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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vem aí o 20º Festival Internacional de Animação - o Anima Mundi


Exposições, oficinas, convidados internacionais e um festival de animação fazem parte do Anima Mundi, que completa 20 edições em 2012. Em São Paulo, o evento é gratuito e acontece entre os dias 25 e 29 de julho no Memorial da América Latina e Centro Cultural Banco do Brasil, após temporada no Rio de Janeiro.

São 448 produções cinematográficas, sendo 80 brasileiras. Países como França, Alemanha, Japão, Polônia, Portugal, Estados Unidos, Suíça, Dinamarca, República Tcheca, Síria e Tunísia estão representados nas telas.

Entre os convidados internacionais está o americano Adam Pesapane, PES, animador de objetos cotidianos, a inglesa Sarah Cox e Roger Horrocks, para uma palestra especial sobre o animador neozelandês Len Lye, morto em 1980. Rodrigo Teixeira, diretor de efeitos visuais do filme “A Invenção de Hugo Cabret”, vencedor do Oscar 2012, vem ao evento para falar sobre o uso do 3D nas animações.

O festival também conta com oficinas gratuitas, onde crianças e jovens possam ter contato com técnicas de animação. Um destaque é a oficina 12l, com tablets que serão animados pelo público.

Serviço:
Anima Mundi
Data: de 25 a 29 de julho de 2012.
Horário: das 12h às 23h. (consulte programação completa no site).
Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB.
End.: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro.
Grátis. Tel.: (11) 3113-3651.

Memorial da América Latina
End.: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda.
Grátis. Tel.: (11) 3823-4600.
www.animamundi.com.br


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vale a pena ver

Ontem eu fui ver Nosso Lar, filme baseado no best-seller homônimo de Chico Xavier. Eu já tinha lido o livro há alguns anos, é realmente muito bonito. Mesmo para aqueles que não acreditam em vida após a morte, a história desperta comoção, além de aguçar a curiosidade. A colônia, a qual eles chamam de Nosso Lar é uma das esferas próximas à Terra para onde vão alguns dos espíritos desencarnados, uma espécie de hospital para tratamento e recuperação, mas com estrutura de governo e tudo mais muito parecido com a nossa.

O filme registrou a melhor estreia de um longa-metragem brasileiro desde a década de 90. Entre sexta-feira, dia 3, e domingo, dia 5 foi visto por 580 mil pessoas, sendo a segunda melhor audiência de filmes nacionais. O faturamento nesses dias ficou na casa de R$ 6,2 milhões.

O longa conta a história de André Luiz, um médico bem-sucedido que, após a morte, acorda no mundo espiritual. Lá começa sua nova jornada de autoconhecimento e transformação, desde os primeiros dias numa dimensão de dor e sofrimento até ser resgatado e levado para a cidade espiritual Nosso Lar.

Em termos de público, Nosso Lar apenas fica atrás do filme inspirado na vida do próprio Chico Xavier, lançado em abril deste ano e de nome homônimo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dica de cinema


Christopher Nolan é hoje a melhor prova de que existe vida inteligente em Hollywood. Mais do que David Lynch em Império dos Sonhos, ele investiga o universo da mente em A Origem. O filme é sobre um ladrão de sonhos contratado para plantar uma ideia no inconsciente de um homem. Só nesse conceito já está impressa uma reflexão sobre o que é o cinema. Não se trata de construir sonhos, de plantar ideias no imaginário do espectador?

Cinéfilo de carteirinha lembra-se da cena de Cavaleiro das Trevas em que Batman e o Curinga ficam invertidos, mas Nolan filma de um jeito como se estivessem frente a frente, naquele andaime. O diretor já vinha invertendo códigos desde Amnésia, onde contou sua história de trás para a frente, e Insônia, onde transformou em pura luz a natureza sombria do filme noir. Batman e o Curinga invertidos podiam ser figuras emprestadas às pesquisas visuais de M.C. Escher. O artista voltas agora na arquitetura dos sonhos de A Origem. Para roubar uma ideia é preciso fazer uma pessoa sonhar com ela. O sonho tem de ser cuidadosamente planejado e executado. Exige um arquiteto e um conjunto de profissionais para colocar o processo em marcha.

Grupal. Roubar sonhos não é uma atividade solitária, mas de grupo. Leonardo DiCaprio pode ser o chamariz de elenco de A Origem, mas a dramaturgia do filme refere-se ao grupo. Os sonhos de DiCaprio têm até uma mulher fatal, interpretada por Marion Cotillard. Ela morreu, mas vive invadindo os sonhos do ex-marido. Ele quer manter os momentos que tiveram no passado, mas Marion transforma-se num vírus perigoso, que o impede de reencontrar os filhos. A Origem é, no limite, uma ficção científica, mas, como diz Nolan, o que importa não é a ciência, mas o humano. Compare com James Cameron e a imensa revolução tecnológica de Avatar. A Origem tem 400 planos digitalizados contra os cerca de 2 mil que Nolan afirma serem normais numa produção deste porte.

