Quem ama sapatos, assim como a pessoa que vos escreve, vai adorar isso. No embalo da Cow Parade, exposição urbana que espalhou vacas pelas maiores cidades do mundo, Madrid achou o seu jeito de homenagear a indústria local de sapatos com uma ação bem parecida. Quem circular até o dia 24 pela cidade espanhola pode encontrar inusitadamente sapatos gigantes espalhados por diversos pontos da metrópole. A exposição, intitulada Shoes Street Art, tem obras produzidas por artistas locais, que utilizaram técnicas de grafite, pintura e colagem para customizar as esculturas. Muito criativo e divertido.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Shoes street art em Madri
Quem ama sapatos, assim como a pessoa que vos escreve, vai adorar isso. No embalo da Cow Parade, exposição urbana que espalhou vacas pelas maiores cidades do mundo, Madrid achou o seu jeito de homenagear a indústria local de sapatos com uma ação bem parecida. Quem circular até o dia 24 pela cidade espanhola pode encontrar inusitadamente sapatos gigantes espalhados por diversos pontos da metrópole. A exposição, intitulada Shoes Street Art, tem obras produzidas por artistas locais, que utilizaram técnicas de grafite, pintura e colagem para customizar as esculturas. Muito criativo e divertido.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Vem aí o 20º Festival Internacional de Animação - o Anima Mundi
Exposições, oficinas, convidados internacionais e um festival de animação fazem parte do Anima Mundi, que completa 20 edições em 2012. Em São Paulo, o evento é gratuito e acontece entre os dias 25 e 29 de julho no Memorial da América Latina e Centro Cultural Banco do Brasil, após temporada no Rio de Janeiro.
São 448 produções cinematográficas, sendo 80 brasileiras. Países como França, Alemanha, Japão, Polônia, Portugal, Estados Unidos, Suíça, Dinamarca, República Tcheca, Síria e Tunísia estão representados nas telas.
Entre os convidados internacionais está o americano Adam Pesapane, PES, animador de objetos cotidianos, a inglesa Sarah Cox e Roger Horrocks, para uma palestra especial sobre o animador neozelandês Len Lye, morto em 1980. Rodrigo Teixeira, diretor de efeitos visuais do filme “A Invenção de Hugo Cabret”, vencedor do Oscar 2012, vem ao evento para falar sobre o uso do 3D nas animações.
O festival também conta com oficinas gratuitas, onde crianças e jovens possam ter contato com técnicas de animação. Um destaque é a oficina 12l, com tablets que serão animados pelo público.
Anima Mundi
Data: de 25 a 29 de julho de 2012.
Horário: das 12h às 23h. (consulte programação completa no site).
Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB.
End.: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro.
Grátis. Tel.: (11) 3113-3651.
Memorial da América Latina
End.: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda.
Grátis. Tel.: (11) 3823-4600.
www.animamundi.com.br
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Arquivo de TV
Parada Gay mobiliza programação GLS por toda São Paulo
Virada da Comunicação em SP
Grande centro de debates, São Paulo apresentará três congressos simultâneos durante os dias 28 e 31 de maio na chamada “Virada da Comunicação”: Congresso Mega Brasil de Comunicação, 5º Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação e o 4º Congresso Internacional CULT de Jornalismo Cultural.
Entre os dias 29 e 31 de maio, a capital paulista recebe a 15ª edição do Congresso Mega Brasil de Comunicação, que conta com painéis demonstrados por especialistas profissionais ligados aos mais diversos gêneros da comunicação, como Lisa Evia, diretora da Navistar Internacional Corporation, além do presidente da Public Affairs da Kreab Gavin Anderson, Josh Shapiro - diretor da MSL Global - e grandes nomes do mercado nacional, como Miguel Jorgem Ricardo Gandour e Marcos Jank.
Serviço:
A ESSÊNCIA E A HISTÓRIA DOS AROMAS
Uma exposição que, literalmente, cheira bem. O "Espaço Perfume Arte + História" traz aos visitantes a oportunidade de conhecer mais sobre a história das fragrâncias que os acompanham desde sempre.
Com relíquias de perfumaria, como um frasco de colônia pertecente à Napoleão Bonaparte e até um dos primeiros lança-perfumes brasileiros, a mostra vai explicar boa parte dos cinco mil anos de existência dos perfumes, sua relação com a moda e também todos os tipos de curiosidades que rondam o mundo dos aromas.
A mostra ainda traz mais peculiaridades - um equipamento chamado Scentys vindo diretamente da França proporcionará a todos um resgate da memória olfativa por meio de vídeos explicativos e aromas exalados simultaneamente.
Localizado em Perdizes, o espaço é totalmente acessível para todos os tipos de portadores de deficiência como física, visual e auditiva, um passeio que contempla todos com os prazeres e a importância dos aromas em nossas vidas.
Serviço:
Espaço Perfume Arte + História
Endereço: Rua Dr. Emílio Ribas, 110 – bairro Perdizes – São Paulo – SP
Preço: Gratuito
Horário: terça a sábado (exceto quinta) das 10h às 18h; quinta das 10h às 20h; domingo das 12h às 18 h (Última entrada em todos os dias – 40 minutos antes do fechamento)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A verdadeira Alice do País das Maravilhas?

