pesquisas são necessários 100 kg de sementes para se obter apenas 1 litro do produto. Por isso o óleo tem um custo tão alto, já que ele é tido como o ouro liquido da região.

Quais tipos de cabelos podem usar o óleo de argan?
O óleo de argan pode ser aplicado em todos os tipos de cabelos, já que ele é rico em ácidos graxos e vitamina E, proporcionando um alto poder hidratante aos fios.

*Dúvida respondida por Ruthléia Macedo da MR Martin Hair e Beauty (RJ)
Fonte: Revista Corpo a Corpo

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Andar de bicicleta emagrece e faz bem à saúde

Andar de bicicleta deixa bumbum e pernas firmes, mas também oferece outros benefícios - basta seguir o treino ideal


Andar de bicicleta é uma forma divertida de queimar calorias. Mas, além de ajudar no processo de emagrecimento, realizar essa atividade com frequência também traz outros benefícios. Confira alguns modelos de treino e descubra o que a magrela pode fazer pelo seu corpo.

Para ativar a circulação

· Seu treino deve ser: básico, feito num terreno plano e mantendo o ritmo das pedaladas.

· Por que: aumenta as batidas do coração e exercita a capacidade respiratória.

· Calorias gastas por hora: 400

Para emagrecer

· Seu treino deve ser: intenso, alternando pedaladas fortes e leves em subidas e descidas.

· Por que: trabalha o máximo do seu esforço e aumenta a frequência cardíaca, o que acelera a queima de gordura.

· Calorias gastas por hora: 580

Para ganhar fôlego

· Seu treino deve ser: misto, dividido em terrenos planos e morros, com pedaladas leves e moderadas.

· Por que: mesclar o ritmo dos pedais favorece a resistência física e a capacidade de recuperação após o esforço.

· Calorias gastas por hora: 480


Como usar salto alto sem prejudicar sua saúde

Atenção, mulheres: viver nas alturas pode ser arriscado. Mas, seguindo esse guia você vai continuar vendo tudo de cima sem prejudicar sua saúde



Amamos salto. O problema é que passar muito tempo no andar de cima pode deformar o pé, atrofiar a musculatura das panturrilhas e causar dores de coluna. Como não pretendemos abandonar essa poderosa arma de sedução, melhor aprender a usar os modelos que arrasam sem tropeçar na saúde, certo? Segundo os especialistas, saltos de apenas 3 centímetros causam praticamente os mesmos danos que uma torre de 10. "Com qualquer um dos dois, os passos se tornam mais curtos e lentos", diz Cibele Réssio, ortopedista com especialização em pés e tornozelos pela Universidade Federal de São Paulo. O resultado é um sofrimento. A planta do pé dói e ganha calosidades, os dedos tomam a forma de garras. Sem falar do joanete, que é 50% obra dos saltos. "Com esse tipo de calçado, a pressão de sustentação do seu corpo, que geralmente se distribui por toda a sola, se concentra no dedão e no vizinho. Essa sobrecarga causa lesões", explica ela.

É comum também observar lordoses e o encurtamento da musculatura posterior das pernas. O teste para ver se esse mal já pegou você é descer à terra firme. "Se descalça sentir estiramento nas coxas, panturrilhas ou costas, é porque pode estar sofrendo de atrofia", alerta. Virar o pé também se torna mais freqüente, o que pode acabar causando rompimento de ligamentos. Antes que você compre um novo par, veja o risco que cada tipo de salto oferece à saúde.

Agulhas matadoras

Parece um complô do Universo: segundo os médicos, quanto mais alto e fino o salto, maior o tombo. Ou seja, quanto mais sexy a sua sandália de tiras, mais perigosa para a saúde. "Esse tipo de calçado prejudica o equilíbrio, aumentando as torções no tornozelo", explica Ari Zekcer, especialista em ortopedia e traumatologia. A boa notícia é que os agulhas com meia plataforma na frente, diminuem os problemas. "Tudo porque a inclinação do calcanhar fica menor", esclarece a dra. Cibele.

Quadrado quase perfeito

Já os saltos retangular e quadrado apresentam risco intermediário. Por possuírem maior superfície de contato com o chão, aumentam a estabilidade. Outra opção é o tipo cone. Ele ajuda no equilíbrio, já que a haste sai do centro do calcanhar e não da parte traseira do sapato. Se tiver meia plataforma na frente, melhor ainda.

Plataforma do sucesso

"O salto ideal deixa o pé quase paralelo ao chão", diz a dra. Cibele. "Por isso, apesar de a caminhada se alterar assim que o pé sai do nível do solo, o trio plataforma, anabela e anabela com plataforma é o que gera menores danos. Os três distribuem melhor o peso do corpo pelo pé", conta. Em tempo: o mesmo vale para as rasteirinhas, totalmente liberadas e aclamadas pela moda atual.


Manual para as amantes de saltos

Sobe e desce

A boa pedida, no dia a dia, é alternar os tipos e o tamanho das torres do poder e da sedução. Se já sabe que vai querer vestir uma sandália altíssima à noite, melhor ir trabalhar de plataforma, anabela ou mesmo com uma delicada flat. Passou o expediente nas alturas? Calce o chinelo assim que chegar em casa. "Descansar o pé é essencial. E isso significa vestir um calçado que o deixe até 3 centímetros do solo ou até ficar descalça, o que é ainda melhor", aconselha a ortopedista.

Na hora da compra

Mulher esperta deixa para ir à loja no fim da tarde ou à noite, quando os pés já estão inchados pelo maior fluxo de sangue e distensão normal dos ligamentos. "O ligeiro aumento de tamanho é suficiente para incomodar se o calçado estiver justo", diz a dra. Cibele. E, então, experimente sempre o par completo. "A maioria das pessoas tem um pé maior ou mais largo que o outro, mas não necessariamente o esquerdo ou o direito. Isso pode variar", explica.

Espaço extra

Ao escolher o sapato, vale reservar 1 centímetro entre a ponta e o dedão para permitir o movimento do pé durante a caminhada. Não acredite nessa história de que ele vai lassear. "O que acontece é que o calçado se deforma e, além de incomodar, vai gerar calos e até unhas encravadas", fala ela.

Fino, redondo ou aberto?

Já foi o tempo em que sapato de bico fino fazia os dedos ficarem amontoados. “Hoje, os estilistas desenham modelos confortáveis. O pé termina antes de o calçado afunilar”, diz a médica. Os redondos, também na moda, estão liberados, assim como os abertos na frente. “O importante é que o pé esteja confortável e os dedos tenham espaço para se mexer livremente.”