A técnica é importante, mas as ideias são mais. O desafio de Nolan é radicalizar o conceito de cinema de autor no blockbuster. Você já viu esses conflitos de tempo e espaço em obras de Alain Resnais, por exemplo, mas o que Nolan propõe é outra coisa. Ele mistura os códigos de um cinema feito para o grande público a histórias mais difíceis e até inacessíveis. É o cinema do futuro, que já chegou - popularização da alta cultura. Seu arauto foi Peter Jackson, na trilogia O Senhor dos Anéis, que adaptou da saga erudita de JRR Tolkien. Nolan tem como faróis diretores como Stanley Kubrick, Terrence Malick, Nicolas Roeg, Ridley Scott. E Orson Welles, autor do maior noir já feito - A Marca da Maldade.

Interessa-lhe Escher, mais do que Matrix, cujos personagens também dormem, ligados a computadores, à espera do Escolhido. Não existe escolhido em A Origem, assim como já havia, embutida, uma crítica ao super-herói em O Cavaleiro das Trevas. A ‘inception’ é o McGuffin da trama, recurso hitchcockiano que desencadeia o relato e, a rigor, não significa nada. O tema é a busca da felicidade. Como o velho protagonista de O Mensageiro do Amor, de Joseph Losey, DiCaprio precisa se libertar da influência da flor mortal representada por Marion, mas permanece uma dúvida, um twist final. O desfecho é real ou sonhado? A Origem é rico em referências e subtextos. Você não precisa deles para viajar na poderosa carga emocional deste novo marco do cinemão de autor.

A Origem - Original: Inception. Direção: Christopher Nolan. Gênero: Ação ( 148 min.)Censura: 14 anos. Cotação: Excelente

Fonte: Estadão

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nova estreia para "Alice"


A Disney anunciou hoje a nova data de lançamento de "Alice no País das Maravilhas" no Brasil: ao invés da sexta-feira, dia 23 de abril, a produção em 3D estreia na quarta, dia 21, justamente quando se comemora o feriado de Tiradentes. A aposta no filme de Tim Burton tem motivos concretos. Além de ter astros como Johnny Depp no elenco e de provocar burburinho a um bom tempo, "Alice" correspondeu às expectativas nas bilheterias em sua estreia nos EUA e em outros países, no início de março (leia mais). Enquanto o filme de Burton ganhou status de "urgência", a Disney adiou a estreia de "Estão Todos Bem", com Robert De Niro e Drew Barrymore, prevista para nove de abril. Por ora, ainda não há dia de lançamento definido.

segunda-feira, 15 de março de 2010

E por falar nele...


Quem quiser saber um pouco mais da vida e da obra deste que é considerado pelos críticos da sétima arte como um dos maiores talentos de Hollywood, tem à disposição o livro J. DEEP, da editora Taschen.

De todos os atores da atualidade, poucos são tão talentosos, determinados e enigmáticos quanto Johnny Depp, que surgiu como artista na década de 90 e vem sendo cada vez mais reconhecido como um dos melhores da sua geração. Além do relato completo da carreira cinematográfica do astro, a obra traz ainda mais de cem fotos coloridas dos personagens e dos filmes. Um verdadeiro deleite para os fãs e fãzocas como eu.



DETALHES DA EDIÇÃO

COLEÇÃO: Movie Icons

TÍTULO: Johnny Depp

EDIÇÃO: Paul Duncan

TEXTOS: F. X. Feeney

FOTOS: The Kobal Collection

EDITORA: Taschen

ANO: 2009

IDIOMA: Português

PREÇO: R$ 30,27 (Livraria da Folha)


Sempre Johnny Deep

Se você, assim como eu, é apaixonadérrima pelo ator Johnny Deep, não pode perder a nova versão cinematográfica em 3D do conto de fadas 'Alice no País das Maravilhas', que chega por aqui na segunda quinzena de abril.

Assinado pelo diretor Tim Burton, parceiro de Deep desde 'Edward Mãos de Tesoura', o longa segue liderando as bilheterias dos EUA desde sua estreia, há duas semanas, sendo considerado a maior abertura da história no inverno norte-americano. Mundialmente, o filme já fez US$ 429 milhões.

Diferentemente da história já conhecida, dessa vez Alice (Mia Wasikowska), aos 17 anos, vai a uma festa vitoriana e descobre que está prestes a ser pedida em casamento perante centenas de socialites. Ela então foge, seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou há dez anos, mas não se lembrava. Lá conhece personagens como os irmãos gêmeos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, o Gato Risonho, a Lagarta, toma chá com a Lebre Maluca e o Chapeleiro Louco (Johnny Deep) e participa de um jogo de cricket com a Rainha de Copas.


Novidades na telona

A estreia 'Zona Verde', que coloca Matt Damon na guerra no Iraque, estreou em segundo lugar, com US$ 14,5 milhões. A nova parceria entre o astro e o diretor Paul Greengrass, após os dois últimos capítulos da série Bourne, chega ao Brasil em 16 de Abril.

'Ela é Demais Pra Mim', outra estreia do final de semana, ocupou o terceiro lugar com US$ 9,6 milhões. Adolescente conhece uma garota e pensa ser ela a mulher de sua vida. Mas sua falta de autoconfiança e a influência dos amigos e da família podem colocar tudo a perder neste novo relacionamento. Estreia em 21 de Maio.

Entre as estreias, quem ficou com a pior foi o galã Robert Pattinson. Seu drama 'Lembranças' estreou em quarto lugar, com fracos US$ 8,3 milhões. Pattinson (A Saga Crepúsculo) interpreta Tyler Roth, um jovem rebelde de Nova York, que tem uma relação tensa com seu pai, interpretado por Pierce Brosnan (Mamma Mia!), desde que uma terrível tragédia separou sua família. Tyler não acredita que alguém no mundo poderia entender o que ele sente até o dia em que conhece Ally, interpretada por Emilie de Ravin (Inimigos Públicos) através de uma reviravolta incomum do destino.