Nem tudo era ficção na obra de Lewis Carroll
O que você faria se a sua filha de 7 anos estivesse muito amiga de um esquisitão de 31, fazendo com ele demorados passeios de canoa e posando para seus retratos artísticos? Em vez de chamar a polícia - como qualquer família normal - a de Alice Pleasance Liddell incentivou seu relacionamento com Charles Dodgson, um escritor que assinava como Lewis Carroll. E a menina acabou sendo a musa inspiradora dos clássicos Alice no País das Maravilhas (1865) e Através do Espelho (1871) - este inclusive termina com um poema em que as primeiras letras de cada estrofe formam o nome da menina. Até hoje não é claro o que exatamente estava rolando entre a menina e o escritor. Especula-se, e ninguém poderia deixar de especular, que havia uma paixão, consumada ou não. Sempre se acreditou que, quando ele deixou de frequentar a casa dos Liddell subitamente, em 1863, foi porque os pais de Alice haviam resolvido dar um basta naquele relacionamento inapropriado. Mas documentos descobertos pela biógrafa Karoline Leach mostram que Carroll talvez fosse tão simpático com Alice e suas irmãs porque estava interessado mesmo era na governanta da casa.
Já adulta, Alice soube usar a fama da personagem a seu favor. Mãe de três filhos e apertada de grana após a morte do marido rico, leiloou o valioso manuscrito de As Aventuras de Alice Embaixo da Terra (primeiro nome de Alice no País das Maravilhas). Ela já não mantinha contato com Lewis Carroll. O escritor anotou em seu diário que se lembraria dela pra sempre "como aquela menininha de 7 anos completamente fascinante".
Fonte: Superinteressante
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
O feriado de Sete de Setembro em São Paulo

A cidade de São Paulo é conhecida por sua diversidade: são mais de 52 tipos de culinária, 265 salas de cinema, 54 parques e áreas verdes e mais de 70 shoppings. Você pode aproveitar o feriado de Sete de Setembro e desfrutar tudo do que essa metrópole oferece.
Família
Não faltam opções para um bom programa familiar neste feriado. A começar por um dos maiores pontos de encontro verdes da cidade, o Parque Villa Lobos, ideal para alugar bicicletas e passear em grupo.
Para quem curte emoção em alta resolução, o Bourbon Shopping apresenta os filmes "A Origem" e "Um Mar de Aventura" na primeira e única tela IMax da cidade, que tem a capacidade de mostrar imagens muito maiores em tamanho e resolução do que os sistemas convencionais de exibição de filmes.
E para comemorar o feriado de Sete de Setembro, haverá o tradicional Desfile Cívico e Militar no Sambódromo do Anhembi. Os desfiles oficiais terão início às 10h, com alunos da rede municipal e estadual, seguidos pelos militares.
Chega a São Paulo a maior feira de fotografia do país