Amarradona

As tiras ou pulseiras que prendem os sapatos no tornozelo, além de serem um charme, evitam que o movimento natural da caminhada mude. E são ótimas para evitar uma torção, já que o pé fica bem preso. Justas demais, no entanto, podem dificultar a circulação. Por isso, maneire no aperto!

Estica e puxa

Finalmente, não dá para abrir mão de alongar a região da panturrilha, das coxas e das costas. Aqui vão três exercícios fáceis para evitar o encurtamento dos músculos:

De frente para a parede, apóie as duas mãos nela. Flexione a perna direita à frente e estique a esquerda, mantendo os calcanhares no chão e a ponta dos pés na direção da parede. Mantenha a coluna reta.

Sentada num colchonete, afaste as pernas e mantenha os pés apontados para cima. Leve as mãos à ponta dos pés e desça o tronco à frente do corpo. Mantenha os olhos voltados para o chão. Não force muito a abertura das pernas.

De lado, coloque o pé direito sobre uma mesa que tenha a altura dos seus quadris, mantendo o esquerdo apoiado no chão, de modo que fique levemente voltado para fora. Tente levar sua mão direita até a pontinha do pé que está sobre o móvel. O braço esquerdo deve estar arqueado por cima da cabeça, na mesma direção do outro. Atenção: não deixe o tronco cair para a frente.

Óleo de coco sem prejudicar o coração

Ele é a bola da vez em termos de perda de peso. Mas sua eficácia divide opiniões por causa da gordura. Fique por dentro e avalie se vale a pena investir no alimento.


Se tem um óleo que pode ser considerado o queridinho do momento, é o de coco extravirgem. Extraído do fruto maduro, ele virou febre principalmente entre aqueles que desejam se livrar de vez das dobras que teimam em se espalhar por diversas partes do corpo. Além do aspecto da saciedade que o óleo de coco proporciona os outros benefícios relacionados ao óleo de coco não são vistos com tanta empolgação por uma boa parte de especialistas, já que o fato de ser formado por gorduras saturadas do tipo triglicerídeo de cadeia média não é considerado exatamente uma grande vantagem para saúde. "De fato, esse tipo de gordura é processada com maior rapidez. Mas gerar energia não é o mesmo que dissipá-la como calor", informa Rosana Radominski, endocrinologista e presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "Ela pode ser usada para ajudar a acumular gordura no corpo, caso a ingestão calórica seja maior do que o gasto."O também endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de São Paulo e autor do livro A Nova Dieta dos Pontos para Crianças e Adolescentes, vai na mesma toada: "Talvez a gordura saturada de cadeia média possa fazer menos mal do que a de cadeia longa. Daí a dizer que emagrece é absurdo. Ela engorda tanto quanto as outras".

É bom frisar que rechear a mesa com alimentos gordurosos merece atenção redobrada não só porque dispara o risco de obesidade, epidemia que está por trás de uma série de doenças - de males cardiovasculares a câncer. A digestão vagarosa, por exemplo, pode ser um problema para certas pessoas. "Uma dieta rica em gordura, como a do óleo de coco, é capaz de piorar os sintomas de quem já sofre com um processo digestivo mais lento ou tem histórico de refluxo", conta o gastroenterologista Ricardo Barbuti, que integra a Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Outro grupo que deve pensar duas vezes antes de regar sem pudor os pratos com óleo de coco é o de pacientes diagnosticados com esteatose hepática, quando o fígado entra num processo de engorda. "Devido à sua composição, o alimento pode aumentar a dimensão do problema", esclarece a nutricionista Andréia Naves.

E o coração?

Além de notar a redução de peso dos voluntários, os cientistas da UFRJ encontraram evidências de que o óleo de coco extravirgem ajudou a elevar as taxas do HDL, o bom colesterol, e freou o desenvolvimento do LDL, um algoz do peito. "Alguns estudos já demonstraram que os triglicerídeos de cadeia média reduzem a produção de uma lipoproteína chamada VLDL, associada ao aumento do LDL", lembra a pesquisadora Christine.Mas está aí outro tema que incita um acalorado debate. É que a gordura saturada, independentemente de ser de cadeia média ou longa, é reconhecida por aumentar os dois tipos de colesterol, especialmente aquele que ameaça a saúde. "Logo, o óleo de coco não é indicado nem para prevenir nem para tratar doenças cardiovasculares. Pior do que esse tipo de gordura, só a trans, já que estimula a produção de LDL e reduz o HDL", adverte Ana Carolina, do Incor.

Justamente por suscitar dados contraditórios, não é de surpreender que os especialistas concordem em um ponto: é preciso colocar o óleo de coco no centro de outros estudos antes de considerá-lo a última palavra no que diz respeito ao emagrecimento. "Outras variáveis devem ser investigadas e mais pesquisas são necessárias para corroborar a tese de que ele é mesmo um aliado da boa forma", diz Mariana Del Bosco, nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Agora, quem quiser testar seus efeitos pró-emagrecimento antes que os pesquisadores batam o martelo deve se restringir a 2 colheres de sopa diárias. "Comece consumindo uma quantidade pequena para evitar desconfortos gastrointestinais como náuseas, cólicas e diarreia", indica Bruna Murta, nutricionista da rede Mundo Verde, na capital paulista.

As doses caem bem antes das principais refeições - para estimular logo a saciedade - ou adicionadas a saladas, pratos quentes, molhos, massas, sucos e shakes. Caso opte pelas cápsulas, saiba que são necessárias 12 delas para conquistar os possíveis efeitos de 1 colher de sopa do óleo de coco. Você decide.

Fonte: Site MdeMulher

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Frutas cítricas ajudam a emagrecer


Alimento tem fibras solúveis que reduzem a absorção de gorduras no organismo

As frutas cítricas são importantes aliadas para quem deseja emagrecer. Elas têm propriedades capazes de reduzir a absorção de gorduras e açúcares pelo organismo, além de aumentarem a sensação de saciedade.

Isso tudo é possível graças às fibras solúveis. “Toda fruta cítrica é uma fonte rica neste tipo de fibra”, afirma nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do serviço de nutrição e gastronomia do Hospital Bandeirantes.

Existem vários tipos de fibras solúveis, como goma guar e mucilagens, mas a pectina é a principal. “Ela retém água e forma uma espécie de gel no estômago”, explica a nutricionista.

Esse gel torna o esvaziamento gástrico mais lento. “E isso aumenta a sensação de saciedade. Quer dizer que a pessoa se sente satisfeita por mais tempo depois que come”, esclarece.