'Ilha do Medo' fechou o TOP 5. O longa faturou mais US$ 8,1 milhões.


Confira os filmes mais vistos nos EUA neste final de Semana:

1. Alice no País das Maravilhas (US$ 62 milhões)

2. Zona Verde (US$ 14,5 milhões)

3. Ela é Demais Pra Mim (US$ 9,6 milhões)

4. Lembranças (US$ 8,3 milhões)

5. Ilha do Medo (US$ 8,1 milhões)

6. Our Family Wedding (US$ 7,6 milhões)

7. Avatar (US$ 6,6 milhões)

8. Atraídos Pelo Crime (US$ 4,29 milhões)

9. Tiras em Apuros (US$ 4,23 milhões)

10. The Crazies (US$ 3,6 milhões)


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Lobisomem


Ontem eu fui ver a nova versão do clássico da Universal O Lobisomem, de 1941. Mas confesso que não gostei muito. A refilmagem fica muito aquém do original, apesar da atuação de dois monstros sagrados do cinema: Benício Del Toro e Anthony Hopkins. Tirando o trabalho de maquiagem, que é ótimo, o restante do filme é monótono e sem graça.


Sinopse
No longa dirigido por Joe Johnston (futuro diretor de “Capitão América”),assim como no clássico original de 1941, a história também se passa na Inglaterra Vitoriana e conta a trajetória de Lawrence Talbot (papel vivido por Benício Del Toro), um homem que retorna da América para sua terra ancestral e no caminho é mordido por um lobisomem. Talbot começa sua assustadora transformação sob a lua cheia. Além de Del Toro, o filme conta ainda com as participações de Emily Blunt (“O Diabo Veste Prada”), Anthony Hopkins (o eterno “Hanibal”) e Hugo Weaving (das trilogias “Matrix” e “O Senhor dos Anéis”).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O mundo mais sem graça hoje


Hoje o mundo amanheceu mais feio e sem graça, pois perdemos o ator Patrick Swayze, morto ontem em virtude de um câncer de pâncreas. Para aqueles que com eu viveram intensamente os anos 80 e 90, certamente não esquecerão filmes como "Dirty Dancing - Rítmo Quente" (1987) e "Ghost - Do Outro Lado da Vida" (1990), estrelados pelo galã que chegou a ser considerado pela revista People como o "Homem mais bonito do mundo". Patrick, que lutou bravamente contra a doença nos últimos anos, deixará saudades, além de uma legião de fãs que ainda suspiram ao ouvir temas como "(I've had) The Time of My Life" e "Unchained Melody".

Com a atriz Jennifer Grey, em cena do filme Dirty Dancing


Com a atriz Demi Moore, em cena antológica do filme Ghost

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Estreias da semana- Cinema


Confira os filmes que chegam às telas hoje (14 de agosto)!


Brüno
Comédia - 18 ANOS

No documentário falso, o modelo e apresentador austríaco Brüno (Sasha Baron Cohen), arruinado em seu país, busca fama nos EUA

EUA, 2009. Direção: Dan Mazer. Elenco: Sacha Baron Cohen, Alice Evans, Candice Cunningham. Duração: 83 min.


Arraste-me Para o Inferno
Terror - 14 ANOS

Christine Brown (Alison Lohman) é uma ambiciosa agente de crédito em Los Angeles com um namorado charmoso, o professor Clay Dalton (Justin Long). Um dia chega ao banco a misteriosa Sra. Ganush (Lorna Raver) implorando pela extensão do financiamento de sua casa própria. Christine nega o pedido para impressionar seu chefe, Sr. Jacks (David Paymer), e acaba ganhando uma maldição da velhota. Perseguida por um espírito do mal, ela busca a ajuda do vidente Rham Jas (Dileep Rao). Começa então um embate de feitiços contrários.

(Drag Me to Hell) EUA, 2009. Direção: Sam Raimi. Elenco: Justin Long, Alison Lohman, Jessica Lucas. Duração: 99 min.


Aquele Querido Mês de Agosto
Drama - LIVRE

Equipe parte para o interior de Portugal a fim de filmar as festividades típicas do mês de agosto. Lá, descobre a história de um triângulo amoroso formado por uma moça, seu pai e seu primo.

Portugal, 2008. Direção: Miguel Gomes. Elenco: Sónia Bandeira, Fábio Oliveira, Joaquim Carvalho. Duração: 150 min.


Se Nada Mais Der Certo
Drama - 16 ANOS

Os caminhos cruzados de três personagens em São Paulo: um jovem desempregado vindo de Brasília, um taxista e uma menina andrógina que sobrevive traficando drogas.

Brasil, 2008. Direção: José Eduardo Belmonte. Elenco: Cauã Reymond, João Miguel, Caroline Abras. Duração: 120 min.


Tempos de Paz
Drama - 12 ANOS

Em 1945, na sala de imigração do porto do Rio de Janeiro, ocorre um embate entre um interrogador da polícia e um ator polonês, fugindo do nazismo.

Brasil, 2009. Direção: Daniel Filho. Elenco: Tony Ramos, Dan Stulbach, Daniel Filho, Louise Cardoso, Ailton Graça. Duração: 82 min.