Entre 9 e 12 de setembro, São Paulo recebe a quarta edição da SP-Arte/Foto, a maior feira de fotografia do país, no Espaço Iguatemi. O evento reúne o melhor da fotografia moderna e contemporânea do Brasil e do mundo.
Cerca de 170 profissionais renomados, como Miguel Rio Branco, Mario Cravo Neto, Claudia Jaguaribe, Thomas Farkas, Cristiano Mascaro e J.R.Duran, serão representados na feira com mais de 500 fotos expostas.
A novidade que a edição desse ano traz é o Ciclo de Palestras, com duração de três dias, que vai traçar um panorama da fotografia contemporânea nacional e internacional e fazer uma retrospectiva pela história, vertentes e ícones desse tipo de arte.
Serviço
Data: de 9/9 a 12/9
Horário: dias 9 e 10 das 16h às 22h e dias 11 e 12 das 14h às 22h.
Local: Espaço Iguatemi - Av. Brig. Faria Lima, 2232 – 9º andar
Entrada franca
http://www.sp-arte.com
segunda-feira, 8 de março de 2010
Exemplo de MULHER
Já que hoje é o Dia Internacional da Mulher, gostaria de prestar uma pequena homenagem a um ícone do sexo feminino. Cora Coralina, ao lado de Lygia Fagundes Telles e Clarice Linspector, foi uma das maiores escritoras de todos os tempos. Porém, seu talento como tal só foi reconhecido aos 75 anos de vida. Sua obra hoje é lida e respeitada no mundo inteiro, e segue incentivando mulheres de todas as idades e classes sociais. Cora Coralina dizia: "Versos... não, Poesia... não, apenas um modo diferente de contar velhas histórias"
Voz viva da cidade de Goiás, personagem e símbolo da tradição da vida interiorana, Cora Coralina nasceu em 20 de agosto de 1889, na casa que pertencia à sua família há cerca de um século e que se tornaria o museu que hoje reconta sua história. Filha do Desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e Jacita Luiza do Couto Brandão, Cora, ou Ana Lins dos Guimarães Peixoto (seu nome de batismo), cursou apenas as primeiras letras com mestra Silvina e já aos 14 anos escreveu seus primeiros contos e poemas. Tragédia na Roça foi seu primeiro conto publicado.
Em 1934 casou-se com o advogado Cantídio Tolentino Bretas e foi morar em Jabuticabal, interior de São Paulo, onde nasceram e foram criados seus seis filhos. Só voltou a viver em Goiás em 1956, mais de vinte anos depois de ficar viúva e já produzindo sua obra definitiva. O reencontro de Cora com a cidade e as histórias de sua formação impulsionou seu espírito criativo.
Tradições e festas religiosas, a comida típica da região, as famílias e seus 'causos', tudo motivava a escritora fazer uma ponte entre o passado e presente da cidade, numa tentativa de registrar sua história e entender as mudanças. Nas suas próprias palavras: "rever, escrever e assinar os autos do Passado antes que o Tempo passe tudo ao raso". Com a mesma rica simplicidade de seus personagens, Cora fazia doces cristalizados para vender.
Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e outras histórias mais, foi publicado em 1965, e levou Cora, aos 75 anos, finalmente a ser reconhecida como a grande porta-voz de uma realidade interiorana já afetada pelo avanço da modernidade. O poeta Carlos Drummond de Andrade, surpreendido com a obra de Cora, escreveu-lhe em 1979: "(...) Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais (...)".
Sua Obra:
- Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)
- Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia)
- Meninos Verdes (infantil)
- Meu Livro de Cordel
- O Tesouro da Casa Velha
- A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (infantil)
- Vintém de Cobre
- As Cocadas (infantil)
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Anos Rebeldes
Foi uma década em que o mundo vivenciou a derrocada norte-americana no Vietnã, o escândalo político de Watergate, o surgimento do movimento punk, a crise do petróleo e a ascensão de um pensamento econômico ultraliberal. No Brasil, passava-se dos anos mais repressivos da ditadura militar para o início do processo de abertura política. Por conta da censura e do regime autoritário, muitas das transformações culturais e comportamentais daqueles anos não foram completamente vivenciadas por aqui naquele momento.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O que eu estou lendo

Quem gosta de temas que misturam ciência e religião não deve deixar de ler Mostre-me Deus, do jornalista científico Fred Heeren.
Para o autor, a maior prova de que Deus existe é a descoberta da finitude do universo. Mesmo demonstrando que está em paz com a sua fé, o escritor já enfrentou "crises". Um dos resultados desses conflitos é o livro acima.
A obra é o resultado de sete anos de pesquisa e tem como base entrevistas com grandes nomes da ciência como Stephen Hawking e os ganhadores do Nobel de Física: George Smoot e Arno Penzias.
Em Mostre-me Deus, a ciência traz à tona questionamentos que ela própria não é capaz de responder. O livro explora a criação no ponto em que a ciência e a religião apresentam os mesmos questionamentos e pensam da mesma maneira.
Esse eu recomendo!!!
FICHA TÉCNICA
Mostre-me Deus
Autor: Fred Heeren
Editora: Clio Editora
Assunto: Ciência, Filosofia e História
Nº de páginas: 456
Preço: R$ 49,90 (Livraria Cultura)
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Dica de passeio para o final de semana