Ao diminuir a velocidade do esvaziamento gástrico, as fibras solúveis colaboram para que os açúcares (glicose) sejam absorvidos mais lentamente pelo organismo. É uma vantagem para quem deseja emagrecer. “Também é uma propriedade interessante para diabéticos”, ressalta Patrícia.

Esponja de gordura

O gel de pectina age como uma espécie de esponja de gordura. “Ele se liga aos lipídios, fazendo com que parte deles seja excretada pelo organismo, em vez de absorvida”, explica. Quem sofre de colesterol alto, por exemplo, pode se beneficiar disso.

Para aproveitar ao máximo as frutas cítricas, o ideal é comê-las de forma fracionada durante o dia. “Isso favorece a presença constante delas no organismo”, afirma Patrícia.

Dose certa

Uma laranja tem em média 0,3 grama de fibras solúveis. Já uma banana prata, apesar de não ser uma fruta cítrica, é um pouco mais rica, tem 0,5 grama por unidade. As demais frutas cítricas (kiwi, abacaxi, acerola, limão, tangerina e maracujá) têm doses semelhantes de fibras.

“Mas precisamos de pelo menos 6 gramas por dia de fibras solúveis, dentro do total de 25 gramas de fibras em geral”, recomenda.

Para atingir essa marca, a nutricionista sugere misturar farelo de aveia aos sucos de frutas cítricas ou outros alimentos durante o dia. Em cada duas colheres de sopa de farelo de aveia há 3 gramas de fibras solúveis. Vale lembrar que o suco não deve ser coado para que não haja perda das fibras, presentes no bagaço.

Pele mais bonita

Outra vantagem das frutas cítricas é a presença de vitamina C em quantidades elevadas. Essa substância favorece a oxigenação da pele, o que ajuda a prevenir varizes e celulite. A vitamina C também é uma poderosa antioxidante e combate a formação de radicais livres no organismo.

“Isso retarda o envelhecimento precoce das células e favorece o sistema vascular, ajudando a prevenir infartos e derrames cerebrais”, afirma a nutricionista Lúcia Helena Lista Bertonha, do Conselho de Nutricionistas de São Paulo.

Além disso, a vitamina está diretamente relacionada com o sistema imunológico e é rica em água.

Quando evitar

Lúcia explica que o consumo constante de frutas cítricas, pela própria acidez característica do alimento, pode provocar sensibilidade excessiva nos dentes. “A pessoas acaba sentindo dor em contato com o ar ou com alimentos quentes”, afirma.

Azia, refluxo gástrico e estomatite, entre outros problemas gástricos, também podem ser causados ou agravados por frutas cítricas. “Nestes casos, o melhor mesmo é reduzir bastante o consumo das frutas ou até suspendê-lo por um período”, recomenda. “Pacientes em tratamento contra o câncer costumam ter esses problemas”, acrescenta.

Outros estudos sobre esses alimentos, conta Lúcia, sugerem uma relação entre frutas cítricas e enxaqueca. As crises da doença podem ser desencadeadas pelo consumo desses alimentos, mas ainda há pouca literatura médica sobre o assunto.

Fonte: IG


Você se cuida e não consegue emagrecer?

Conheça alguns fatores que podem estar minando o seu esforço para perder peso

Apostar na dobradinha alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos é a principal recomendação para quem deseja emagrecer. Mas, ainda que se esforcem para cumprir esta orientação, algumas pessoas só vêem o peso aumentar.

Apesar de parecer conversa fiada, o fato é que existem, sim, situações capazes de nos fazer engordar – como alterações hormonais, por exemplo. Em outros casos, são comportamentos considerados inofensivos que colocam tudo a perder.

Para que explicar melhor essa relação, especialistas selecionaram alguns fatores que podem influenciar no sobe e desce da balança. Confira.

Estresse

Esse estado emocional favorece a produção do hormônio cortisol. “Ele é muito importante, pois atua em resposta a situações de perigo”, observa Mônica Dalmacio, mestre em Nutrição pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e co-autora do livro “Alimentos e sua ação terapêutica” (Editora Atheneu). O problema é que, em excesso, o cortisol leva ao aumento dos depósitos de gordura, além de reduzir as reservas de massa muscular.

Segundo Vanessa Franzen Leite, nutricionista especializada em psicologia do emagrecimento, de Porto Alegre (RS), pessoas muito estressadas também tendem a consumir alimentos ricos em carboidratos refinados (que geram mais fome) e gorduras (que são hipercalóricos).

Sono de menos

Quem acha que dormir é desperdício de tempo tem mais dificuldade para mandar os quilos extras embora. Evidências científicas mostram que noites mal dormidas inibem a produção de leptina (hormônio da saciedade) e beneficiam a liberação de grelina (hormônio da fome). Traduzindo: o apetite aumenta e a sensação de satisfação demora a aparecer.

Mônica Dalmacio conta que, além disso, a privação do sono faz os níveis de cortisol subirem – como já foi dito, e isso não é nada bom. Já o hormônio do crescimento aparece em menor quantidade, prejudicando o aumento de massa muscular e o metabolismo.

Problema na tireóide

O hipotireoidismo é um distúrbio que afeta a tireóide (uma pequena glândula localizada no pescoço), reduzindo a produção dos hormônios T3 e T4. Quando há déficit dessas duas substâncias no organismo, o metabolismo se torna bem lento.

“Você pode se alimentar como sempre, mas o corpo já não gasta da mesma forma”, observa Ruth Clapauch, vice-presidente do departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Por isso, pessoas que desenvolvem hipotireoidismo podem ganhar quilos mesmo comendo pouco e fazendo exercícios. O quadro ainda é composto por outros sintomas importantes, como pele seca, cabelo quebradiço, sonolência, intestino preguiçoso e cansaço, entre outros.

Síndrome do ovário policístico

De acordo com a médica da SBEM, as mulheres que têm essa doença costumam produzir dois hormônios em excesso: a insulina e a testosterona. “Ambos causam ganho de peso”, diz. Enquanto o primeiro aumenta o apetite e a vontade de comer doces, o segundo favorece o acúmulo de gorduras no abdome.

Além dos quilos extras, outras mudanças acompanham a síndrome, tais como irregularidade na menstruação e presença de pelos e acne na pele. Se não for tratada, pode comprometer a fertilidade feminina.

Álcool demais

Sabe o tão aguardado happy hour? Pois é, ele pode ser o responsável por tornar todo o sacrifício da dieta inútil. “Bebidas alcoólicas são cheias de calorias e normalmente aparecem acompanhadas de petiscos. São inimigos invisíveis”, observa Mônica.