Confissões de uma Garota de Programa
Drama - 14 ANOS

Prostituta de alta classe, às vésperas das eleições presidenciais americanas de 2008, tem de lidar com clientes, trabalho e seu namorado.

(The Girlfriend Experience) EUA, 2009. Direção: Steven Soderbergh (Paris). Elenco: Sasha Grey, Chris Santos, Peter Zizzo. Duração: 78 min.


Força G
Aventura - LIVRE

Um grupo de agentes secretos que trabalham para o governo dos Estados Unidos tem como missão impedir que um bilionário conquiste o mundo.

(G-Force) EUA, 2009. Direção: Hoyt Yeatman. Elenco: Nicolas Cage, Steve Buscemi, Tracy Morgan, Bill Nighy. Duração: 89 min.


Próxima semana
Se Beber Não Case, Veronika Decide Morrer, Amantes, Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado, Gigante, Waldick - Sempre no Meu Coração. Sujeito a alterações por parte das distribuidoras.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cineminha hoje


Quarta-feira é dia de pagar meia no cinema. Uma boa dica pra hoje é o filme Inimigos Públicos. Além de excelente drama, tem Johnny Deep. Precisa falar mais alguma coisa?

O longa é quase uma ode ao criminoso John Dillinger, famoso por seus inúmeros crimes e fugas. Situando o espectador no tempo (1933) e no espaço (época de ouro dos assaltos a bancos), a ação não demora a começar. E como os tempos são outros, tudo é menos pirotécnico. Sem efeitos especiais mirabolantes, os estampidos das armas são muito mais próximos da realidade, permitindo que se note a diferença - e a sutileza - no som dos tiros das clássicas metralhadoras Thompson e Tommygun (pente giratório), e dos rifles de grosso calibre.

A produção tem imagens bem realistas, boa reconstituição de época, sem exageros, com carros, ruas, roupas, e até cinema com participação especial e direito a exibição de Vencido pela Lei, onde se vê uma identificação de Dillinger com o personagem de Clark Gable.

Inimigos Públicos revela mais da história do ousado assaltante - e frio assassino - que conquistou a mídia e os americanos por ter entre suas regras roubar apenas o dinheiro das instituições financeiras e nunca o cidadão. Dillinger (Johnny Depp) era um cara durão, misto de gentleman com brucutu, que transitava com facilidade entre a cordialidade e a rudez. E que deixa claro sua filosofia quando pergunta para um bancário se ele prefere ser um covarde vivo ou um herói morto.

A alcunha de inimigo público nº1 só serviu para aumentar sua fama. E na medida em que ela crescia, J. Edgar Hoover (Billy Cudrup) plantava a semente daquela que se tornaria uma das instituições mais famosas do mundo: o FBI. Mas você conhecerá um bureau no começo de suas atividades, enfrentando dificuldades políticas e financeiras. Com agentes experientes como Melvin Purvis (Christian Bale) e burocratas, enfrentando bandidos com armas e veículos melhores, remetendo, inclusive, para a realidade atual dos policiais brasileiros, em pleno século XXI.

Como um típico filme de personagens machões, Inimigos Públicos traça um paralelo entre a ousadia de um bandido que afirma ter aprendido tudo nas prisões e a determinação do agente da lei que insiste no uso da inteligência para capturá-lo. O longa destaca, já naquela época, o poder da mídia de construir os mitos. E como a arrogância de Dillinger ("somos melhores e mais rápidos do que eles") o fez quebrar a principal de suas regras de não trabalhar com desesperados ("no desespero, não há escolha") e transformou-se em seu maior algoz.

Baseado no livro de Bryan Burrough, Inimigos Públicos não tem a pretensão de ser uma obra prima. Diverte, toma várias licenças e comete deslizes. Mas nada que comprometa. Em uma cena, por exemplo, durante uma sessão de cinema, a foto de Dillinger é divulgada, convocando as pessoas para que olhem para os lados e o denunciem. E ele estava na sala?! Em outro momento, numa rua cheia de policiais ele não é reconhecido mesmo com uma arma na mão. O próprio romance vivido por Dillinger e Billie Frechette (Marion Cotillard) não tem o peso necessário para envolver o espectador. Mas curiosamente, uma das cenas mais bonitas é a de Purvis carregando-a no colo após um violento interrogatório.

A boa trilha sonora mescla um bom blues rock nas cenas de ação e a triste "Bye Bye Blackbird" em off de Billie Holliday e também na voz de Diana Krall em cena reproduzindo um dos clássicos da música americana outrora cantada por artistas como Frank Sinatra e Liza Minelli, entre outros. Destaque curioso para o merchandising da Zenith no rádio de época e para a inexorável citação do Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, como opção de fuga da justiça.

Não perca a explicação - por escrito - do destino dos personagens após as últimas imagens do filme. A impressão nítida que se tem é que o diretor Michael Mann, de filmes com O Informante e Colateral, mirou mesmo no entretenimento de qualidade. E conseguiu. Se você está no time dos que gostam de filmes sobre máfia, gângster dos anos 30, prepare a munição. E se ainda por cima curte o trabalho de Depp, o tiro é certeiro e o programa está garantido.

Fonte: Adoro Cinema


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Estreias da semana- Cinema

Inimigos Públicos

Nos anos 30, o FBI corre atrás de três famosos mafiosos (John Dillinger, Baby Face Nelson e Pretty Boy Floyd), durante a era da Depressão, quando uma onda de crimes assolou os Estados Unidos. Foi a partir daí que o FBI tornou-se a primeira agência federal de polícia do país, controlado por J. Edgar Hoover.