História
Pouco antes de morrer, o arquiteto Ramos de Azevedo projetou uma mansão para presentear a sua filha Lúcia e o marido, o engenheiro Ernesto Dias de Castro.
Localizado no número 37 da Avenida Paulista, o palacete ficou pronto em
Por dentro da Casa das Rosas
Construída em uma área de
A construção é subdividida em quatro pavimentos: porão, térreo, primeiro andar e sótão além do suntuoso jardim em volta da residência.
Porão

Antigamente funcionava ali a despensa, com acesso feito pela ala dos empregados, ao lado da cozinha. Atualmente, acomoda o acervo de cerca de 20 000 livros e periódicos que pertenceu ao poeta concretista Haroldo de Campos (1929-2003). A área é restrita aos funcionários, porém o material pode ser consultado no local.
Entre as raridades estão a primeira edição do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, Marco Zero II, de Oswald de Andrade, com a capa original, e O Cão Sem Plumas, de João Cabral de Melo Neto, com dedicatória do autor ao poeta. Há ainda diversas traduções feitas pelo próprio Haroldo de Campos de obras em – tome fôlego – inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, russo, hebraico, chinês e japonês.
Térreo

Para quem entra na casa, a primeira visão é o grande hall de entrada que fica de frente à bela escadaria de mármore de Carrara e um vitral colorido assinado pelo conhecido artesão Conrado Sorgenicht. À esquerda do hall principal, três grandes salas abrigam exposições temporárias e, à direita, no espaço que originalmente era a sala de jantar, funciona hoje uma lojinha de livros publicados pela Imprensa Oficial do Estado. Um corredor leva à cozinha, copa e três aposentos que eram destinados aos empregados, hoje o espaço armazena material administrativo. Entre as salas e a cozinha existe um banheiro e o elevador que dá acesso ao andar superior – construído ano passado para melhorar o acesso à biblioteca.
Primeiro andar


Ao subir as escadas, dois grandes cômodos. Um dos quartos era do marido de Lúcia de Azevedo, o engenheiro Ernesto Dias de Castro. Logo à frente, o dormitório que o casal compartilhava. Nesses ambientes foram montadas salas de aula, para os cursos da casa. Geralmente com duração de dois meses, custam 10 reais e estão abertos ao público. Para ter uma idéia da pauta, basta consultar o calendário de junho de 2008: André Domingues, jornalista especializado em música, ensina sobre o compositor Cartola (1908-1980) em aulas onde ouve-se muita história e, claro, música. A proposta é saber mais sobre o samba por meio da trajetória do artista. Até o dia 29 de junho está em cartaz a peça A Valsa das Solitárias, com Fernanda Cunha, Líria Varne, Patrícia Leonardelli.
Ainda no andar superior, funciona a biblioteca circulante da Casa das Rosas, de onde o público pode tomar livros emprestados. É o caso da obra completa do escritor Machado de Assis. No hall central, há uma exposição permanente de alguns exemplares da biblioteca de Haroldo de Campos e móveis que pertenceram ao seu escritório.



Não deixe de ver: dois banheiros continuam intactos e revelam a riqueza de detalhes da arquitetura da construção, ambos são bem espaçosos e revestidos com mármore.
Sótão

Originalmente, o último pavimento era uma área reservada aos serviçais da mansão. Nota-se a diferença de classes na arquitetura - com tetos sem ornamentos em gesso e banheiros em azulejos simples. O lugar serve hoje como espaço administrativo e só é aberto ao público em visitas monitoradas.
Jardim