Para quem quiser relaxar sem arriscar a cintura uma boa é optar pelo vinho. “É uma bebida antioxidante que traz benefícios ao organismo, como o aumento do colesterol bom e a redução do ruim. Por isso, um cálice por dia está liberado, desde que o indivíduo não tenha restrições”, diz Vanessa.

Descontrole emocional

O estado psicológico influencia (e muito!) no processo de emagrecimento. De acordo com a nutricionista Vanessa Franzen Leite, de Porto Alegre, muitas pessoas usam os alimentos para compensar sentimentos como ansiedade, alegria, tristeza, carência, angústia e por aí vai. Assim, a dieta desanda.

Um comportamento que facilmente pode gerar frustração e, como conseqüência, ganho de peso, é estabelecer metas muito ambiciosas, como “vou emagrecer 3 kg em uma semana”.

“Alimentação saudável e exercícios devem ser sinônimos de alegria e relaxamento e não de mais um compromisso”, frisa Mônica, mestre em nutrição.

Excessos no fim de semana

Já parou para pensar se o cuidado com a alimentação se mantém de sexta à noite até domingo? Afinal, não adianta montar pratos equilibrados e fazer exercícios durante a semana para depois passar quase três dias à base de cerveja, fritura e doces.

“O consumo alimentar excessivo no final de semana pode colocar toda a dieta em risco. Para evitar isso, escolha apenas um dia da semana para cometer excessos. Depois, retome os hábitos saudáveis”, recomenda Vanessa.

Uso de remédios

Substâncias presentes na fórmula de alguns tipos de medicamentos podem propiciar o ganho de peso. A cortisona, encontrada na maioria dos remédios que tratam alergias e bronquite, e os hormônios usados em determinadas pílulas e injeções anticoncepcionais são bons exemplos.

Segundo Ruth Clapauch, da SBEM, quem notar diferença na balança após dar início a um tratamento deve conversar com o médico para checar a possibilidade de trocar o medicamento indicado ou, dependendo do caso, reduzir as taxas hormonais.

Fonte: IG


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Como os cegos de nascença sonham?

Todas as pessoas sonham e fazem isso várias vezes por noite. Muitas vezes, ao acordar, lembramos claramente do que vimos, do que passamos, como nos sentimos e quem estava no sonho. Mas é exatamente aí que surge uma interessante questão. Se os cegos de nascença nunca tiveram contato com a imagem visual, então, como são formados seus sonhos?

Segundo Liliane Camargos, psicóloga e mestre em teoria psicanalítica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), "os sonhos surgem no período REM do sono, em que a atividade cerebral é semelhante a da vigília". A psicóloga afirma ainda que os sonhos são fundamentais para uma boa saúde física e mental. "Eles possuem importância para aprendizagem, para transformar a memória de curta duração em memória de longa duração". Além disso, acrescenta Liliane, o sonho "é um recurso do qual nosso aparelho psíquico se apropria para manifestar desejos inconscientes reprimidos". E ela garante que eles sempre têm um sentido, por mais bizarros que possam parecer.

"Os sonhos são feitos, perceptivamente, de materiais capturados pelos órgãos dos sentidos recolhidos no dia anterior ao momento do sono. Se uma pessoa possui uma memória perceptiva visual, auditiva, tátil, olfativa e gustativa, todos estes elementos podem aparecer reconfigurados nos sonhos", diz a psicóloga.

Por isso, segundo Liliane, as pessoas que já vieram ao mundo cegas sonham normalmente todas as noites usando as suas experiências. "As pessoas confundem muito o sonho com a percepção visual, por isso existe a dúvida se uma pessoa cega sonha. Isso acontece porque o sentido visual, para quem enxerga, se torna o mais utilizado e evidente, inclusive nos sonhos. Mas nada impede que uma pessoa com visão também sonhe sem imagens visuais".

No caso das pessoas que já nasceram cegas seus sonhos são compostos por situações de diversos tipos, vividas e percebidas do modo como elas "veem" o mundo acordadas, esclarece ela. "Seus sonhos são formados por imagens perceptivas, não visuais, como imagens auditivas, táteis, olfativas e gustativas. Mesmo sem a imagem visual, a sensação que um cego de nascença tem ao sonhar é a mesma de uma pessoa que possui a visão".

E então surge outra dúvida. Será que uma pessoa que perdeu a visão sonha de modo diferente de uma pessoa que já nasceu cega? De acordo com Liliane, quando uma pessoa perde toda a visão, ela sonhará com imagens visuais por um certo período. Mas com o tempo, tais imagens visuais irão se apagando de sua memória e ela passará a utilizar outros sentidos para sonhar.

"No caso de pessoas que possuem baixa visão, ou visão subnormal, elas sonharão assim como percebem o mundo acordadas, com imagens visuais incompletas", completa Liliane Camargos.

Fonte: Terra

Exercícios físicos realmente pioram a azia crônica?

Para quem tem azia crônica, minimizar os exercícios pode parecer óbvio. Muita corrida ou saltos podem induzir o refluxo ácido. Porém, o tipo certo de exercícios, com algumas precauções, na verdade pode melhorar essa condição.

Estudos descobriram que sessões curtas de exercícios moderados pelo menos algumas vezes por semana podem reduzir o risco de doença do refluxo gastroesofágico, em parte porque reduz o índice de massa corpórea, um fator de risco essencial.

Um estudo, publicado em 2004 e que incluiu mais de 3 mil pessoas que relataram ter refluxo, descobriu que uma sessão de exercícios de meia hora no mínimo uma vez por semana (associada ao consumo de alimentos com alto teor de fibra) ajuda a reduzir pela metade o risco de apresentar refluxo gastroesofágico.

Duas medidas podem ajudar: evitar alimentos duas horas antes de praticar exercícios e ficar longe de bebidas isotônicas com muito carboidrato. Porém, o exercício específico é crucial. Cientistas descobriram que exercícios aeróbicos com maior "agitação do corpo", como corrida vigorosa, consistentemente induziu o refluxo ácido, até em pessoas que não tinham o problema. Exercícios menos agitados - como pedalar numa bicicleta ergométrica, por exemplo - causaram menos problemas.

Outro fator é a posição do corpo. Levantamento de peso com o braço, musculação na perna e qualquer outro exercício que envolva ficar deitado aumentam acentuadamente o risco de refluxo ácido. Um estudo de 2009 mostrou que surfistas apresentem risco muito maior de apresentar a doença do que outros atletas. "Remar de bruços sobre a superfície da prancha de surfe leva a um aumento da pressão intra-abdominal", escreveram os autores do estudo.

Conclusão: exercícios moderados, com as precauções certas, podem reduzir a incômoda azia crônica.