Elenco: Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard.

EUA, 2009. Direção: Michael Mann. Duração: 140 min. Policial (14 anos)


Halloween - O Início

Depois de 17 anos numa instituição para doentes mentais, Michael Meyers, que matou sua família quando tinha 10 anos, foge e volta para sua cidade natal. Refilmagem do clássico do terror dirigido por John Carpenter em 1978.

Elenco: Malcolm McDowell, Brad Dourif, Tyler Mane.

EUA, 2007. Direção: Rob Zombie. Duração: 109 min. Terror (14 anos)


O Guerreiro Genghis Khan

Biografia focada nos anos de juventude de Genghis Khan que, de escravo, tornou-se um dos conquistadores mais famosos da História. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Elenco: Tadanobu Asano, Honglei Sun, Khulan Chuluun.

Cazaquistão/Rússia/Mongólia/Alemanha, 2007. Direção: Sergei Brodov. Duração: 126 min. Drama (14 anos)


O Grupo Baader Meinhof

A história real do RAF, grupo terrorista que aterrorizou a Alemanha nos anos 60 e 70. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Elenco: Martina Gedeck, Moritz Bleibtreu, Johanna Wokalek.

Alemanha/França/ República Tcheca, 2008. Direção: Uli Edel. Drama (14 anos)


Coração Vagabundo

A intimidade do músico Caetano Veloso, acompanhando em duas turnês, nos EUA e no Japão. Diante da câmera, ele se prepara nos bastidores e confessa alguns momentos de insegurança - como quando lamenta supostas falhas no seu inglês numa entrevista no rádio. Andando pelas ruas de Nova York e Osaka, ele dispara comentários sobre sua formação, polemiza à distância com Hermeto Paschoal e encontra fãs estrangeiros capazes de cantarolar suas músicas.

Brasil, 2008. Direção: Fernando Grostein Andrade. Duração: 72 min. Documentário (10 anos)


"A partida" - Vale a pena ver

Uma boa dica de cinema para o final de semana é o vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, o japonês "A Partida". O filme conta a história de Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki), que após ter a orquestra em que tocava violoncelo dissipada, volta à cidade em que nasceu para recomeçar a vida na companhia de sua esposa.

Na busca por emprego, ele encontra oportunidade em uma empresa que prepara corpos para a cremação. Porém, envergonhado, não assume a função para sua esposa, que descobre dias depois e tem dificuldade para aceitar. Paralelamente é contada a história de seu pai, que fugiu com uma garçonete do café da família quando Kobayashi tinha 6 anos.

A produção vale a pena por apresentar costumes diferentes do país para os brasileiros, como as casas de banho. A trilha sonora, totalmente instrumental, merece destaque, principalmente nas cenas em que Kobayashi usa seu pequeno violoncelo que ganhou quando ainda era criança. Um dos momentos mais emocionantes do filme é ouvir a "Ave Maria" tocada por ele quando celebra o Natal com os colegas de trabalho.

O filme é longo e lento e a história, no início, parece não empolgar. Mas a dedicação de Kobayashi a um emprego que antes via como menos importante e a cena em que percebe que seu pai nunca o esqueceu valem esperar os 130 minutos. Contudo, é melhor levar um lencinho, pois a montagem, em muitas passagens, leva às lagrimas.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Chico Xavier no cinema


Letícia Sabatella e Giulia Gam filmam biografia de Chico Xavier. Longa-metragem de Daniel Filho tem estreia prevista para abril de 2010. Filmagens acontecem no Rio, Minas e no interior de São Paulo.

A vida do líder espírita Chico Xavier vai virar filme. Aliás, já está virando. Atualmente, o diretor Daniel Filho (da comédia “Se eu fosse você”) e uma equipe de quase 400 pessoas trabalham na filmagem do longa, que deve chegar aos cinemas em abril de 2010.

No filme, que começou a ser rodado há três semanas, o homem que ficou famoso por tentar se comunicar com espíritos será interpretado pelo ator Nelson Xavier, que atuou na novela "A favorita" como Edvaldo.

O elenco também conta com Letícia Sabatella, Giulia Gam, Tony Ramos, Christiane Torloni, Giovanna Antonelli, Cássio Gabus Mendes, Cássia Kiss e outros. “Depois da primeira cena vai fácil”, diz Giulia Gam, que interpreta Rita, tia de Chico Xavier.

As filmagens, que já passaram pelo Rio e Tiradentes, em Minas, seguiram nos últimos dias para Paulínia, no interior de São Paulo. “Nós pintamos e bordamos em Tiradentes. Interrompemos ruas, pintamos casas, pedimos silêncio nas horas mais alegres, fizemos barulho nos momentos mais calmos, e a população inteira entendia”, conta o diretor sobre a temporada na cidade mineira.

Quem assina o roteiro do longa é Marcos Bernstein – que escreveu “Central do Brasil” - , baseado no livro “As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior. O dia-a-dia da produção pode ser acompanhado no blog do filme.


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Bridget Jones 3


Um dos filmes que eu mais gosto é Bridget Jones. Comparações à parte (a protagosnista é jornalista e gordinha), trata-se de uma comédia muito boa interpredada pela excelente Renée Zellweger.