Inspirado nos famosos jardins do Palácio de Versailles, na França, o espaço externo do casarão é de encher os olhos dos visitantes e de quem passa pela calçada na Paulista. Centenas de rosas de cores e tamanhos variados costumam florescer na primavera e no verão, por isso o lugar ganhou o apelido de Casa das Rosas. Hoje, um grande prédio comercial ocupa parte do terreno que antigamente era todo destinado ao jardim, dando fundos para a Alameda Santos. A garagem chegou dar lugar a um café, fechado no momento e com reabertura prevista para agosto de 2008.
Quem foi Ramos de Azevedo?
Um dos grandes nomes da arquitetura paulista, Francisco Ramos de Azevedo mudou a cara de São Paulo entre o fim do século XIX e o início do século XX. Com seu estilo eclético, que misturava padrões neoclássicos e neo-renascentistas, o arquiteto assinou obras que hoje são cartões-postais da capital como o Teatro Municipal, a Pinacoteca e o antigo Prédio dos Correios. Em parceria com o amigo Francisco de Paula Souza, fundou a Escola Politécnica. Ramos de Azevedo não pôde ver a Casa das Rosas concluída. Ele morreu sete anos antes e a obra foi assinada por Felisberto Ranzini.
Quem foi Haroldo de Campos?
Nascido em 19 de agosto de 1929, Haroldo Eurico Browne de Campos foi poeta, tradutor de poesia em várias línguas, ensaísta e crítico literário. Em 1952, fundou o Noigrandes, um grupo e uma revista, homônimos, que foram o embrião do movimento da poesia concreta. Haroldo dominava diversos idiomas e traduziu obras em inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, russo, hebraico, chinês e japonês. Nos anos 80, estudou hebraico e começou a traduzir textos bíblicos, que resultaram no livro Éden: um Tríptico Bíblico. Também traduziu na íntegra a Ilíada de Homero, do grego para o português. Já no fim da vida, ele trabalhou em transcrições de poemas em egípcio antigo. O poeta faleceu em 2003 e sua biblioteca particular foi doada à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Dica cultural para o final de semana

Tendo como pretexto as comemorações da efeméride de 7 de setembro, a exposição “Da independência ao Grito”, no Monumento à Independência e na Casa do Grito, resgata os processos históricos que precederam a Independência do Brasil e os movimentos sociais que a desencadearam. Com curadoria da arqueóloga Margarida Andreatta, da historiadora Cecília Salles e do museólogo Ricardo Bogus - todos do Museu Paulista, a mostra é dividida em dois módulos - Um projeto de monumento e Histórias de uma casa de pau-a-pique.
O Monumento à Independência - que juntamente com a cripta em seu interior é marco simbólico das origens nacionais, recebe o acervo do tópico Um projeto de monumento, com textos, fotografias, mapas e documentários que remetem a proclamação de 1822. "Procuramos oferecer múltiplas possibilidades de compreensão desse período", explica Cecília Salles.
Entre os destaques do módulo estão projeções dos documentários Memória da Independência - sobre exposição apresentada no Rio de Janeiro em 1972, Ipiranga 1922 - que acompanha a construção do Monumento à Independência, e Dom Pedro volta ao Ipiranga - um roteiro do percurso dos restos mortais do imperador até a chegada ao Brasil. Os filmes foram cedidos pela Cinemateca Brasileira e pelo Museu da Imagem e do Som - MIS.

Na Casa do Grito, em Histórias de uma casa de pau-a-pique, vários aspectos da edificação - um dos raros exemplares dessa técnica construtiva na cidade – são retratados por meio de imagens - reconstituição do período em que era habitada, ilustrações, textos e até de uma maquete. Depoimentos de ex-moradores do imóvel, recolhidos na década de 80 em pesquisa da arqueóloga Margarida Andreatta, completam o acervo. De acordo com os curadores, a ideia é situar historicamente a construção, tombada em 1975 pelo Condephaat, dentro do bairro do Ipiranga e do Parque da Independência.
ONDE?
Museu Paulista da USP
Parque da Independência: Av. Nazaré, s/nº - Ipiranga. Tel: (11) 2065-8000.
Terça a domingo, das 9h às 17h.
Exposição por tempo indeterminado.
Entrada: R$4.
VOCÊ SABIA?

O Monumento à Independência foi criado em 1922 como parte das comemorações do centenário da emancipação política brasileira. Em 1917, o Governo do Estado organizou um concurso, aberto à participação de artistas brasileiros e estrangeiros que apresentaram projetos e maquetes. O conjunto de maquetes foi exposto no Palácio das Indústrias. O meio cultural fez críticas à realização do concurso, à participação de artistas estrangeiros e à composição da comissão julgadora. O projeto vencedor foi o do artista italiano Ettore Ximenes, cuja aprovação não teve a unanimidade da comissão, que estranhou a ausência de elementos mais representativos do fato histórico brasileiro a ser perpetuado. O projeto de Ximenes foi então alterado, com a inclusão de episódios e personalidades vinculados ao processo da independência, tais como: a Revolução Pernambucana de
O monumento, embora não concluído, foi inaugurado em 7 de setembro de 1922, ficando completamente pronto somente quatro anos depois.
Ao longo do tempo, o monumento sofreu vários acréscimos. Em 1953, começou a ser construída, em seu interior, a cripta, onde seriam depositados os despojos da Imperatriz Leopoldina, em 1954. Em 1972, consolidou-se a sua sacralização com a vinda dos despojos de D. Pedro I e, posteriormente, em 1984, dos restos mortais de D. Amélia, segunda Imperatriz do Brasil.
Em 2000 foi criado um novo espaço em seu interior, concebido pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), possibilitando o acesso público às entranhas desta escultura comemorativa. O trabalho concentrou-se nas alterações arquitetônicas no interior do monumento: novos acessos da Capela Imperial, construção da escada monumental , sanitários, áreas de apoio e serviços. Externamente, foram restaurados os grupos escultóricos do monumento. O painel em alto-relevo, “Independência ou Morte”, recebeu intervenção interna e externa.
Monumento à Independência
Pça. do Monumento, s/no - Ipiranga, São Paulo, SP
Fone 11 2273 4981
Aberto de terça a domingo, das 9 às 17h
Visita orientada.
Entrada franca.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Dica de passeio para o final de semana