Fonte: Terra


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Osteoporose pode surgir antes dos 40 anos

Queridinha de Hollywood, a atriz ganhou o Oscar por “Shakespeare Apaixonado” e, mais recentemente, participou de “Iron Man 2”, ao lado de Robert Downey Jr. A notícia da osteopenia espanta principalmente pela idade de Gwyneth, ela tem apenas 37 anos.
“É menos comum, mas não é impossível ter essa doença assim tão cedo”, afirma a reumatologista Rosa Maria Rodrigues Pereira, responsável pelo ambulatório de osteoporose do Hospital das Clínicas da USP. Ela explica que diversos fatores podem contribuir. “Mas a principal causa é hormonal”.
A queda na produção de estrogênio favorece a perda de massa óssea, porque o hormônio feminino está diretamente ligado à absorção do cálcio. É por isso que o risco da doença cresce muito após a menopausa. “Mesmo nos anos que antecedem a menopausa, a mulher já pode começar a sofrer alguma perda”, alerta Rosa Maria.

Ciclo afetado
Como a doença está fortemente ligada ao fator hormonal, ter o ciclo menstrual irregular aumenta o risco para as mulheres. “Ter ovários policísticos, por exemplo, é um agravante”, diz a reumatologista.
As variações hormonais tornam a doença mais incidente no público feminino. “Cerca de 50% das mulheres terão esse problema em algum momento da vida, enquanto o número para os homens está entre 17% e 30%”, compara.

Alimentação
A baixa ingestão de alimentos ricos em cálcio também pesa na equação da osteoporose. “O ideal é ingerir 1.200mg de cálcio por dia, o equivalente a quatro copos de 300ml de leite”, recomenda Patrícia Ramos, nutricionista do Hospital Bandeirantes.
A dose de cálcio precisa ser um pouco maior em alguns momentos da vida. “Após a menopausa, a mulher requer 1.500mg por dia. Idosos precisam de 1.600mg”, revela.
Quem não é muito fã de leite pode substituir o alimento por iogurte ou por queijo. “Uma fatia grossa equivale a um copo de leite de 300ml”, afirma. Vegetais de cor verde escuro também têm cálcio, embora em menor quantidade.
Se o leite é amigo dos ossos, o café pode ser eleito um inimigo, caso ingerido em alta quantidade. “Cinco xícaras por dia ou mais podem afetar os ossos”, afirma a nutricionista.
Em seu blog, Gwyneth comenta que tem feito uma dieta bem restritiva desde 1999. É um regime macrobiótico, baseado em peixe, sopas e vegetais.

Outros fatores
O tabagismo, fator de risco para inúmeras doenças, também aparece na lista da osteoporose. “O cigarro age direto nas células que formam os ossos, matando elas mais rapidamente”, alerta Rosa Maria.
Sedentarismo e predisposição genética também podem levar à doença, assim como a alta ingestão de bebidas alcoólicas. “A osteoporose é multifatorial”, resume a reumatologista.

Osteoporose e osteopenia
Um exame chamado densitometria óssea é capaz de verificar a perda de massa óssea, classificando ela em osteoporose ou osteopenia. O exame compara a massa ideal, encontrada em pessoas com idade entre 20 e 30 anos, com a massa do paciente no momento do teste.
Se o desvio estiver entre 1 e 2,4 pontos, é osteopenia. Se for de 2,5, é osteoporose. “Um desvio de 2,5 representa de 20% a 30% de perda óssea”, explica Rosa Maria.

Fonte: IG

Menstruação irregular pode indicar excesso de exercícios

A combinação dieta e exercícios é fundamental para uma vida saudável e com menos doenças. Mas a ansiedade por um corpo perfeito, dentro dos padrões mais exigentes de beleza, faz algumas mulheres exagerarem na dose.
Um dos primeiros sinais do desgaste excessivo está na menstruação, que passa a ser irregular ou até deixa de acontecer (amenorreia).
“O exercício influencia a produção de endorfina”, explica Tathiana Parmigiano, ginecologista da Seleção Brasileira de Basquete. A endorfina, explica a médica, é um hormônio que age no sistema nervoso central, produzindo sensações de bem-estar e relaxamento.
Estudos recentes sugerem que a prática regular de atividades físicas eleva o nível de endorfina em repouso e isso ajuda a amenizar os sintomas da TPM. Mas se a mulher exagerar nos exercícios, a endorfina pode prejudicar o ciclo e até interrompê-lo. “O ciclo desregulado afeta a absorção de cálcio pelos ossos e pode levar a um quadro de osteopenia precoce”, alerta Tathiana.
Sem os devidos cuidados, a osteopenia é uma condição que pode evoluir para osteoporose, tornando os ossos mais frágeis e sujeitos a fraturas. Uma das formas de fratura comum nesses casos é a fratura por estresse, causada por lesões de baixa intensidade, porém frequentes no mesmo local.
Estima-se que as fraturas por estresse representem 10% das fraturas de atletas, e até 25% no caso de praticantes de corrida. O risco é maior em mulheres.

Tríade da mulher atleta
"Toda mulher com fratura por estresse, que seja praticante de esportes, deve passar por uma investigação médica. Pode ser que ela tenha tríade da mulher atleta”, afirma a ginecologista.
Ela explica que a tríade consiste na combinação dos fatores distúrbio alimentar, ciclo menstrual alterado e perda de massa óssea. Os primeiros sinais costumam aparecer na menstruação. É comum o ciclo se tornar irregular quando a mulher pega pesado no treino. “É preciso rever a intensidade do treino e toda a alimentação”, recomenda. Além da tríade, a mulher também pode ter dificuldade para engravidar.

Ninguém conhece
O grande desafio do combate à tríade da mulher atleta é tornar o problema conhecido. Mesmo entre atletas profissionais, esse conjunto de disfunções ainda é pouco discutido.
Um levantamento com 60 mulheres durante os Jogos Pan-Americanos (PAN) de 2007 revela que 80% delas não sabia o que era a tríade. Na Seleção Brasileira de Basquete, outro estudo, de 2010, revelou que 27,3 das atletas tiveram fraturas por estresse em algum momento da carreira.
“Não há diferença entre atletas profissionais e amadoras, entre treinos pesados ou não”, afirma Tathiana. O que importa, segundo ela, é se o treino está sendo pesado demais para a pessoa que o pratica.
“Treinos intensos em quaisquer níveis, sem um aporte nutricional adequado, podem causar alterações menstruais e ósseas. Por isso, qualquer mulher pode desenvolver a tríade”, completa.