Atualmente magérrima, Zellweger vai ter que retomar sua dieta especial para viver Bridget Jones no terceiro filme da série.

Biscoitos, salgadinhos, milk shakes, pizza e muito sorvete: tudo o que há de mais calórico é necessário para colocar a atriz na forma da divertida gordinha.

No novo filme, a personagem principal, já com seus 40 anos, vai tentar ter um bebê. De acordo com a revista Variety, Bridget Jones 3 começa a ser filmado no fim deste ano.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Esse eu recomendo...



No final de semana fui ver A Era do Gelo 3, no cine 3D do Shopping Iguatemi.



Como nos outros dois filmes da trilogia, o destaque vai para o Sid. Mais uma vez a preguiça apronta deixando seus fieis amigos em maus lençóis. Sid cria sua própria família, embora de faz-de-conta, ao "desviar" alguns ovos de dinossauro. O problema é que a mamãe dinossaura se dá conta do roubo e resolve resgatar sua prole, levando Sid para as cavernas sinistras do subterrâneo.

Numa missão para resgatar a azarada preguiça, a turma se aventura por um misterioso mundo abaixo do qual estão acostumados a viver, onde acabam se deparando com dinossauros, lutam contra estranhas plantas assassinas e conhecem Buck, uma agitada doninha de um olho só.

Isso tudo sem contar a eterna luta do esquilo Scrat pela sua noz. As cenas são realmente hilárias. Vale a pena pegar uma sala 3D.

O longa é dublado no Brasil por Diego Vilela (Manny), Tadeu Mello (Sid), Márcio Garcia (Diego) e Claudia Jimenez (Ellie).

Animação mais vista

Com o desempenho internacional desde sua estreia oficial em 01/07, A Era do Gelo 3 tornou-se a animação mais vista da história. O filme acumulou US$ 215 milhões distribuídos por quase 12 mil salas ao redor do mundo. A informação é da Variety.


Confira os dez filmes mais vistos nos cinemas dos EUA no fim de semana:

1º - A Era do Gelo 3 (US$ 42,5 milhões)

2º - Transformers : A Vingança dos Derrotados (US$ 42,5 milhões)

3º - Inimigos Públicos (US$ 26 milhões)

4º - A Proposta (US$ 12 milhões)

5º - Se Beber, Não Case (US$ 10 milhões)

6º - Up – Altas Aventuras (US$ 6,5 milhões)

7º - My Sister’s Keeper (US$ 5,2 milhões)

8º - O Sequestro do Metrô (US$ 2,5 milhões)

9º - Ano Um (US$ 2,1 milhões)

10º - Uma Noite no Museu 2 (US$ US$ 2,1 milhões)




Ele tá chegando...



Estreia em 17 de julho (com pré-estreia em 15/07) o sexto filme da saga Harry Potter - Harry Potter e o Enigma do Príncipe.

Não é segredo pra ninguém que eu sou fissurada na história do bruxinho mais famoso de todos os tempos. Se o filme for tão bom quanto o sexto livro, será o melhor de todos até momento. O trailer, pelo menos, é sensacional.

Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, Lorde Voldemort ameaça tanto o mundo dos Trouxas quanto o mundo dos bruxos, e Hogwarts já não é o local seguro de outrora. Harry suspeita que o perigo esteja dentro do castelo, mas Dumbledore está mais preocupado em preparar o bruxo para a batalha final que se aproxima rapidamente. Juntos, eles trabalham para superar as defesas de Voldemort. Para isso, Dumbledore recruta o velho amigo e colega Professor Horácio Slughorn, um inocente bon vivant com bons contatos no mundo da magia, pois acredita que ele possui informações cruciais.


Enquanto isso, os estudantes estão sob ataque de um tipo diferente de inimigo, já que os hormônios adolescentes se espalham pelo castelo. Harry se vê cada vez mais interessado em Gina, assim como Dino Thomas. E Lilá Brown decide que Rony é o namorado ideal, mas não esperava que os chocolates de Romilda Vane atrapalhassem seus planos! Já Hermione é tomada pelo ciúme, mas está decidida a não mostrar seus sentimentos. Romances surgem, mas um estudante segue isolado. Ele está determinado a deixar sua marca, mesmo que ela seja sinistra. O amor está no ar, mas a trágedia está no caminho, e Hogwarts pode nunca mais ser a mesma.


Elenco

Daniel Radcliffe … Harry Potter
Rupert Grint … Ronald Weasley
Emma Watson … Hermione Granger
Ralph Fiennes … Voldemort
Bonnie Write … Gina Weasley
Evanna Lynch … Luna Lovegood
James e Oliver Phelps … Fred e Jorge Weasley
Harry Melling … Duda Dursley
Natalia Tena … Ninfadora Tonks
Fiona Shaw … Petúnia Dursley
Richard Griffiths … Valter Dursley
Brendan Gleeson … Alastor “Olho-Tonto” Moody
George Harris … Kingsley Shacklebolt
Mark Willians … Arthur Weasley
David Thewlis … Remo Lupin
Maggie Smith … Professora Minerva McGonnagal
Julie Waters … Moly Weasley
Robert Rardy … Cornélio Fudge
Jason Isaacs … Lucio Malfoy
Helen McCorry … Narcisa Malfoy
Michael Gambon … Alvo Percival Úlfrico Brian Dumbledore
Tom Felton … Draco Malfoy
Jamie Waylett … Vicente Crabble
Josh Herdman … Gregório Goyle
David Bradley … Argo Filtch
Willian Melling … Nigel
Helena Bonham Carter … Belatriz Lestrange
Louis Cordice … Blásio Zabini
Freddie stroma … Córmaco McLaggen
Georgina Leonidas … Cátia Bell
Isabella Laughland … Liane
Anna Shaffer … Romilda Vane
Robert Knox … Marcus Belby
Jessie Cave … Lilá Brown