Os amantes da sétima arte não devem deixar de conferir esta dica, a Cinemateca Brasileira, localizada no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, reúne um dos maiores acervos de filmes da América Latina. São cerca de 250.000 rolos de filmes, que correspondem a uma média de 35.000 títulos brasileiros e estrangeiros.
O que é?
A atual sede da Cinemateca Brasileira ocupa o prédio do antigo Matadouro Municipal de São Paulo, na Vila Mariana, desde 1992. No local, há duas salas de exibição, um centro de documentação e pesquisa e uma biblioteca com um valioso acervo relacionado à história do cinema.
História
Em 1940, estudantes do curso de Filosofia da USP fundaram o Clube de Cinema de São Paulo. Entre eles estavam nomes célebres como Paulo Emilio Salles Gomes (1916-1977) e Décio de Almeida Prado (1917-2000). O grupo teve as atividades encerradas pela polícia durante o governo do então presidente Getúlio Vargas e foi recriado em 1946. Sua coleção de filmes compôs a Filmoteca do Museu de Arte Moderna (MAM), que mais tarde deu origem à Cinemateca Brasileira. Em
Por dentro
Um pequeno café e a Sala Cinemateca/Petrobras (foto), com 110 lugares, funcionam no galpão principal. Em outro espaço, fica a Sala Cinemateca/BNDES, com capacidade para 205 pessoas, mais quatro usuários de cadeira de rodas. As duas recebem mostras temporárias e temáticas, e exibem filmes do acervo.
Num terceiro ambiente fica a Biblioteca Paulo Emilio Salles Gomes, com uma coleção de títulos e documentos relacionados à história do cinema. São livros, catálogos e folhetos de mostras, cartazes, teses, filmes e recortes de jornais coletados desde 1954. Chama atenção a coletânea com mais de 3 200 roteiros, entre argumentos, projetos, listas de diálogos e até intertítulos de filmes mudos (aqueles textinhos que aparecem para contextualizar a história). O destaque fica para o roteiro original do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de 1964, com anotações do diretor Glauber Rocha.
A biblioteca funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h. Aos sábados, das 14h às 18h. No piso superior, no centro de documentação e pesquisa, só entram funcionários da casa.
Por que ir?
Além das opções de entretenimento, funciona na Cinemateca um importante centro de restauração, preservação e difusão. O acervo conta com cerca de 250 000 rolos de filmes, que correspondem a uma média de 35 000 títulos brasileiros e estrangeiros. É uma das maiores coleções de filmes da América Latina. São obras de ficção, documentários, peças publicitárias e até registros familiares.
A Cinemateca recebe doações e também incorpora patrimônios nacionais. O acervo jornalístico da TV Tupi, por exemplo, está guardado por lá. Quer deixar seu filme? Você também pode. Basta levar a fita e preencher um formulário que eles cuidam.
Visitas monitoradas
Para conhecer a dinâmica de todo esse trabalho, é preciso agendar uma visita monitorada. Elas ocorrem geralmente às quartas, no período da manhã, e nas tardes de quinta. Essas visitas não são regulares e costumam atender a grupos grandes. Por isso, caso tenha interesse, o ideal é agendar com alguns dias de antecedência pelo e-mail: acervo@cinemateca.org.br.
Para quem interessa?
Visitar a Cinemateca é um belo programa, sobretudo para os cinéfilos. Mas as mostras temáticas que passam por lá são também uma boa alternativa a quem está cansado das fitas do circuito comercial. Se quiser apenas conhecer o local, aproveite para curtir a agradável praça externa.
Programação para o mês de agosto
Curta Cinemateca -
Primeira Exibição - 06 de agosto
III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso -
Marcel Carné: 100 ANOS -
XX Festival Internacional de Curtas-Metragens de SP -
Curtas de Animação Franceses - 29 e 30 de agosto
SERVIÇO
Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana
Fone: (11) 3512-6111
De segunda a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados, das 14h às 18h
Site oficial: http://www.cinemateca.com.br/
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Dica para um fim de semana chuvoso