Recuperar o equilíbrio
Quando a tríade é diagnosticada ou alguns sinais de que ela está por vir são detectados, é preciso rever a combinação entre alimentação e exercícios. É quando ela está desequilibrada que os problemas começam a surgir.
Em toda atividade física, o corpo sofre um desgaste e precisa de tempo e de nutrientes para se recuperar. Se tudo estiver na dose certa, a pessoa melhora seu condicionamento físico e vai atingindo seus objetivos: perda de peso, ganho de massa muscular, melhora no desempenho esportivo (caso pratique uma atividade competitiva).
Se não houve equilíbrio, há risco de overtraining. O problema é mais comum em mulheres por questões hormonais e também pode levar à tríade da mulher atleta.

Fonte: IG

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Em 10 anos, excesso de peso no Brasil será igual aos EUA

Segunda a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), se a proporção de adultos brasileiros com excesso de peso continuar aumentando como nos últimos seis anos, em uma década o Brasil vai se igualar aos Estados Unidos: dois terços da população estarão acima do peso.

O documento analisou questões relativas a peso e altura de mais de 188 mil brasileiros de todas as faixas etárias, classes sociais e regiões entre 2008 e 2009. Esta é a segunda etapa de divulgação da POF - na primeira, foram apresentados resultados relativos a despesas, rendimentos e condições de vida da população.

Não só a população acima de 20 anos está sujeita ao aumento do sobrepeso e da obesidade. De acordo com a POF, os problemas "são encontrados com grande frequência, a partir de 5 anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras". Conforme dados da POF, triplicou a porcentagem de brasileiros acima do peso nos últimos 35 anos entre a população infantil e a população de adultos homens.

Crianças e jovens

Em crianças entre 5 e 9 anos de idade e entre adolescentes, a frequência do excesso de peso, que vinha aumentando modestamente até o final da década de 1980 segundo o IBGE, praticamente triplicou nos últimos 20 anos, alcançando entre um quinto e um terço dos jovens.

Entre os brasileiros de 5 a 9 anos, o excesso de peso atingia 10,9% dos meninos, na edição de 1974-1975 da pesquisa. Em 1989, o índice subiu para 15%, e, em 2008-2009, para 34,8%. Entre as meninas, a proporção de sobrepeso era de 8,6% na primeira edição, 11,9%, na segunda, e 32%, nesta edição. Não há dados referentes à terceira edição da POF, entre 2002 e 2003, para esta faixa etária.

Em relação ao grupo de 10 a 19 anos, o excesso de peso era encontrado em 3,7% dos homens em 1974-1975 e em 7,7% em 1989. Na edição seguinte, o índice saltou para 16,7% e, na última, chegou a 21,7%. Entre as mulheres, 7,6% estavam acima do peso em 1974-1975 e 13,9%, em 1989. Nas pesquisas seguintes, a proporção teve ligeira alta, com 15,1%, em 2002-2003, e com 19,4%, nesta última pesquisa.

Desequilíbrio

Segundo a pesquisa, o excesso de peso e a obesidade expressam o desequilíbrio entre ingestão e utilização de calorias pelo organismo humano. O estudo atribui o aumento nos índices de sobrepeso às mudanças nos padrões alimentares e de atividades físicas da população. Sendo assim, segundo o documento, é necessário que a população tenha mais acesso a alimentos saudáveis, como frutas e hortaliças, e que sejam feitas "intervenções no espaço urbano visando à promoção da prática regular de atividade física".

Como sobrepeso e obesidade são calculados

Para o cálculo do sobrepeso, o IBGE usou os valores de referência do Índice de Massa Corporal (IMC) da Organização Mundial de Saúde. Um IMC de até 18,5 kg/m² é considerado déficit de peso. O excesso de peso é identificado com 25 kg/m² ou mais, e a obesidade é diagnosticada quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m².

Fonte: Terra

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cirurgia Bariátrica - Sim ou Não?

Uma coisa que me deixa indignada é a maneira superficial como muitas matérias, em especial na TV, abordam questões relacionadas à saúde. Um bom exemplo é a tal da cirurgia bariátrica (redução do estômago), que parece estar virando febre no Brasil. A maioria dos programas aborda o antes e o depois mostrando apenas o resultado visível, ou seja, como a pessoa passou de 120, 130 quilos para 60 ou 70, por exemplo. Mas deixam de lado o mais importante de todo o processo: o esquema de alimentação e o acompanhamento psicológico que o paciente deve ter antes e depois da cirurgia.

O procedimento é considerado de médio a alto risco, particularmente em doentes super obesos e com comorbidades cardiorrespiratórias, segundo explica o Dr. Pedro Luiz Bertevello, cirurgião do aparelho digestivo especializado em cirurgia bariátrica.

No Brasil existem cerca de 70 milhões de indivíduos acima do peso, o dobro do que havia há três décadas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, e destes, 18 milhões são considerados obesos. Para muitos, a única solução para evitar a obesidade mórbida, considerada pelos médicos doença grave, com risco de morte, é ou será a cirurgia bariátrica. Somente por meio do SUS, foram 1.813 procedimentos em 2003, cerca de 2 mil em 2004 e 2.266 em 2005.

Na rede privada, o crescimento é ainda maior, colocando o Brasil como o segundo país do mundo na realização deste tipo de cirurgia, ficando atrás, apenas, dos Estados Unidos, conforme a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB).

Mas a cirurgia bariátrica é apenas o começo de outra luta. Devido à alta complexidade do procedimento, diversos profissionais devem trabalhar em conjunto antes, durante e depois da intervenção. De acordo com a nutricionista Luciana Coppini, da equipe do Ganep - Grupo de Nutrição Humana, o perfeito entrosamento da equipe multidisciplinar, formada por médico cirurgião, gastroenterologista, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e fonoaudiólogo, entre outros, é parte fundamental no sucesso da cirurgia.

Segundo a nutricionista, os cuidados devem começar muito antes da cirurgia. Consultas ao médico, nutricionista e psicólogo são fundamentais. "As modificações na alimentação e no estilo de vida do paciente devem começar numa fase bem anterior, para que ele tenha tempo de se habituar à nova rotina que será imposta depois da redução", alerta Coppini. Algumas destas mudanças referem-se aos hábitos alimentares. "O paciente precisará comer devagar, mastigar bem, reduzir os intervalos entre as refeições e saber selecionar os alimentos. Estas mudanças estão diretamente relacionadas ao sucesso da cirurgia", explica.

Outro problema facilmente contornável com acompanhamento nutricional é a desnutrição. Sob supervisão de nutricionista será possível garantir que todas as necessidades do paciente sejam supridas por meio da alimentação ou suplementos específicos. "A maneira de pensar também precisa sofrer transformação. O estômago agora estará bastante reduzido e não haverá espaço para tudo aquilo que ele sentir vontade de comer", lembra o Dr. Bertevello.