Elenco Técnico

Equipe técnica: David Barrom e David Heyman … Produtores

David Yates … Direção


As mudanças

1º Teremos cenas de Quadribol

2º Rony se tornará um “irreverente” herói nos esportes

3º Dois personagens ruivos (que não estavam no livro, e são crianças) foram contratados, e os papéis não-anunciados.

4º A cena do enterro de Dumbledore será curta, eles não querem explorar esse lado triste do livro, querem fazer algo alegre, lágrimas só nas “Relíquias da Morte” – A cena será incluída no filme, modificada, porém.



sexta-feira, 26 de junho de 2009

As Panteras


Outra que nos deixou esta semana foi a atriz Farrah Fawcett, a eterna pantera loira do seriado americano As Panteras. Uma mulher deslumbrante, que lutou bravamente até o final de seus dias contra um câncer no reto.

Nascida no Texas em 2 de fevereiro de 1947, Farrah, cujo nome verdadeiro é Ferrah Leni Fawcett, estudou microbilogia na Universidade do Texas, mas sempre quis ser atriz. Estreou na televisão em 1965 na série Jeannie é um Gênio. Nos anos seguintes, participou de The Flying Nun (1967) e The Partridge Family (1970). Em 1968, a atriz conheceu o ator Lee Majors. Eles oficializaram a união em julho de 1973.

O grande sucesso veio após ser convidada pelo produtor Aaron Spelling para atuar no seriado As Panteras(Charlie Angel's), em 1976, ao lado de Kate Jackson e Jaclyn Smith.

Para quem não se lembra do seriado (mil vezes melhor do que os dois filmes piegas lançados mais recentemente), segue abaixo um pequeno resumo.




Charlie's Angels

As Panteras


Sabrina Duncan (Kate Jackson), Jill Munroe (Farrah Fawcett) e Kelly Garrett (Jaclyn Smith) são três belas detetives. Elas saíram da academia de polícia como as melhores da turma, mas acabaram indo trabalhar na agência de detetives do misterioso Charlie Townsend. Para quem ainda não se ligou, estas são as “Anjinhas do Charlie”, ou As Panteras, como são mais conhecidas aqui no Brasil.

David Doyle era John Bosley, o sempre amigo e confiável chefe das detetives e o homem que comandava a agência de Charles Townsend, vivido por John Forsythe. O rosto de Charlie nunca aparecia, somente sua voz, através de um aparelho.

Desde sua estréia, As Panteras foi sucesso estrondoso. Da noite para o dia, as três belas detetives conquistaram os EUA e, logo em seguida, o resto do mundo. De repente podia-se ver As Panteras estampadas em figurinhas de chiclete, pôsteres, lancheiras, revistas (inclusive capa da Time), bonecas e uma infinidade de produtos.

O sucesso do seriado de TV criado por Ivan Goff e Ben Roberts durou vários anos, mas o primeiro trio de atrizes só ficou unido até a temporada 1977-78, quando Farrah Fawcett (na época usando Majors em seu sobrenome, por estar casada com o ator Lee Majors) foi substituída por Cheryl Ladd, que fez a irmã de Jill, Kris Munroe.

A carreira de Farrah foi instantaneamente alavancada com o lançamento da série e de seu famoso “pôster do maiô”, que vendeu milhões de cópias. Todos corriam atrás de sua foto, e seu pôster aparecia em todos os lugares, até mesmo no filme “Os Embalos de Sábado À Noite” ( Saturday Night Fever). Mas Farrah não estava contente com a direção que sua personagem estava tomando e, após receber inúmeras propostas, decidiu deixar a série no final da primeira temporada. Sua saída chocou o público e os produtores, Aaron Spelling e Leonard Goldberg, que a processaram por quebrar o contrato de cinco anos que ela havia assinado com eles.

Em junho de 1979, foi a vez de Kate Jackson também sair da série, sendo substituída por Shelley Hack, que fez Tiffany Welles. Shelley foi substituída depois por Tanya Roberts (vivendo Julie Rogers).

Apesar da fama de Farrah Fawcett – que depois do seriado tornou-se um dos nomes mais conhecidos da década de 70 – a verdadeira estrela do show era (ou ao menos deveria ser) Kate Jackson, que ganhava dez mil dólares por semana (o dobro do que Farrah recebia). Sua personagem Sabrina era a mais esperta e a que tinha maior habilidade para se disfarçar e mudar de voz. Kelly era a mais calma e calculista e Jill era a sedutora. Das outras panteras, Kris era mais esperta que sua irmã Jill. Já Tiffany era a mais engraçada e Julie tinha um jeito especial.

O primeiro episódio foi ao ar em março de 1976 nos EUA, com Kate Jackson, Farrah Fawcett, Jaclyn Smith, David Doyle, Diana Muldaur, Bo Hopkins, David Ogden Stiers e Tommy Lee Jones.