Durante anos, o autor pesquisou palavras que transitam livremente por vários idiomas sempre mantendo o mesmo significado e forma de escrever, como: samba, néon, jeans, chocolate e tantas outras.
A mostra, que ocupa dois andares do Museu e se mescla ao acervo permanente, é composta de instalações multimídias e criações de videoarte. Foi apresentada, no ano de 2007, na sede da Academia Brasileira de Letras.
Visitar esta exposição é uma maneira prazerosa de apreciar o dinamismo das línguas e aprender com as palavras viajantes e sem fronteiras!

Inaugurado oficialmente no dia 20 de março, o Museu da Língua Portuguesa abriu suas portas ao público no dia 21 de março de 2006. Em seus três primeiros anos de funcionamento mais de 1.600.000 pessoas já visitaram o espaço, consolidando-o como um dos museus mais visitados do Brasil e da América do Sul.
O Museu contou com uma equipe de criação e pesquisa composta por mais de trinta profissionais qualificados, dentre eles sociólogos, museólogos, especialistas em língua portuguesa e artistas que trabalharam sob a orientação da Fundação Roberto Marinho, instituição conveniada ao Governo do Estado de São Paulo responsável pela sua concepção e implantação.
Seu projeto foi avaliado
O Museu da Língua Portuguesa, dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial), apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país e do mundo, usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos.

Os principais objetivos do Museu da Língua Portuguesa são:
- mostrar a língua como elemento fundamental e fundador da nossa cultura;
- celebrar e valorizar a Língua Portuguesa, apresentada suas origens, história e influências sofridas;
- aproximar o cidadão usuário de seu idioma, mostrando que ele é o verdadeiro “proprietário” e agente modificador da Língua Portuguesa;
- valorizar a diversidade da Cultura Brasileira;
- favorecer o intercâmbio entre os diversos países de Língua Portuguesa;
- promover cursos, palestras e seminários sobre a Língua Portuguesa e temas pertinentes;
- realizar exposições temporárias sobre temas relacionadas à Língua Portuguesa e suas diversas áreas de influência.