"Em muitos casos, anos após a cirurgia o paciente ainda não está acostumado à nova condição física e acaba exagerando na comida", alerta Luciana. "É necessária muita disciplina e respeito às orientações dos especialistas, pois a cirurgia não é um passe de mágica. Sem os cuidados necessários o paciente pode até mesmo voltar a engordar."


terça-feira, 16 de março de 2010

Vacina contra o vírus H1N1


“Se o vírus da não escolhe idade, por que só algumas faixas etárias vão receber a vacina contra o H1N1 de graça?”

Mesma dúvida pode estar na cabeça de outros grupos que também não serão contemplados pela vacinação gratuita contra a gripe A, chamada de suína. Ficaram de fora da campanha em massa – que começou nesta segunda-feira vai até maio – os adultos saudáveis e maiores de 40 anos, além das crianças e adolescentes entre 3 e 19 anos.

O critério para a escolha da população alvo das doses gratuitas, argumenta o Ministério da Saúde, está baseado na primeira onda de contágio da nova gripe, que chegou ao Brasil em maio do ano passado e fez quase 30 mil vítimas. Por ser um vírus novo que nunca antes havia circulado no mundo, foi preciso avaliar o perfil de incidência da primeira epidemia, para então definir o grupo a ser protegido pela imunização nacional e sem custos.

As autoridades nacionais decidiram eleger os profissionais de saúde, os povos indígenas, as gestantes, os adultos entre 20 e 39 anos e as crianças entre seis meses e dois anos como o foco da vacinação contra o H1N1.

“A indústria farmacêutica não teve tempo hábil para desenvolver quantidade suficiente de vacina para atender toda população mundial”, explica Juvêncio Furtado, professor de infectologia da Faculdade de Medicina do ABC e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. “O Brasil, por exemplo, comprou 103 milhões de doses, um número significativo, porém insuficiente para cobrir os 190 milhões de habitantes. Foi preciso escolher a parcela prioritária na imunização.”

A infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Regina Succi, afirma que o objetivo da vacina contra a gripe suína não é impedir o contágio – o que seria muito difícil já que a transmissão da doença é muito fácil – e sim evitar as complicações severas após a contaminação.

“Os levantamentos mostraram que diferentemente da gripe tradicional (aquela a que as pessoas estão acostumadas) os idosos não se mostraram tão vulneráveis ao H1N1”, explica a especialista. “Os jovens estão muito mais presentes nas estatísticas de complicação da nova gripe. Uma das hipóteses é que os maiores de 70 anos, na década de 50, tiveram contato com outra epidemia de influenza, com vírus ‘primo’ do H1N1”, diz ela ao citar este argumento como um dos motivos para os mais velhos se mostrarem mais resistentes à epidemia.


Grávidas e doentes crônicos

Apesar do vírus H1N1 ainda ser considerado novidade no cenário científico, algumas pesquisas já ressaltam que a doença é, de fato, mais perigosa para alguns públicos. O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) de São Paulo, por exemplo, ao analisar 10.249 casos da enfermidade concluiu que portadores de doença metabólica crônica, como obesidade, diabetes e colesterol elevado, têm 7,58 vezes mais chances de morrer se contraírem a gripe suína do que pessoas que não apresentam essas condições. Entre as mulheres grávidas, o risco de morrer entre aquelas estão no segundo ou terceiro trimestre de gestação é 4,3 vezes maior do que para as no primeiro trimestre.

Esta pesquisa é uma das que fundamenta a escolha do Ministério da Saúde ao eleger os doentes crônicos e as grávidas – de qualquer idade – como parcela a ser imunizada gratuitamente. O protocolo para ser preenchido está disponível no site do governo federal.

Clínicas particulares

Os especialistas lembram que apesar da vacina ser preferencialmente oferecida para uma parcela da população, a dose não é contraindicada para outras faixas etárias. A vacina para pessoas entre 3 e 19 anos, por exemplo, pode ser oferecida em clínicas particulares. No entanto, os fabricantes das doses contra o H1N1 deverão oferecer as imunizações para as entidades privadas a partir de abril.

As justificativas do Ministério da Saúde

Por que os profissionais de saúde vão receber as doses?

Os trabalhadores da saúde envolvidos na resposta à pandemia necessitam ser protegidos para garantir o funcionamento dos serviços de saúde, ou seja, não se pode correr o risco de um possível colapso de atividade essencial, como pronto atendimento, vigilância em saúde, laboratório etc., porque o profissional foi atingido pela pandemia.

As grávidas foram escolhidas por quais motivos para estarem no grupo da vacinação gratuita?

Entre as mulheres em idade fértil que apresentaram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza pandêmica (gripe suína), 22% eram gestantes.

E a escolha dos doentes crônicos para a vacinação?

Entre os casos graves de (H1N1) 2009, aproximadamente 35% apresentaram alguma comorbidade. O grupo de doenças respiratórias crônicas foi o mais frequente, com 24,4% dos registros, seguido de doenças cardiovasculares,e outras doenças crônicas.

Os indígenas serão vacinados gratuitamente. Por quê?

Os indígenas são considerados grupo prioritário seja pela maior vulnerabilidade a infecções, seja pela maior dificuldade de acesso às unidades hospitalares, caso necessitem delas.

Entre as crianças, quais devem ser vacinadas?

As crianças menores de dois anos apresentaram a maior taxa de incidência de SRAG por influenza pandêmica (H1N1) 2009.

Os jovens são os mais vulneráveis?

Os jovens entre 20 e 29 anos foram o grupo etário mais acometido, representando 24% do total de casos de SRAG por influenza pandêmica (H1N1) em 2009. Os adultos entre 30 e 39 anos foram o grupo etário mais acometido em relação a mortalidade, representando 22% do total dos óbitos de SRAG por influenza pandêmica (H1N1) no ano passado.


(Fonte: IG)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Garota Enxaqueca

Se você é como eu que sofre demais com aquelas dores de cabeça terríveis, que nada faz melhorar, além de uma cama num quarto escuro, talvez se interesse pela notícia abaixo. A coisa é tão feia que muitas pessoas já me chamam de "garota enxaqueca". O pior é que ela aparece do nada, atormenta o dia todo, e depois vai embora, mas não sem antes fazer um estrago daqueles. No meu caso, por exemplo, é bastante comum sentir muita náusea durante a crise. Por vezes, já cheguei às vias de fato e vomitei até as tripas. E não adianta vir com aqueles comprimidinhos tipo Neosaldina, Doril e afins. Além de não resolverem, atacam ainda mais meu estômago já enjoado. É triste demais.