Charlie's Angels é um marco na história da TV, não só por causa do imenso sucesso que fez como também por ter sido a primeira vez em que a atriz Kate Jackson ganhou um papel de destaque. Curiosamente, depois da série, nem Kate nem as outras protagonistas conseguiram sucesso, e fizeram apenas trabalhos obscuros para a TV e alguns para o cinema. Farrah ainda teve um ou dois papéis reconhecidamente bons, mas a grande maioria não representou muito.

No Brasil, a série estreou em março de 1977 e permaneceu até 1981, quando o último episódio, “Deixe Nossa Pantera Viver”, foi exibido em novembro daquele ano. Nos EUA esse episódio havia sido exibido cinco meses antes, finalizando assim a série.

A inabalável qualidade do seriado pode ser determinada pelo fato de que mesmo após as sucessivas trocas das atrizes, ele não perdia o pique e ainda mantinha sua força diante do público. Talvez Jaclyn Smith merecesse agradecimentos especiais por ter permanecido no programa durante todas as cinco fases, e Cheryl Ladd por ter provado seu talento nos últimos quatro anos da série.

Caso os marmanjos de plantão não se lembrem, Jill (Farrah Fawcett) deixou a agência de Charlie para ir para a Europa e se tornar uma campeã das corridas de carro. Mas ela voltou para ver sua irmã e suas ex-colegas de trabalho em seis episódios, no final da temporada 1978-79, que representa o auge da série por apresentar as quatro Charlie’s Angels juntas! E assim elas formaram o melhor time de detetives já visto na TV.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Julia Roberts volta ao cinema como espiã em "Duplicidade"

Desde "Erin Brockovich" (2000), pelo qual ganhou um Oscar, Julia Roberts, 41, se casou, teve três filhos e passou a dedicar mais tempo à família do que ao cinema. Após protagonizar produções desprezíveis como "A Mexicana", "Os Queridinhos da América" (ambos de 2001) e "O Sorriso de Monalisa" (2003), a atriz acertou poucas vezes, em filmes nos quais dividiu a cena com mais estrelas, como em "Closer" (2004) e "Jogos do Poder" (2007). 

Só agora, nove anos depois, um estúdio volta a apostar em Julia Roberts como principal chamariz de bilheteria. É em torno dela que se organiza o lançamento de "Duplicidade", comédia romântica de espionagem que estreia nesta sexta-feira (5). Nela a atriz é Claire, uma ex-agente secreta que trama um golpe milionário no setor privado. 

Para a divulgação à imprensa, a distribuidora convida dezenas de jornalistas para ir a Nova York, principal locação do filme, e entrevistar Julia, que recebe tratamento de musa. Ah, sim, Clive Owen, seu par no longa, e Tony Gilroy, diretor e roteirista, também darão o ar da graça. Não que isso pareça importar muito. O investimento da Paramount é na atriz. 

Um andar inteiro do luxuoso hotel Ritz, um dos mais caros da cidade, está fechado para o evento. Pela manhã, Julia grava entrevistas para a TV; à tarde, entra e sai de quartos idênticos, cada um com cerca de dez jornalistas da imprensa escrita, para responder a perguntas cada vez mais parecidas. 

Antes de receber Julia, alguns repórteres conversam sobre o que podem ou não falar, já que uma pergunta "errada", incômoda demais, pode incluí-los numa "lista negra" --não seriam mais convidados para os próximos eventos do gênero. Uma risada alta, vinda do corredor, corta a conversa. "É ela!", sussurra alguém, precedendo o silêncio absoluto. "Acabei de conversar com um grupo muito simpático no outro quarto" --sejam afáveis, parece sugerir Julia. 

O assunto "antipático" que deseja contornar é justamente a sua volta a um papel importante, apontada dias antes pelo jornal "The New York Times". "Não concordo! Alguém me disse: "Você fez 13 filmes nos últimos seis anos". Acho isso impressionante. É só uma diferença de opinião", diz, tranquilamente, sem mudar o tom. 

Um jornalista pergunta sobre o que ela pensa de "nenhuma outra atriz ter conseguido substituí-la" na indústria hollywoodiana, e Julia eleva a voz: "Mas ainda estou aqui!", e solta uma risada alta. 

"Acho que tive um belo papel em "Jogos do Poder", mas, de novo, é uma questão de perspectiva. Felizmente, tive muitas oportunidades, mas nem tudo me interessou. E sinto essa estranha obrigação de criar meus filhos. "Duplicidade" me deu a oportunidade de ficar com eles o tempo todo."

Fonte: Folha Ilustrada


Ficha técnica

Sinopse: 
A agente da CIA Claire Stenwick e o agente da MI6 Ray Koval deixaram o mundo da espionagem governamental para trás para se beneficiar de uma altamente lucrativa guerra fria entre duas corporações rivais. A missão deles? Encontrar a fórmula de um produto que renderá uma fortuna à empresa que a patentear primeiro.

Para seus empregadores nada é proibido e, com muita coisa em jogo, ninguém sabe quem está enganando quem. Enquanto tentam passar a perna um no outro, Claire e Ray veem seu plano em perigo pela única coisa que não conseguem driblar: o amor.

Elenco: 

Julia Roberts
Clive Owen
Paul Giamatti
Billy Thornton
Tom Wilkinson

Direção: 
Tony Gilroy

Gênero:
Suspense

Duração:
125 min.

Estreia:
05 de Junho de 2009