Instalações
Duas motivações principais respaldam a escolha da Estação da Luz para abrigar o Museu: o edifício, um patrimônio histórico do Século XIX; e o fato de estar localizada
O Museu da Língua Portuguesa conta com uma área correspondente a
1)-Primeiro Andar:
A ala leste do primeiro andar comporta a sala destinada às exposições temporárias. Já ala oeste, onde ficam a administração e o setor educativo do Museu, dispõe de sala de aula para 50 pessoas e um espaço digital que pode atender até 20 pessoas.
2)-Segundo Andar:
a) Grande Galeria: Tela de 106m de extensão com projeções simultâneas de filmes que mostram a Língua Portuguesa no cotidiano e na história de seus usuários;
b) Palavras Cruzadas: Totens dedicados às influências das Línguas e dos povos que contribuíram para formar o Português falado no Brasil. Existe ainda um totem dedicado ao Português falado nos demais países lusófonos;
c) Linha do Tempo: Uma linha com recursos interativos onde o visitante poderá conhecer melhor a história da Língua Portuguesa;
d) Beco das Palavras: Sala com jogo etimológico interativo que permite ao visitante brincar com a criação de palavras, conhecendo suas origens e significados;
e) História da Estação da Luz: Painéis que mostram um pouco da história do edifício sede da Estação da Luz e os trabalhos de restauro realizados antes da implantação do Museu da Língua Portuguesa.
f) Mapa dos Falares: A partir de um grande mapa do Brasil, o visitante pode escolher uma localidade e apreciar ( ver e ouvir) depoimentos de diversos pessoas, verificando,assim, os diversos “faleres” do brasileiro.
3)-Terceiro Andar:
a) Auditório: Projeção de um filme de 10 minutos sobre as origens da Língua Portuguesa falada no Brasil;
b) Praça da Língua: Espécie de “planetário da Língua”, composto por imagens projetadas e áudio. Uma antologia da literatura criada
4)-Elevadores
Os elevadores de acesso ao Museu também são espaços expositivos, pois permitem uma visão total da escultura “Árvore de Palavras”, de 16m de altura, criada por Rafic Farah (nesta escultura o visitante encontra palavras de idiomas que contribuíram para a formação do português e do português falado no Brasil, palavras em português e a representação de objetos e animais). Além disso, no interior dos elevadores, os visitantes podem ouvir uma espécie de mantra, composto por Arnaldo Antunes, que repete as palavras “língua” e “palavra” em vários idiomas.
Atividades
Além dos espaços expositivos permanentes e temporários, o Museu da Língua Portuguesa desenvolve uma série de ações paralelas importantes para a aproximação da instituição com o seu público:
1)-Apresentações Gratuitas:
Em alguns finais de semana, o Museu realiza em seu espaço térreo, apresentações de contadores de histórias e pequenos espetáculos teatrais e musicais.
Tais atividades são voltadas para o público infanto-juvenil, valorizam a oralidade e são sempre oferecidas gratuitamente.
A divulgação é feita através do Portal da Língua Portuguesa e do site da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (www.cultura.sp.gov.br).
2)-Cursos:
O Museu oferece cursos gratuitos, tais como “ciclos de leitura”, ”oficina de escrita” e “cursos de capacitação para contadores de histórias”.
Essas atividades são sempre coordenadas por profissionais muito capacitados e contratados especialmente pelo museu de acordo com a temática do curso a ser oferecido.
As atividades são realizadas nas Salas de Aula ou no Espaço Digital do Museu. A divulgação e as inscrições são feitas diretamente no museu e sua programação é divulgada pelo Portal da Língua Portuguesa.
Tratando-se de atividades com vagas limitadas (em média 25 por curso), existe sempre algum processo de seleção sob a responsabilidade de seus coordenadores.
3)-Palestras e Seminários:
A Instituição desenvolve palestras e seminários sempre com temáticas pertinentes à Língua Portuguesa e à diversidade cultural de nosso país.
As programações são desenvolvidas diretamente pelo Museu ou em parceria com outras importantes instituições culturais.
Estas atividades também são oferecidas gratuitamente aos interessados.
SERVIÇO
Endereço:
Praça da Luz, s/nº - Centro - São Paulo - SP CEP: 01120-010
Telefone:(11) 3326-0775
Site: http://www.museulinguaportuguesa.org.br
Horário:
Bilheteria: terça a domingo, das 10h às 17h.
Museu: fecha às 18h.
Não abre para visitação às segundas-feiras.
Preço do ingresso:
R$ 4,00 (quatro reais)
Estudantes com carteirinha pagam meia-entrada
Professores da rede pública com holerite e carteira de identidade são isentos do pagamento do ingresso;
Crianças até 10 anos e adultos a partir de 60 são isentos do pagamento do ingresso;
O ingresso só pode ser pago em dinheiro;
Não há venda antecipada de ingresso;
Aos sábados a visitação ao Museu é gratuita.
Recomendações:
- A visitação é recomendável para crianças alfabetizadas.
- O Museu ainda não oferece serviços de lanchonete.
- Não é permitido o consumo de alimentos, bebidas, balas ou chicletes.
- É proibido o uso do flash. Não é permitido fotografar e filmar com fins comerciais.
- É proibido fumar.
- Mochilas, sacolas, pacotes, malas, guarda-chuvas e brinquedos deverão ser deixados no guarda volumes.
Perguntas freqüentes:
Se o estudante esquecer a carteirinha em casa?
O esquecimento da carteirinha de estudante implicará no pagamento da íntegra do ingresso (R$4,00).
Posso utilizar outro documento da minha instituição de ensino, como comprovante de estudo?
Estudantes, devidamente identificados (com carteiras dentro do prazo de validade) pagam meia-entrada no valor de R$ 2,00 (dois reais). Esta identificação poderá ser feita através da carteirinha de estudante ou através de ofício da Instituição de Ensino, que deverá estar em papel timbrado, assinado pelo(a) diretor(a) ou coordenador(a).
Qual a temperatura ambiente do Museu? Devo levar um agasalho?
Recomenda-se o uso de agasalho leve no interior do Museu, devido à refrigeração do ambiente.
Como devo me comportar dentro do Museu?
Deve-se falar baixo e caminhar durante o percurso, evitando correria e gritaria no interior do Museu.
Grupos turísticos pagam meia-entrada?
Não.


