Dor de cabeça no trabalho

Pesquisa aponta que seis em cada dez mulheres sofre com ela


A dor de cabeça intensa é “colega” de trabalho da maioria das mulheres, revela pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cefaleia.

Em levantamento feito com 446 pessoas, os pesquisadores atestaram que 59,7% das mulheres que trabalham convivem frequentemente com os episódios de dor, em níveis moderados a intensos. Já entre os homens, o índice cai para 34,4%, diferença de 25,3 pontos.

Os motivos para elas serem maioria nas estatísticas são principalmente dois, explica o neurologista e presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia, Ariovaldo Alberto Silva Júnior: hormônios e estilo de vida.

“A variação hormonal que todo mês acontece nas mulheres, em especial na faixa etária entre 18 e 39 anos, faz com que elas fiquem mais suscetíveis às dores de cabeça mais intensas”, afirma Silva Júnior ao citar também os fatores externos como influentes. “Além disso, as mulheres com crises recorrentes de dor de cabeça têm outras características pessoas que favorecem o quadro. São muito ansiosas, se cobram muito, não conseguem limitar o horário de trabalho, dedicam pouco tempo ao lazer.”

Outro alerta do especialista é para os analgésicos. Tomá-los em exagero para solucionar as crises pode só agravar a situação. Ingerir os comprimidos mais de duas vezes por semana pode fazer com que os episódios de dor fiquem ainda mais fortes e frequentes.

A dica é prestar atenção aos sinais. Se as crises aparecerem mais de duas vezes ao mês e impossibilitarem a realização de tarefas, é bom procurar o médico. Outras dicas são: ficar atenta aos alimentos que podem despertar a dor de cabeça (os mais comuns são café, chocolate, queijos amarelos, vinhos e cerveja) e praticar exercícios aeróbicos.

“Ioga e pilates são ótimos para relaxar. Mas para prevenir as crises de enxaqueca, é preciso fazer atividades que aumentem a frequência cardíaca, como correr, pedalar, nadar”, completou o presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia.

O tratamento pode incluir o uso de medicamentos, além de psicoterapia para lidar com a ansiedade e o estresse e acompanhamento nutricional com a finalidade de melhorar os hábitos alimentares diurnos e reduzir a fome à noite. “O paciente precisa contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar e especializada”, resume Maria Angélica. Não hesite, portanto, em procurar ajuda: este é o primeiro passo para se ver livre do pesadelo e desfrutar de boas noites de sono.

(Fonte: IG)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Estudo sugere que pessoas menos inteligentes fumam mais


Os fumantes parecem ter menor quociente de inteligência (QI) do que os não-fumantes, e, quanto mais uma pessoa fuma, "menos esperta" ela parece ser, segundo pesquisadores do Centro Médico Sheba, em Israel. Em pesquisa com 20 mil recrutas israelenses, os especialistas descobriram que homens jovens que fumam um maço de cigarros por dia ou mais têm QI 7,5 pontos menor do que aqueles que nunca fumaram.

Avaliando os recrutas militares de 18 anos de idade - 28% que fumavam pelo menos um cigarro por dia, 3% que eram ex-fumantes e 68% que nunca tinham fumado -, os pesquisadores notaram que a média de pontuação dos fumantes nos testes de inteligência foi bem menor do que a dos não-fumantes - 94, contra 101 -, independentemente de status socioeconômico e da escolaridade dos pais. E os resultados indicaram, ainda, que, quanto mais cigarros eles fumavam diariamente, piores eram seus resultados nos testes de QI - de 98 para pessoas que fumavam de um a cinco cigarros por dia, para 90 daqueles que fumavam mais de um maço.

De acordo com os autores, os participantes foram proibidos de fumar no período dos testes, assim, os sintomas de abstinência podem ter afetado os resultados dos fumantes. Porém, mesmo aqueles que começaram a fumar pouco tempo antes da pesquisa, após entrarem no exército, apresentaram pior QI do que os não-fumantes, o que indica pouca influência da abstinência de nicotina sobre os resultados.

Baseados nesses resultados, os especialistas concluíram que pessoas com menor QI são mais propensas a começar a fumar e a fumar mais cigarros, e que os resultados não indicam que o tabagismo possa tornar as pessoas menos inteligentes. Por isso, eles defendem que "adolescentes com pior QI podem ser foco de programas desenvolvidos para a prevenção do tabagismo".


Uma perguntinha:
"E os fumantes passivos, como será que ficam nessa história??? Fudidos, é claro!!!"

Fonte: Addiction. Fevereiro de 2010.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Calvície genética é também um problema feminino







Mais comum entre os homens, a queda de cabelo acentuada atinge mulheres de todas as idades

A calvície em mulheres pode ter inúmeras causas, como alimentação inadequada, estresse, problemas da tireóide, uso incorreto de químicas capilares, anemia e medicamentos. Contudo, quando o problema é apresentado em pessoas com predisposição genética, o quadro tende a ser mais grave.

A calvície genética é causada por uma enzima chamada DHT, derivada da testosterona. Ela torna o couro cabeludo mais sensível e, posteriormente, inibe o crescimento dos fios. O aspecto geral do cabelo também piora: ele fica ralo, quebradiço e oleoso.

Normal ou patológico?

Perder entre 60 e 100 fios por dia é normal, segundo o dermatologista Aguinaldo Bonalumi. Além disso, a mulher passa por três fases onde a queda de cabelo ocorre de forma mais acentuada: após a primeira menstruação, na faixa dos 30 anos, e durante a menopausa. “São nesses períodos que os índices de testosterona aumentam”, alerta. “Para detectar se há perda de cabelo considerável, uma boa dica é observar a variação do volume no rabo de cavalo”, aconselha a dermatologista Maria Angélica Muricy, especialista em implantes capilares.


Diagnóstico e tratamentos

Para combater a calvície, a primeira medida é realizar um diagnóstico detalhado. “Dependendo da patologia, pode ser necessário fazer uma biopsia do couro cabeludo”, explica Maria Angélica. O tratamento varia de acordo com o resultado desse estudo.

O dermatologista Aguinaldo Bonalumi alerta que xampus e vitaminas, sozinhos, não resolvem o problema. “Isso é um mito. É importante uma avaliação correta”, afirma. Maria Angélica concorda. “O tratamento nunca é realizado só com um produto”. E, segundo ela, os primeiros sinais de melhora só serão vistos seis meses depois do início do tratamento, que pode contar com a utilização de medicamentos.

Fonte: IG